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Contra abuso, governo da Espanha apresenta projeto que exige consentimento explícito para ato sexual
Texto de projeto da Lei de Liberdade Sexual entende que não existe consentimento se 'a vítima não tiver manifestado livremente por atos externos conclusivos e inequívocos sua vontade expressiva de participar do ato'.
O governo da Espanha apresentou nesta terça-feira (3) um projeto de lei contra as agressões sexuais que introduz a necessidade de que haja consentimento explícito para um ato sexual, após o caso de "La Manada", o estupro grupal a uma jovem que comoveu o país.
"Até agora as mulheres encontravam uma série de obstáculos: tinham que provar que existia consentimento, que havia violência ou intimidações para poder falar de agressão sexual", afirmou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa.
"Agora não vamos ter que mostrar a submissão, a não ser que o centro de toda ação legislativa é o consentimento", disse Montero, do partido de esquerda radical Podemos, que governa em coalizão com os socialistas do presidente do governo, Pedro Sánchez.
A Lei de Liberdade Sexual entende que não existe consentimento "quando a vítima não tiver manifestado livremente por atos externos conclusivos e inequívocos (...) sua vontade expressiva de participar do ato", segundo o rascunho que deve ser debatido no Parlamento em um processo que pode durar meses.
Abuso e agressão sexual
Além de acrescentar aos delitos sexuais o casamento forçado e a mutilação genital, a lei elimina a diferença entre o abuso e a agressão sexual, explicou a ministra, uma distinção que esteve no cerne do caso de "La Manada", que gerou uma mobilização feminista sem precedentes.
Em primeira instância, em abril de 2018, os cinco integrantes do episódio "La Manada" –como são chamados os homens que abusaram de uma jovem de então 18 anos em julho de 2016, em Pamplona– foram condenados por abuso e não por agressão sexual, a nove anos de prisão.
Os integrantes do "La Manada" afirmaram que a jovem fez sexo oral neles e que a penetraram sem preservativos na entrada de um prédio, roubaram seu telefone celular e a deixaram seminua. Depois compartilharam as imagens por WhatsApp se vangloriando de suas ações.
Os juízes, diante da aparente passividade da jovem, não aceitaram a classificação de agressão sexual (estupro) ao não observar nem intimidação ou violência, indispensáveis segundo o Código Penal. A sentença foi ratificada em apelação.
'Eu acredito em você'
Sob o lema "Eu acredito em você", uma multidão de mulheres, entre elas muitas adolescentes, saíram às ruas em apoio à vítima. Fora do país o caso gerou uma série de manifestações feministas.
Em junho de 2019, o Tribunal Supremo espanhol corrigiu a sentença e considerou que houve estupro, ao constatar um "autêntico cenário intimidatório" no qual ocorreram ações e a jovem "em nenhum momento" consentiu os atos sexuais. A pena para os acusados foi elevada para 15 anos.
A Espanha é considerada pioneira na luta contra os feminicídios, com uma lei contra a violência de gênero desde 2004.
Source: G1
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Protestos são retomados em Santiago com dezenas de detidos e feridos
Um grande calendário de manifestações circula pelas redes sociais quase todos os dias deste mês, com chamadas de organizações de mulheres para uma grande marcha para o próximo domingo.
Os protestos foram retomados nas ruas de Santiago, no Chile, com novos ataques a transportes públicos e saques de lojas que se estenderam até o amanhecer desta terça-feira e que deixaram 283 detidos e 76 policiais feridos, segundo um balanço oficial.
Convocados para protestar contra o governo de Sebastián Piñera na primeira segunda-feira (2) de março, quando a maioria das atividades produtivas do país começa após o feriado, milhares de manifestantes se reuniram à tarde no centro da Plaza Italia, em Santiago, onde ocorreram violentos confrontos com a polícia.
"A cidade funcionou, as pessoas puderam realizar suas atividades, mas à tarde e à noite houve violência pura e dura. São atos de violência que nada têm a ver com demandas sociais", afirmou nesta terça-feira o ministro do Interior e da Segurança, Gonzalo Blumel, à Rádio Agricultura.
Um manifestante foi atropelado por um carro da polícia "devido ao grande número de objetos contundentes e coqueteis Molotov que foram jogadas no para-brisa" do veículo, disse o chefe de polícia Juan Chevy à mídia local.
Os confrontos se deslocaram para várias áreas da periferia de Santiago, onde foram erguidas barricadas e houve vários ataques a empresas. Por volta das 22h (horário local), o sistema de transporte público da capital chilena foi suspenso por segurança e colocado em operação durante a madrugada.
A ferrovia metropolitana também fechou para segurança 15 estações, reabertas na manhã desta terça-feira, quando as principais estradas de Santiago ainda mostravam resquícios dos distúrbios, com semáforos no chão e restos de barricadas fumegantes.
Março de protestos
Os protestos que eclodiram em 18 de outubro contra o aumento das tarifas do metrô de Santiago rapidamente se tornaram uma reivindicação generalizada a favor de profundas reformas sociais, em um país com altos níveis de desigualdade.
