Música & Magia: Recent Episodes

noreply@blogger.com (Fabio Almeida)

a linguagem divina

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No ar, nosso episódio piloto do VideoCast Música & Magia, confira!
(Melhor visualizado em 720p ou 1080p)

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Podcast: Download (Duração: 28:14 - 26.5 MB)
Ficha Técnica
Roteiro, Produção e Narração - Fabio Almeida

Trilha Sonora
Ancient Winds - Shaman
Prayer for the Ancient Trees - Dean Evenson
Eagle, Salmon, Swirl - Dean Evenson
Neanderthal Bone Flute Music - Albinoni
Neanderthal - Simon Thorne
Itsari - Povo Xavante e Sepultura
Kyaroa, Kyaroa, Entatsi Õimi - Povo Ashaninka
Flautas Sagradas - Povo Meinako
Theon Hô - Povo Krenak
Nixipan - Povo Kaxinawá
Nhanerãmoi'i Karai Poty - Povo Guarani
Canto da furação de orelha - Povo Xavante
Canto de iniciação Wapté - Povo Xavante
Flautas - Povo Nambiquara
Wai-á - Povo Xavante
Canto para animar a aldeia - Povo Xavante
Shadow of the Moon - Blackmore's Night

Referências
The Prehistory of Music, Iain Morley
A Música e a Ciência se Encontram, Clotilde E. Leinig.
Performance da Música Indígena no Brasil, Amauri A. Antunes
Etenhiritipá, Cantos da Tradição Xavante
A Força Mágica da Música Indígena, Peret, J. A.

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O som é uma forma de energia causada por vibração; combinando com o ritmo, resulta em música. As vibrações passam para a atmosfera sob a forma de propagação ondulatória quando então o ouvido humano torna-se capaz de captá-las, resta o cérebro para fazer a interpretação para dar sentido.

O número de vibrações na unidade de tempo chama-se freqüência. As unidades de medida de freqüência sonora são representadas pelo Hertz. Por sua vez, notas musicais são vibrações sonoras comunicadas através do ar e as freqüências de todas as notas de uma escala musical ficam definidas quando se fixa a freqüência de uma delas. Os músicos de hoje fixam a freqüência da nota La com 440Hz, mas sabemos que em outras épocas não havia esse padrão.O som, a luz e o perfume são modificações vibratórias de um mesmo elemento, tal como a luz branca quando transpassada num prisma desdobra-se numa diversidade de cores é a partir do desdobramento de um único som primordial, que podemos denominar como “som cósmico” ou “vibração universal”, que surgem os diferentes sons de diferentes freqüências, é o princípio de unidade na diversidade.
Em física, uma curiosa frase diz o seguinte: “Os átomos reagem e se comportam como se tivessem padrões de ressonância e estabelecem um sistema que desintegra possíveis barreiras entre a Física e a Música”. A ciência moderna tende a confirmar a existência de uma vibração universal, superfísica, causa de toda matéria e de todo som, algo que já foi enunciado há milênios pelos Mestres do antigo Egito no Princípio Hermético de que “Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.” Desta forma compreendemos que a estrutura do universo é essencialmente vibratória, e que de certa forma há um som Uno da causa vertido na pluralidade dos efeitos.
Além do fenômeno acústico, o som é capaz de produzir manifestações físicas poderosas. Diversos livros sagrados trazem citações sobre tais manifestações e mesmo que estes textos sejam uma alegoria para representar um conhecimento mais profundo e esotérico, um dos exemplos mais famosos é narrado na bíblia, no episódio em que Josué, munido também da “Arca da Aliança”, fez ruir as muralhas de Jericó ao som de sete trombetas e do brado do povo de Israel.

“Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros diante da arca; no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas.” (Josué 6:4)

Há muitos outros mistérios a serem compreendidos nesta passagem, no entanto, quando estudamos física, mais especificamente sobre o movimento ondulatório, descobrimos que o som ritmado, como a marcha dos soldados, pode determinar uma sobrecarga vibratória por ressonância suficientemente forte para acarretar o desmoronamento de uma ponte.
Dentre muitos outros exemplos que poderiam ser citados há o caso de um edifício na França onde funciona o Instituto de Pesquisas Físicas de Ultra-sons que começou a apresentar rachaduras, embora ninguém escutasse som algum, foi confirmado que o problema tinha como causa as vibrações sonoras em nível de ultra-sons.
Autoria: Fabio Almeida

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"Desde que a música é a única língua com os atributos contraditórios de ser ao mesmo tempo inteligível e intraduzível, o criador musical está sendo comparável aos deuses, e a música em si o mistério supremo da ciência do homem " (Levi-Strauss, 1970)
Definimos melodia como uma combinação de sons sucessivos, mas ninguém diz que uma poesia consista numa sucessão de palavras. Embora seja óbvio que ambas sejam constituídas por esses elementos, não é a sucessão de sons que gera a melodia, e sim o pensamento que ordenou essa sucessão.

Grandes magos, como Bach, Mozart, Beethoven, ouviam nitidamente a música em sua mente, antes de materializarem no papel e em vibrações aéreas, ou seja, não pode existir melodia sem antes sua origem no plano mental.

Idéias musicais vão surgindo na mente do compositor que as passa para o instrumento até encontrar “algo” que goste e registrá-la em papel ou gravador. Este “algo” os alemães descrevem com uma frase – “Est fält etwas eln” – que significa “algo o invade”.

Tais idéias não podem ser forçadas, mas também nada poderá invadir um aspirante à composição musical se ele não se tornar receptivo para abrir sua mente e captar esse “algo”.

"O TODO é MENTE; o Universo é Mental " (O Caibalion)

O material da música é o som e a melodia é o fluir desses sons que se sucedem de maneira ascendente e descendente. Mas não é só isso, a melodia é também, a expressão de um pensamento produzido pela “inspiração”, pelo “algo que invade”, traduzido pelas leis do sistema musical. Todas as melodias existem dentro dos limites de algum sistema de escalas, que por sua vez consiste num arranjo de uma série particular de notas, no entanto tais “arranjos” não são arbitrários.

Não é possível aprender a construir uma melodia, o que se estuda são as ferramentas e os meios que proporcionam a transformação desse “algo” que se origina na alma do compositor, em material musical.

“A música não cria, mas sim intensifica, como um ressoador, o que já existe em cada um de nós”

A percepção sensível da música provoca alterações em nosso estado de consciência e é na melodia, simples ou complexa, que reside o elemento mais propício para determinar estes diferentes estados.

No âmbito psicológico, vários efeitos foram identificados através do estímulo sonoro, entre outros, podemos destacar: o aumento ou a diminuição dos estados de tensão, depressão, exaltação, alegria, a catarse das emoções, levar o indivíduo à comunicação, à imaginação, à fantasia, ao conhecimento de si mesmo, a interação social, o aumento da concentração, tudo segundo as características da música utilizada.

