Mesmo que você ainda não tenha dado uma olhada no livro, basta o título “A unidade interior das religiões” para ter uma ideia do assunto. Não é sem razão que, na Rosacruz Áurea, ao lado da Bíblia, utilizamos textos das mais diversas religiões universais, como os védicos, taoistas, budistas, sufistas, herméticos e maniqueistas. O tesouro espiritual desses textos originais é de grande inspiração para a religio, no sentido de vivificar no interior do ser humano a conexão entre Céu e Terra. Nesta resenha, utilizaremos, entre outros textos, a introdução de Paul Boersma para o livro A unidade transcendente das religiões, de Frithjof Schuon, traduzido por ele e publicado em 2017, e que foi tema de uma palestra realizada na Livraria Pentagrama em Haarlem, na Holanda.
Letras dispostas em certa sequencia criam a palavra escrita. Contudo, a palavra somente se torna viva quando é portadora de uma força que vai muito além das nossas dimensões terrenas: a força da Gnosis.
Com nosso pensamento e inteligência, somos criadores de um mundo de opostos – e não temos outra escolha. Nosso pensamento não estabelece conexões, ou só o faz muito raramente. Por isso, qualquer processo de desenvolvimento espiritual tem início no coração. Ele é a porta abençoada através da qual a energia etérica pode penetrar. Saibam mais a respeito das cinco propriedades que distinguem a função extraordinária desse órgão tão singular.
“O teu começo vem de muito longe.
O teu fim termina no teu começo.
Contempla-te em redor.
Tudo é o mesmo.
Compara.
Tudo é o mesmo.
Tudo é sem mudança.
Só as cores e as linhas mudaram.
Que importam as cores para o Senhor da Luz?
Dentro das cores a Luz é a mesma.
Que importam as linhas, para o Senhor do Ritmo?
Dentro das linhas o Ritmo é igual.
Os outros veem com os olhos ensombrados,
Que o mundo perturbou,
Com as novas formas,
Com as novas tintas.
Tu verás com os teus olhos.
Em sabedoria.
E verás muito além.”
(Cecília Meireles)
Na Grécia antiga, a lemniscata também era chamada de guirlanda. Cada flor entrelaçada em um círculo duplo segue a ordem cósmica em transformação e é também responsável pela beleza do conjunto, portanto, de todas as flores, sem exceção. Ora a vida segue a leminiscata ora a leminiscata segue a vida – mas sempre se trata de um movimento em contínuo desenvolvimento...
Uma maravilhosa investigação dos elementos que constituíram a força animadora no passado: projetos do surgimento e do desaparecimento de impérios terrestres que determinaram a corrente das ideias e das mercadorias – e que ainda as determinam no século 21.
Nós, homens, somos seres analíticos. Não podemos fazer de outra forma: para entendermos uma coisa, precisamos de-com-por, ex-por e ex-pli-car o objeto do nosso interesse. Somos bons nisso: composições, oposições, listas e gavetas para classificar e controlar.
“Eis por que possuímos a lenda do paraíso de Deus! No meio da criação pura e primordial, no meio do paraíso de Deus, estava como Árvore da Vida, o prêmio das Almas: Pimandro, o Espírito Santificador.” Jan van Rijckenborgh
Cubo
“O amor está adormecido no centro do seu ser
e espera que o liberte.
Somente você pode dar a si mesmo e aos outros
o Amor de que todos nós precisamos.
Então já não haverá ‘o outro’
e nem ‘você’: haverá apenas o amor
que se doa.”
Helena Blavatsky
Flor da Vida
“Ao que vencer, dar-lhe-ei,
para comer, da Árvore da Vida,
que está no meio do Paraíso.
Tudo receber, tudo abandonar,
e, assim, tudo renovar.
Cuidar de todas as sementes recebidas
de Deus e ajudá-las
a se tornarem manifestas
em todas as coisas,
e, dessa forma, tudo renovar.”
Jan van Rijckenborgh
A Idade Média ainda projeta suas sombras. Mas um jovem de dezesseis anos, educado no interior do recinto de um monastério alemão, parte em viagem. Ele se dirige a Damcar, a Fez, a um mundo de grande riqueza em ciência, comércio e diversidade.
Lemos na história de Cristiano Rosacruz que um jovem de dezesseis anos, educado entre as paredes de um mosteiro alemão, faz uma viagem. Quando seu mentor morre, ele não quer interromper sua jornada, e continua resolutamente. Ao motivo pelo qual ele o faz, falta uma resposta lógica. Pode-se presumir que ele seja guiado por uma energia protetora e esclarecedora.
Se há um ponto de separação definitivo, então esse é certamente o momento da morte. Quando somos confrontados com o mistério da morte, nossa existência nos parece repentinamente irreal. Quem sou eu? Para onde esta vida me conduz? Será que tudo é efêmero? Isso é o que se pergunta o jovem Nachiketa nos Upanixades. Sua busca conduz à realidade.
O objetivo deste livro é oferecer uma nova perspectiva e novas possíveis respostas para três questões fundamentais: O que são as enfermidades e quais são as suas origens? O que é a verdadeira cura, e de onde ela provém? Como devemos reagir e o que podemos aprender diante de tudo isso, como alunos de uma escola espiritual? O tema “saúde e cura”, é tratado aqui sob a luz do ensinamento universal, ligando-o à dimensão da espiritualidade e da busca do sentido de nossa existência. Esperamos que os leitores possam perceber que, para além da fronteira do eu, encontra-se o mundo interior da alma. Assim, saberão aproveitar esta oportunidade, revivendo os nossos sinceros votos, expressos nas palavras: “Que um dia, na força da centelha do espírito, cada ser humano possa celebrar o júbilo desta maravilhosa descoberta: a descoberta de si mesmo!”