Depois de algumas semanas de tensão máxima, a violência nas ruas diminuiu em janeiro e fevereiro - quando a maioria dos chilenos tira férias - mas com a ameaça latente de que voltariam à força em março.
Um grande calendário de manifestações circula pelas redes sociais quase todos os dias deste mês, com chamadas de organizações de mulheres para uma grande marcha para o próximo domingo (8) e uma greve feminista na segunda-feira (9) seguinte, juntamente com convocações de grupos indígenas, ambientalistas, grupos sindicais e de estudantes.
Todos procuram pressionar Piñera a expandir a agenda de reforma social proposta por seu governo para enfrentar esta crise social sem precedentes que abalou um país considerado até recentemente um dos mais estáveis da América Latina.
Source: G1
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Pesquisadores do MIT questionam conclusão da OEA sobre fraude na eleição da Bolívia
Cientistas analisaram dados e não viram desvio indicativo de irregularidade em apuração que dava vitória a Evo Morales, que depois acabou obrigado a renunciar por militares. OEA respondeu que análise não é 'nem honesta, nem baseada em fatos'.
Uma dupla de cientistas de dados do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, desafiou o relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre fraude nas eleições na Bolívia em outubro do ano passado.
John Curiel e Jack R. Williams, os pesquisadores do MIT, publicaram um texto no jornal americano “The Washington Post” sobre o tema na quinta-feira (27). O título é o seguinte: “A Bolívia desconsiderou as eleições de outubro por serem fraudulentas. Nossa pesquisa não encontrou um motivo para suspeitar de fraude”.
A OEA, em nota publicada nesta sexta-feira (28), contestou as afirmações de Curiel e Williams.
Contexto das alegações de fraude
A eleição presidencial de outubro de 2019 foi a quarta com a participação de Evo Morales, e ele inicialmente foi declarado vitorioso nesse pleito.
Durante a apuração de votos, houve um primeiro imprevisto. Havia duas contagens. A mais rápida não representava o resultado efetivo, mas servia para medir o progresso da contagem oficial, mais lenta.
Inicialmente, a contagem mais rápida mostrou que haveria um segundo turno, um resultado ruim para Evo.
No entanto, houve uma interrupção dessa contagem quando 84% dos votos haviam sido contabilizados. Quando ela foi retomada, passou a mostrar que Evo iria mesmo vencer logo na primeira etapa.
Essa contagem foi então interrompida definitivamente, e passou a valer unicamente a apuração mais lenta e oficial.
Protestos e renúncia
Uma parte da oposição foi às ruas e fez protestos com a alegação de que a votação havia sido fraudulenta.
No dia 10 de novembro, a OEA publicou um relatório em que afirmava que, de fato, a vitória de Morales teve irregularidades.
No mesmo dia, Morales anunciou que iria realizar uma nova votação. Não foi o suficiente para diminuir a pressão que ele sofria. Os militares exigiram sua saída, e ele renunciou e se exilou –primeiro no México, depois na Argentina.
“Como especialistas em integridade em eleições, concluímos que a evidência estatística não corrobora a afirmação de fraude nas eleições de outubro”, afirmam os autores do MIT.
Em seu texto, eles citam que os auditores da OEA encontraram fraudes na interrupção da contagem do voto preliminar. A OEA afirmara que estava surpresa com as mudanças da contagem inicial e a mudança de tendência dos resultados preliminares.
Para a entidade, os desvios de dados antes e depois da interrupção eram significativos, o que indicava fraude. Os autores do artigo no "Washington Post" discordam da OEA.
“Nossos resultados são diretos. Não parece haver uma diferença estatística significativa na margem antes e depois da interrupção do voto preliminar. No lugar disso, é altamente provável que Morales ultrapassou a barreira de 10 pontos percentuais [de vantagem] no primeiro turno”, afirmam Curiel e Williams.
"Não há evidências estatísticas de fraude que tenhamos encontrado -- as tendências na contagem preliminar, a falta de um grande salto na vantagem de Morales após a interrupção e o tamanho da sua margem parecem todos legítimos. Em suma, a análise estatística e as conclusões da OEA parecem profundamente falhas", diz o artigo. (...)
Source: G1
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Na ONU, Michelle Bachelet critica 'ataques contra defensores dos direitos humanos' no Brasil
Alta-comissária para direitos humanos também alertou para 'retrocessos significativos' nas políticas de proteção ambiental.
A alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, criticou nesta quinta-feira (27) o que chamou de "ataques contra defensores de direitos humanos" no Brasil.
Em discurso em Genebra, na Suíça, a representante também alertou para "retrocessos significativos" nas políticas de proteção ambiental e de promoção dos direitos dos povos indígenas em território brasileiro.
"No Brasil, os ataques contra defensores dos direitos humanos, inclusive assassinatos — muitos deles contra líderes indígenas — ocorrem em um contexto de retrocessos significantes das políticas de proteção ao meio-ambiente e aos direitos dos povos indígenas", declarou Bachelet.
