Onde se esconde o sol se esconde você
Fases e vícios são artifícios pra te esquecer
Mulher... paisagem indescritível
Mulher, um vício!
Complicada e imperfeita
Seu jeito me ganha
Ela tem artimanha que instiga e meu pensamento apanha
Observo ela passar
Me caça, me laça, me leva pra casa
Me deixa todo sem graça
E hoje eu quero estar com você
Curtir com você
Meu vício é você
Burn Burn Babylon!
Aprendi a persistir
Ter paciência nessa eterna espera
Bem ou mal sigo em paz
Mas não fujo da guerra
As noites que não dormi
O tempo que perdi
Os medos que ainda carrego
Tentando ser feliz
Tão normal, tão legal
Natural pra você
Que já se acostumou perder
Carregando o que couber no bolso
E o que o coração puder guardar
Deixei um bilhete na sua sala
Dizendo que eu iria me acostumar
Mas nem tudo é tão perfeito
Quem não tem defeitos?
Vocês andam criando expectativas demais
Os dias vão passar
E vão me dizer
Por onde devo andar
Quando amanhecer
Eu já não sei mais o que vale a pena
Eu já não sei o que vale apena, pela paz.
E pra chegar uso o dom
Sabendo o que é bom
Essa é a minha praia
Antes que a maré me traia
O movimento rola solto quando ela tira saia
E eu me sinto em casa...
Sem motivo pra me preocupar
Como quem sabe onde quer chegar
Nada se iguala a sensação que exala nesse lugar
Perfeito bem estar
Então me deixe estar
O que tiver que ser será...
Eu não quero sair
Não quero sair daqui
Aproveitar o que a vida nos traz
E deixar o que ficou pra trás...
Ela ouve Jorge Ben
Deixa tudo bem melhor do que está
Se sente em casa em qualquer lugar
Olho vivo ela vem
Não vai te dominar
Ela te faz de refém se não souber jogar
Mas se ela parte...
Sem dó, sem bagagens
O risco faz parte
O processo é a chave para a elevação
A continuação...
O vai e vem nesse lugar
Muitos chegam e poucos estão dispostos a ficar
Não se trata só de passar
Estaremos prontos pra marcar
Ilusão é viver em vão
Não somos só mais um!
Pronto pro combate, xeque-mate
Não se mate só por uma parte
Sejamos o todo ao jogar o jogo
Nas favelas o verbo é morro!
A resistência residir em nós
Carregarmos o peso de sermos melhores
Na contramão dos mortos vivos sem voz
Sua consciência é
Um contrato singular
Pra libertação
Viemos a incomodar
Quem faz a diferença? somos todos nós!
Observo em silencio o que os homens fazem por aqui
Viver em prol do amanha um novo sol
Um troféu para todo fel
Entretidos submetidos
Não entendem que dinheiro é só papel
Pronto pro combate, xeque-mate
Não se mate só por uma parte
Sejamos o todo ao jogar o jogo
Nas favelas o verbo é morro
Vivemos num mundo de mudos mundanos
Meros mortais sem um plano maior
Tentativas se dão por baixo dos panos
Cada dia é uma chance a mais para ser melhor!