Autoria: Fabio Almeida

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Um dos elementos fundamentais e, talvez, mais misteriosos da música é a melodia. O que realmente faz com que determinadas melodias nos despertem tantos sentimentos diferentes? Por que há melodias boas e outras não? O que faz uma boa melodia? Livros, tentando explicar isso, não faltam, mas de fato, nem teóricos, nem os músicos, nem compositores souberam responder a essa pergunta de maneira satisfatória.Inconscientemente, através dos nossos ouvidos, conseguimos distinguir uma melodia que nos agrada ou não. Talvez, nosso padrão melódico se desenvolva a partir daquilo a que nos habituamos ouvir desde criança. Mas não se tem certeza. A melodia nos prende a certas músicas, algumas grudam em nossos ouvidos, outras nos comovem e outras mais têm o poder misterioso de nos elevar espiritualmente, mas há, de fato, uma “fórmula” pronta para isso?Alguns teóricos, ao tentarem explicar a “fórmula” da quinta sinfonia de Beethoven, descreveram todo o padrão composicional utilizado pelo mesmo. Com isso, há centenas de compositores que estudaram, com afinco, e utilizaram esses mesmos “padrões” em suas sinfonias, no entanto quantas sinfonias são efetivamente tão “brilhantes” como a quinta de Beethoven?Como bem sabemos a música também possui o poder de curar certas doenças. Existem inúmeros trabalhos clínicos, realizados em várias áreas, dos quais citamos apenas alguns como: paralisia cerebral, amputações, distrofia muscular progressiva, doenças mentais, autismo infantil, problemas neurológicos e, até mesmo, na área social, com trabalhos envolvendo músicos, crianças e adolescentes carentes. Além disso, pesquisas comprovam que ouvir certas músicas ativa os neurônios e melhora a inteligência. Exames de tomografia e ressonância magnética mostraram que ouvir música ativa uma ampla distribuição de áreas do cérebro. Isso porque, ritmos, tons, batidas, melodias e timbres são processados ​​em muitas áreas diferentes do cérebro. Albert Einstein, grande gênio da física, era um grande admirador de Mozart, e não eram poucas as vezes que refletia sobre seus dilemas tocando as obras do grande compositor ao violino. Seria a música de Mozart uma espécie de alimento para a genialidade de Einstein?Alguns estudiosos chamam isso de “Efeito Mozart”, mas será que apenas a música de Mozart é capaz de despertar este fenômeno? Provavelmente não, pois o efeito em questão é resultado da excitação causada pela música e não necessariamente do compositor em questão.Seja efeito Mozart, musicoterapia, ou qualquer outro nome que se dê a esse fenômeno, está comprovado que a música, em seus diversos graus, cria uma “mudança” ou um determinado “estado psicológico” em nosso ser. Não seria esse o motivo de a música, antigamente, ser reservada apenas a iniciados e mestres?Pitágoras, Sócrates e Platão, bem sabiam que o estudo da música era uma das mais belas disciplinas para o espírito e consideravam-na indispensável à educação. Isto porque a música, em si, lida com duas áreas que parecem divergir: a ciência e a espiritualidade.Johannes Kepler uniu ciência, música e espiritualidade, quando, seguindo o princípio “Música das Esferas”, proposto por Pitágoras, publicou, em 1619, um livro chamado “Harmonia do Mundo”. Nele, Kepler relaciona o universo, as proporções geométricas e o movimento dos planetas com as proporções harmônicas da música, demonstrando que matemática, música e magia, caminham lado a lado.Se considerarmos a definição de magia como um meio através do qual a vontade, a emoção e a imaginação criam uma mudança verdadeira no mundo físico, um compositor não poderia ser classificado como um mago?

"Existe alguma confusão sobre o que é realmente mágico. Acho que isso pode ser esclarecido olhando para as descrições mais antigas da magia. Esta, em suas formas mais primitivas, é, normalmente, designada como “arte”. Acho que isso é bastante literal. Eu acredito que magia é arte e que a arte, quer a escrita, a música, a escultura ou qualquer outro meio é literalmente magia. A arte é, como magia, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens para realizar mudanças na consciência." (Alan Moore)

De um modo geral, a música continua sendo um fenômeno que a ciência não soube explicar e isso a torna ainda mais fascinante. Entretanto, sabemos que a Música é capaz de gerar mudanças dinâmicas e permanentes na consciência individual e coletiva. Essas mudanças provêm de combinações de frequências e de arranjos que ressoam da mesma forma para o físico e para o metafísico.Mas por que a música é tão mágica? Por que os estados de consciência mais profundos são atingidos através do canto ou durante a emissão de certos padrões musicais? A resposta mais antiga e duradoura é que a música é um eco do impulso da criação divina.
Autoria: Fabio Almeida