"Há também cada vez mais tomadas de terras indígenas e de afrodescendentes, e esforços para deslegitimar o trabalho da sociedade civil e movimentos sociais", acrescentou.
Consultado pelo G1, o Palácio do Planalto respondeu que não comenta a declaração de Bachelet.
Críticas aos EUA
Bachelet também mencionou os Estados Unidos como outro país que retrocedeu na área de proteção ambiental e citou os recursos hídricos norte-americanos.
"Poluentes não tratados agora podem ser despejados diretamente nas correntezas e rios, colocando em risco ecossistemas, água potável e a saúde humana", afirmou.
A alta-comissária da ONU ainda alertou sobre as políticas migratórias dos Estados Unidos, que, segundo ela, "aumentam preocupações sobre os direitos humanos".
"Reduzir o número de pessoas que tentam entrar no país não pode ser feito ignorando as proteções aos migrantes e requerentes de asilo. A situação das crianças detidas é uma preocupação particular."
América Latina: perigo para os direitos humanos
A declaração de Bachelet vem no mesmo dia em que a Anistia Internacional publicou relatório que coloca a América Latina como local mais perigoso do mundo para ativista de direitos humanos. A entidade citou a repressão na Venezuela como "particularmente severa".
De acordo com a Anistia Internacional, forças de segurança do regime chavista cometeram crimes de acordo com a lei internacional e graves violações de direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e uso excessivo de força que podem representar crimes contra a humanidade.
Erika Guevara-Rosas, diretora da ONG para as Américas, afirma que a Anistia já tentou entrar em contato com o governo venezuelano — com pedidos de informação e de encontros. O presidente Nicolás Maduro respondeu que a entidade é um órgão imperialista a serviço dos Estados Unidos.
Em outra declaração na ONU, Bachelet afirmou que vai divulgar uma avaliação sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela em 10 de março.
Source: G1
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No exílio, Dalai Lama completa 80 anos como líder espiritual do Tibete
O Dalai Lama completa 80 anos como o líder espiritual do Tibete neste sábado (22), uma função que desempenhou quase sempre no exílio, sob os constantes ataques da China.
O Dalai Lama completa 80 anos como o líder espiritual do Tibete neste sábado (22), uma função que desempenhou quase sempre no exílio, sob os constantes ataques da China.
A centenas de quilômetros do imenso palácio Potala de Lhasa, o líder budista se dirige desde 1959 a seus companheiros tibetanos do exílio em Dharamsala, ao pé do Himalaia na Índia. O Dalai Lama continua sendo a face universalmente reconhecida do movimento pela autonomia do Tibete, convertido em uma província chinesa desde 1951.
No entanto, a atenção mundial que recebeu ao vencer o Prêmio Nobel da Paz em 1989 se atenuou, enquanto o número de convites para encontrar líderes mundiais e estrelas de Hollywood caiu consideravelmente nos últimos anos.
O carismático 14º Dalai Lama reduziu o ritmo e, em abril do ano passado, foi hospitalizado por uma infecção pulmonar. Sua saúde também sofreu com a crescente influência da China e as ameaças de represálias que Pequim expressa a todos que se aproximam do líder budista. O governo chinês acusa o Dalai Lama, de 84 anos, de querer dividir a China e o considera um "lobo com túnica de monge".
Data não será comemorada
O gabinete do líder espiritual anunciou que a data não seria comemorada e que uma reunião com fiéis, programada para março, foi cancelada em consequência do novo coronavírus.
O atual Dalai Lama nasceu em 6 de julho de 1935 com o nome de Lhamo Dhondup. Este filho de agricultores das colinas do nordeste tibetano tinha dois anos quando uma expedição chegou a sua aldeia em busca do novo líder espiritual do Tibete.
Como foi capaz de designar objetos que pertenceram ao 13º Dalai Lama, que morreu em 1933, o menino foi proclamado como sua reencarnação. Logo depois, foi separado da família e levado para um mosteiro, antes de seguir para Lhasa, onde recebeu uma rígida educação teológica e filosófica, antes de ser entronizado como o 14º Dalai Lama em 1939.
Em 1950, quando tinha 15 anos, foi proclamado chefe de Estado tibetano, após a entrada do exército chinês no Tibete.
Apesar de seus esforços para proteger os tibetanos, ele se viu obrigado a fugir em 1959 para a vizinha Índia, após uma violenta repressão dos militares chineses contra os manifestantes tibetanos.
Desde então, à frente de um governo no exílio, Tenzin Gyatso - seu nome religioso - busca incansavelmente um acordo com Pequim sobre o destino dos tibetanos, baseado em um primeiro momento na reivindicação de independência que, com o passar do tempo, se transformou em uma demanda por mais autonomia.
