Meu coração bate no peito A vida bate na minha cara e no final tudo isso rebate em quase nada
Maria bate com a indiferença João apanha na sua crença Todo mundo sabe que a pior porrada é da palavra
E quando eu era bem pequeno, bem menor do que pareço ser Eu ouvia e repetia aquele novo amanhecer Me diziam que era pecado eu querer, mas eu queria querer E agora eu vou falar do meu viver
Aponto o dedo, aponto o lápis, Aponto o caminho. Eu tô no ponto E ponto final. Eu tô lá no ponto de ônibus
Sem medo de falar e errar Sem medo de andar e tropeçar e aquele velho medo de falar do nosso medo
Eu na minha triste condição de ser humano normal Não me importa se é o que quero e nisso não tem nenhum mal Hoje resolvi te explicar aquilo que quero entender Você olha pro céu tentando achar aquilo que já está em você
Acenda uma vela. Abaixe o tom da sua voz pra falar comigo Posso ser qualquer um, mas eu não sou só mais um Sou qualquer dois
(Dois mi réis abençoado por São Cosme e Damião Eu rezo pro meu “padim Ciço” e pra Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro pra abençoar esse povo trabaiadô do meu sertão. Obrigado, meu Jesus!)
Vamos vivendo a prestação Esperar o céu e viver no chão Vamos vivendo a prestação Sem dizer não