O momento é muito duro. No mundo inteiro são centenas de milhares de mortos pelo coronavírus. Um rastro de perdas e sofrimento, que também deixa muitas dúvidas sobre o futuro.   A pandemia é um passo sem volta da história do planeta. Mesmo depois de controlada, o mundo nunca mais vai ser o mesmo. Nossa geração enfrenta uma encruzilhada. E o desfecho de uma crise dessas proporções é sempre imprevisível.

Há um sentimento de que a lógica do “cada um por si” é incapaz de dar as respostas que o momento exige.  A ideia de que cada um por conta própria, pelas leis do mercado, seria capaz de cuidar do que é seu vai desmoronando.

Na verdade, a pandemia evidenciou o legado sinistro de 40 anos de hegemonia neoliberal no planeta. Eles destruíram direitos, prometendo em troca a prosperidade. Era mentira. O 1% enriqueceu como nunca, ainda passou a pagar menos impostos, e a maioria dos seres humanos está agora atirada à própria sorte. É isso que estamos vendo.

Chegou o momento de uma revolução solidária!

Já que a pandemia nos fez lembrar que a saúde precisa ser um bem comum, é tempo de questionar a lógica do sistema que trata o comum como mercadoria. A saúde, a água, a educação. A lógica do mercado transforma nossos direitos em privilégios.

É tempo de reorganizar a economia para a vida, não para os bilionários, com controle social da indústria farmacêutica, com o direcionamento do setor produtivo para o que é essencial para as pessoas.

É o nosso futuro que está em jogo, e das próximas gerações. É tempo de disputar o futuro. É tempo de uma Revolução solidária.

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