Luta pela autonomia do Tibete pode terminar em breve
Os ativistas tibetanos e Pequim sabem que a morte do monge budista mais famoso do planeta pode acabar com a busca por autonomia nesta região do Himalaia. A forma como será escolhido seu sucessor é um mistério.
Os budistas tibetanos escolhem tradicionalmente o Dalai Lama com um sistema ritual, que pode demorar anos, com um comitê itinerante que procura sinais de que uma criança pode ser a reencarnação do último líder espiritual.
Mas o 14º Dalai Lama poderia impor um novo processo não tradicional para evitar que a China se pronuncie. Poderia escolher ele mesmo seu sucessor, talvez uma menina, ou decretar seu último dia como Dalai Lama.
Source: G1
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O alucinógeno que pode ter sido a 'arma secreta' dos vikings
As grandes invasões vikings podem ter sido facilitadas por uma erva que deixava os guerreiros em uma espécie de 'transe psicótico' que os tornava imunes à dor e ao medo.
As grandes invasões vikings podem ter sido facilitadas por uma erva que deixava os guerreiros em uma espécie de "transe psicótico" e imunes ao medo.
Os chamados berserkers — que lutavam seminus, apenas cobertos de algumas peles de animais — ficaram famosos por sua violência e porque não pareciam ter medo nem sentir dor.
Há indícios de que, por trás desse comportamento, estava o consumo de uma poderosa planta alucinógena chamada Hyoscyamus niger — conhecida como meimendro em português.
Segundo Karsten Fatur, etnobotânico da Universidade de Liubliana, na Eslovênia, os "sintomas" exibidos pelos berserkers são consistentes com os produzidos por dois alucinógenos presentes na H. niger.
"O consumo deles teria reduzido a sensação de dor e os tornaria selvagens, imprevisíveis e altamente agressivos", explica Fatur em um artigo publicado recentemente no periódico científico Journal of Ethnofharmacology.
"Também poderia ter produzido efeitos dissociativos, como perder o contato com a realidade. Isso poderia permitir que eles matassem indiscriminadamente sem objeções morais", acrescenta. O uso do alucinógeno também ajudaria a entender a tendência dos berserkers a lutar despidos.
E a desaceleração que geralmente acontece após o pico gerado pelo consumo dessas substâncias seria responsável pelo contraste de comportamento: furioso durante a batalha e calmo depois.
Hiosciamina e escopolamina
Ao longo da história, várias substâncias foram consideradas possíveis explicações para as ações dos guerreiros vikings.
Consumo de grandes quantidades de álcool, de beladona e principalmente do fungo psicoativo Amanita muscaria são algumas das possibilidades.
Mas, de acordo com Fatur, os dois alucinógenos contidos na H. niger — hioscinamina e escopolamina — fazem dela uma melhor explicação.
Os efeitos alucinógenos do meimendro, que se acredita ter chegado ao norte da Europa pelas mãos dos romanos, são bem conhecidos desde os tempos antigos.
Na Grécia antiga, a planta foi queimada no oráculo de Delfos, permitindo que seus videntes entrassem em transe e fizessem um ritual de recebimento de profecias. E em uma tumba do ano 980 d.C. na Dinamarca, um saco de sementes foi encontrado enterrado ao lado de uma mulher que parece ter sido uma sacerdotisa, que também provavelmente as usava para produzir visões.
A planta, que pode ser letal se ingerida diretamente, "foi usada como como psicoativo em muitas culturas europeias, por isso é razoável supor que os vikings também sabiam o que ela podia fazer e encontraram maneiras de usá-la", diz Fatur.
"Eles podiam fazer um chá com ela, uma infusão de álcool ou uma pomada com gordura vegetal e animal e esfregá-la na pele", diz o etnobotânico.
Source: G1
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Milhares de manifestantes vão às ruas na Alemanha contra 'acordos' com a extrema direita
No estado alemão da Turíngia, a eleição de um representante liberal com apoio da extrema direita gera reação forte nas ruas da capital Erfurt; o eleito Thomas Kemmerich, mas segue no governo.
Milhares de manifestantes foram às ruas em Erfurt, capital do estado alemão da Turíngia, onde a eleição do representante da região graças à extrema direita provocou um terremoto político na Alemanha.
Os manifestantes se reuniram ao meio-dia no centro da cidade, sob o lema "Não aos pactos com os fascistas: nunca e em lugar nenhum!". Entre cartazes e bandeiras, podia-se ler alguns que diziam "não queremos o poder a qualquer preço".
A manifestação na cidade, localizada no território da antiga e comunista República Democrática Alemã (RDA), foi organizada por ONGs, artistas, sindicalistas e autoridades políticas, reunidos na aliança #Unteilbar (indivisível) e apoiados por movimentos como Fridays for Future e Bund.
"Manifesto-me porque a influência da AfD (força de extrema direita Alternativa para a Alemanha) torna-se muito incômoda nas regiões do leste", explica a moradora de Erfurt Maria Reuter, 74 anos. "Continuo sendo otimista, mas limites foram ultrapassados."
A eleição surpreendente do liberal Thomas Kemmerich no último dia 5, graças aos votos da direita conservadora e da extrema direita, gerou manifestações em todo o país. Diante da pressão, ele chegou a anunciar sua renuncia, mas, dois dias depois, disse ter sido aconselhado a permanecer por mais um tempo para garantir que o governo "continue funcionando".
Fim de um tabu
Diante dos protestos, o candidato do pequeno partido liberal FDP (sigla em alemão para Partido Democrático Liberal) jogou a toalha 24 horas após a sua eleição por uma estreita margem. Mas, para os organizadores da manifestação, o estrago já estava feito. "Esta eleição marca o fim de um tabu", disse à imprensa alemã Maximilian Becker, porta-voz da aliança. "Queremos mostrar que o que acontece na Turíngia não ficará sem resposta."
Como amostra do clima de tensão na Alemanha, sedes do FDP são alvo de ataques em todo o país há dias, segundo a revista "Spiegel". Já a AfD, partido de extrema direita criado em 2013, pretende continuar dinamitando o jogo político alemão. Na Turíngia, as instituições estão paralisadas há mais de uma semana.
A extrema direita, acusada pela chanceler Angela Merkel de querer destruir a democracia, ameaça agora transferir seus votos, no caso de uma nova eleição na região, a Bodo Ramelow, personalidade da esquerda radical que esteve à frente da Turíngia até 2019 e rejeita qualquer contribuição de votos do outro extremo do tabuleiro político.
Os partidos, com exceção da AfD, devem se reunir na próxima segunda-feira, em Erfurt, para buscar uma saída para a crise. Várias opções estão sobre a mesa para governar a região, que é o núcleo das incertezas envolvendo o cenário eleitoral alemão. A crise se propaga em uma Alemanha que viverá até 2021 o fim da era Angela Merkel, chanceler no poder há 14 anos.
Source: G1
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Europa quer que grupo de países mais ricos priorizem impostos sobre gigantes da internet
Taxação deve mirar empresas como Amazon, Google e Facebook. Autoridades discutem implementação do imposto ainda este ano.
A Europa quer que os integrantes das principais economias do mundo tornem como prioridade neste ano um acordo global para taxação de gigantes da internet, como Google, Amazon e Facebook, segundo documento do bloco.
Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 se reunirão em 22 e 23 de fevereiro em Riad para discutir, entre outras questões, o trabalho da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre regras tributárias.
"Precisamos dar a mais alta prioridade para encontrarmos soluções globais para taxação da economia digital" afirma documento que ressalta a posição de todos os membros da UE, mais o Reino Unido, que deixou a UE no mês passado.
Políticos europeus, que buscam recursos para combater mudanças climáticas e diminuir diferenças de renda entre os 27 países do bloco, estão irritados com o fato de que uma companhia como o Google, que tem receita anual de mais de US$ 160 bilhões, tenha uma carga tributária efetiva de um dígito sobre o resultado fora dos Estados Unidos.
A OCDE quer alcançar um acordo sobre os detalhes da tarifa digital até o início de julho e quer um acordo completo em vigor até o final deste ano, como forma de evitar uma escalada nas tensões sobre o assunto.
A UE tem afirmado que se não houver um acordo no G20, os 27 países do bloco vão criar um sistema próprio de tarifação do setor.
Source: G1
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Senado italiano autoriza julgamento de Salvini por bloqueio de migrantes
O senador, líder do partido de extrema direita Liga e ex-ministro do Interior, será julgado por ter bloqueado um barco com mais de 100 migrantes no Mediterrâneo.
O Senado italiano suspendeu a imunidade parlamentar e autorizou nesta quarta-feira (12) a abertura de um processo judicial contra Matteo Salvini. O senador, líder do partido de extrema direita Liga e ex-ministro do Interior, será julgado por ter bloqueado um barco com mais de 100 migrantes no Mediterrâneo.
Salvini é acusado pela Justiça da Catânia (Sicília) de "abuso de poder e sequestro de pessoas", um crime punível com pena de até 15 anos de prisão. Se for condenado, ele será impedido de ocupar cargos públicos.
Antes da votação, Salvini defendeu "com orgulho" sua ação como ministro. "Não sei quanto custará, em termos de pessoal e de dinheiro, provar que sou um criminoso, mas não tenho medo e explicarei que defendi meu país", afirmou em entrevista ao jornal "La Stampa".
Política rígida contra a imigração
O ex-ministro do Interior, que aplicou uma política rígida contra a imigração, com a qual se tornou um dos líderes mais populares da península, considera justa a medida que envolveu o fechamento dos portos e o bloqueio de migrantes que arriscam suas vidas atravessando o Mediterrâneo. "Quero olhar o juiz nos olhos e explicar que defender as fronteiras do meu país é para mim um direito, um dever, e não um crime", insistiu.
Em julho do ano passado, Salvini impediu que 116 imigrantes desembarcassem na Itália por quase uma semana, enquanto estavam a bordo de um navio da Guarda Costeira. Na época ministro do Interior de um governo de coalizão formado pela Liga e pelo antissistema Movimento 5 Estrelas (M5E), Salvini esperava, com a medida, impor aos outros países europeus o acolhimento do fluxo migratório.
Ambições políticas ameaçadas
A decisão do Senado pode dificultar as ambições políticas de Salvini, que deseja liderar um futuro governo de extrema direita. A Liga é agora minoria no Senado, onde o M5E e o Partido Democrata (centro esquerda), aliados no governo há seis meses, desfrutam da maioria dos votos dos 319 senadores.
De acordo com a Constituição italiana, o Parlamento pode impedir que um ministro seja processado por sua administração, se seus integrantes considerarem que ele agiu no âmbito de suas funções e no interesse do Estado.
Salvini aproveitou a sessão no Senado para enfatizar que a decisão de bloquear os migrantes foi tomada coletivamente, pois era a linha adotada pelo governo e apoiada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte. No entanto, para Conte, que desde agosto lidera um Executivo formado pelo Partido Democrata e o M5E, essa versão não corresponde à verdade.
Em junho de 2019, após um ano no poder, Salvini fortaleceu seus poderes ao obter a aprovação de uma lei que o autorizava a limitar e até a impedir o trânsito de embarcações em águas italianas. Em agosto de 2019, pouco antes da crise do governo, ele bloqueou o navio humanitário "Open Arms" durante dias, em frente à ilha siciliana de Lampedusa.
No próximo 27 de fevereiro, uma comissão do Senado também deverá decidir sobre a abertura de um julgamento desse caso. Se aprovarem a nova autorização, o ex-ministro será julgado por um tribunal especial composto por três magistrados reconhecidos. Provavelmente terá de esperar anos, dada a lentidão da Justiça italiana e as possibilidades de recurso.
Source: G1
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Trem de alta velocidade descarrila na Itália; 2 maquinistas morrem e dezenas de passageiros ficam feridos
Quase 30 passageiros foram hospitalizados, mas estão fora de perigo; a locomotiva do trem descarrilou e bateu em um vagão de mercadorias em uma via paralela.
Ao menos duas pessoas morreram e quase 30 ficaram feridas na manhã desta quinta-feira (6) depois que um trem de alta velocidade descarrilou perto da cidade de Lodi, a 50km de Milão, no norte da Itália.
"Os dois condutores faleceram, e é provável que não tenham acontecido mais mortes", declarou um representante do governo em Lodi, Marcello Cardona.
Quase 30 passageiros foram hospitalizados, mas estão fora de perigo, relatou, acrescentando que "poderia ter sido algo muito mais grave".
Dois helicópteros, centenas de bombeiros, policiais, ambulâncias e equipes de resgate foram enviados para o local para resgatar vítimas.
De acordo com primeiros elementos da investigação, a locomotiva do trem descarrilou e bateu em um vagão de carga numa via paralela. Na sequência, chocou-se com um prédio dos serviços ferroviários situado a algumas dezenas de metros.
As primeiras imagens do acidente mostram a locomotiva separada do restante do trem e destruída após a colisão com o prédio. O primeiro vagão aparece virado, e o resto da composição, intacto.
Passageiros 'sacudidos'
Várias testemunhas citadas pela rede de televisão Rainews 24 disseram que foram sacudidos durante 60 segundos como se estivessem em uma montanha russa.
"Pensei que fôssemos morrer. Ainda não consigo descrever, nem entender o que aconteceu. O trem ia muito rápido e, de repente, ouviu-se um barulho muito forte. Um estrondo", contou uma das vítimas, um jovem de 21 anos, ao jornal local. O rapaz está hospitalizado em Piacenza.
"Estamos muito tristes pelas vítimas, os dois maquinistas. Queremos manifestar nossa solidariedade com as famílias. Sobre as causas do acidente não podemos, por enquanto, antecipar nada", declarou o chefe de governo italiano, Giuseppe Conte.
Cardona refutou as notícias, segundo as quais os serviços de resgate demoraram a chegar.
"Os serviços de emergência chegaram com uma margem de tempo normal, levando-se em conta que nos encontramos em pleno campo. Os bombeiros fizeram um trabalho extraordinário", defendeu.
Respondendo a uma pergunta sobre um possível problema decorrente de um reparo feito à noite, ele afirmou que "a manutenção das vias acontece continuamente e é prematuro associar este acidente às tarefas de manutenção" da linha.
A companhia pública ferroviária Ferrovie dello Stato (FS) afirmou, por sua vez, que parte deste acidente, "cujas causas ainda devem ser determinadas", provocou a interrupção da circulação na via de alta velocidade Milão-Bolonha, que foi desviada para outro trajeto. Também provocou atrasos nos deslocamentos de trem nesta região.
Source: G1
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Suíços aprovam lei contra discriminação homofóbica
Em referendo, eleitorado suíço manifesta-se a favor de emenda do Código Penal punindo discurso de ódio contra homossexuais e bissexuais. Comentários em contexto familiar e piadas de gays não estão banidos.
Os eleitores da Suíça decidiram neste domingo (9) proibir a discriminação com base na orientação sexual. Em referendo, eles votaram a favor de uma emenda que especificamente declara ilegal o discurso de ódio e a discriminação contra homossexuais e bissexuais, com penas previstas de até três anos de prisão.
O Código Penal suíço atualmente aborda a discriminação por raça, etnia e religião. A atual legislação fora aprovada em 2018 pelo Parlamento, mas teve que ir a referendo diante das críticas de que coibiria a liberdade de expressão. A democracia direta do país, à base de referendos, submete questões divisoras à população, se um número suficiente de cidadãos assim exigem.
Cerca de 62% do eleitorado votou pela emenda, com o apoio da maioria dos partidos nacionais, inclusive verdes, esquerdistas e centristas. No entanto, o Partido Popular Suíço (SVP), o mais forte no Parlamento, se opôs, argumentando que imigrantes teriam importado posições homofóbicas, e que diálogo social e a expulsão dos infratores estrangeiros seriam mais eficazes.
À agência de notícias France Presse, o deputado do SVP Eric Bertinat disse acreditar que a lei seja "parte de um plano dos LGBT para lentamente mover-se em direção ao casamento homossexual e à reprodução sob assistência médica" para casais gays. Segundo Marc Frueh, líder do pequeno partido cristão União Federal Democrática da Suíça (EDU), trata-se de uma "lei de censura".
Por outro lado, para Mathias Reynard, do Partido Social-Democrata da Suíça (SP), que iniciou a reforma, "este é um dia histórico", o qual "emite um sinal que é fantástico para todo mundo e para qualquer um que tenha sido vítima de discriminação". A legislação aprovada na Suíça proíbe: denegrir publicamente ou discriminar alguém por ser gay; incitar ao ódio em texto, fala, imagens ou gestos; que operadores de restaurantes, cinemas e instalações públicas como piscinas de discriminem devido à orientação sexual.
Ela não interdita: comentários homófobos emitidos num contexto familiar ou entre amigos; discriminação por identidade de gênero, incluindo de transgêneros; debate público sobre discriminação; ou piadas de gays.
Source: G1
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Sucessora designada de Merkel desiste de candidatura em 2021
Partido de Angela Merkel vive conflito: no leste da Alemanha, há quem queira formar aliança com a AfD, de extrema-direita, mas alas da agremiação rejeitam fazer pacto com o grupo.
A sucessora designada de Angela Merkel na Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, desistiu da candidatura ao cargo de chanceler e vai abandonar a presidência da União Democrata Cristã (CDU), após a grave crise provocada pela aliança de seu partido com a extrema-direita na região da Turíngia.
Kramp-Karrenbauer comunicou à direção do partido, reunida nesta segunda-feira (10), que "não tem o objetivo de ser candidata ao posto de chanceler alemã". Ela justificou sua decisão ao citar a tentação de um setor do partido de aliar-se ao movimento de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).
Annegret Kramp-Karrenbauer explicou que "uma parte da CDU tem uma relação pouco clara com a AfD", mas também com o partido de esquerda radical Die Linke (A Esquerda). Ela disse que rejeita qualquer aliança com as duas formações, informou à AFP uma fonte do partido.
A presidente da CDU, conhecida pelas iniciais AKK, acrescentou que não tem o objetivo de ser candidata à chancelaria alemã, completou a fonte.
Como ela considera que a candidatura ao cargo de chanceler implica a presidência do partido, AKK anunciou que nos próximos meses vai renunciar ao comando da CDU.
AKK vai organizar no verão (hemisfério norte, inverno no Brasil) o processo de seleção da candidatura à chancelaria para suceder Angela Merkel no mais tardar no fim de 2021, indicou a fonte.
"Vai seguir preparando o partido para enfrentar o futuro e depois abandonará a presidência", acrescentou.
Kramp-Karrenbauer, no entanto, vai seguir à frente do ministério da Defesa.
Presidente do partido de Merkel
AKK foi eleita presidente da CDU em dezembro de 2018 em substituição a Merkel, que decidiu renunciar ao comando do partido por sua crescente impopularidade após uma série de derrotas eleitorais e o avanço da extrema-direita nas urnas.
Ela, no entanto, não conseguiu impor sua autoridade em nenhum momento e foi muito criticada pela surpreendente aliança entre a CDU e a AfD para a eleição de um político liberal à presidência da região da Turíngia, impedindo desta forma a reeleição do presidente de esquerda.
AKK é criticada pela incapacidade de impor uma linha ao partido, dividido entre adversários e partidários de uma cooperação com a AfD, sobretudo nos estados do leste, que pertenciam à Alemanha Oriental, e onde a extrema-direita é muito forte e complica a formação de maiorias regionais.
Source: G1
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Construído em 10 dias, hospital recebe primeiros pacientes com coronavírus na China
Canteiro de obras em Wuhan foi ocupado por cem tratores e 4 mil trabalhadores que se revezaram em três turnos de trabalho.
Os primeiros pacientes com o novo coronavírus chegaram nesta segunda-feira (3) ao hospital que foi construído em 10 dias em Wuhan, cidade chinesa onde começou a epidemia. Chamado Huoshenshan, o hospital possui 1.000 leitos.
A mídia estatal informou que os pacientes chegaram às 10h (horário local) ao hospital, mas não foram divulgadas identidades ou o estado de saúde dos pacientes, de acordo com a agência Associated Press.
A estrutura de 25 mil metros quadrados começou a ser construída no dia 23 de janeiro. O canteiro de obras foi ocupado por cem tratores e quatro mil trabalhadores que se revezaram em três turnos de trabalho, de acordo com a agência Xinhua.
Um segundo centro médico, o Leishenshan, com capacidade para 1.500 leitos, está em construção e deve ser inaugurado nos próximos dias.
Cerca de 50 milhões de pessoas estão impedidas de deixar Wuhan, que é capital da província de Hubei, e cidades vizinhas. Até o momento, mais de 360 pessoas morreram e mais de 17 mil foram infectados em diferentes partes do mundo.
Na quinta-feira (30), em meio à crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional.
A ala militar do Partido Comunista, o Exército de Libertação do Povo, enviou 1,4 mil médicos, enfermeiros e outros funcionários para o novo hospital. Segundo o governo, parte desse efetivo trabalhou no combate à epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS), que deixou mais de 900 mortos entre 2002 e 2003. Nessa ocasião, o governo construiu um hospital em Pequim em uma semana.
Como é possível uma construção tão rápida?
O governo chinês usa construções pré-fabricadas para abrigar as centenas de leitos. Módulo a módulo, os hospitais vão sendo montados a partir das peças que chegam das fábricas ou de depósitos.
Imagens da emissora estatal chinesa CGTN mostraram dezenas de tratores nivelando o solo para receber os blocos pré-fabricados. Enquanto os primeiros módulos eram montados, operários preparavam a rede elétrica do novo local.
Source: G1
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Comissão de direitos humanos diz que Chile vive uma 'grave crise'
Violência em protestos deixaram 31 mortos entre outubro e janeiro.
O Chile "está passando por uma grave crise de direitos humanos", informa um relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (31) apresentado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O país vive desde outubro protestos marcados pela violência, que deixou 31 mortos desde outubro.
Após pedir um minuto de silêncio pelos mortos nos protestos, Esmeralda Arosemena, presidente da CIDH, fez a apresentação do documento em Santiago. O relatório final, com os números consolidados, deve sair nos próximos meses.
"Quero partir de uma ideia central que tem a comissão, que é o reconhecimento que hoje o Chile vive uma situação de grave crise em relação aos Direitos Humanos", afirmou Arosemena.
O documento — divulgado após uma semana de trabalho de uma equipe da CIDH — manifesta que durante as mobilizações ocorreram "vários casos de abusos, detenções e usos desproporcionais da força", por parte dos agentes de segurança do estado, devido a uma "falta de alinhamento aos padrões internacionais na gestão dos protestos".
Violência policial
A polícia chilena tem sido alvo de questionamentos por organismos humanitários pelo uso abusivo força para conter as manifestações no país e que deixou duras sequelas. A ONU chegou a apontar violações de direitos humanos no Chile
Entre os casos que mais repercutiram destaca-se o número de pessoas com lesões graves nos olhos, cerca de 400, por disparos de armas não letais e balas de borracha durante confrontos com manifestantes.
Segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira pelo Ministério Público chileno, 31 pessoas morreram até 28 de janeiro, quatro delas por ação de agentes do estado e dois que estavam sob custódia policial. Mais de 5.,5 mil pessoas foram vítimas de violações dos direitos humanos.
A CIDH pediu às autoridades chilenas que "adotem medidas imediatas para cessar os atos de abuso da força" e que sejam investigadas as denúncias de violações dos direitos humanos para punir os culpados.
O organismo dependente da Organização dos Estados Americanos (OEA), acrescentou que mais 4 mil agentes de segurança forma feridos nos distúrbios.
Source: G1
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FBI prende 3 supostos neonazistas com metralhadora antes de comício pró-armas na Virgínia
As prisões ocorreram um dia depois de o governador da Virgínia, Ralph Northam, declarar um estado de emergência proibindo qualquer arma na capital estadual de Richmond, dizendo que investigadores viram grupos fazendo ameaças de violência.
O FBI prendeu três supostos membros de um grupo neonazista que portavam uma metralhadora e tinham esperança de provocar uma guerra racial nos Estados Unidos durante um comício pró-armas a ser realizado na Virgínia que deve atrair milhares de pessoas, disseram autoridades nesta quinta-feira.
Entre os presos estava um ex-membro da cavalaria do Exército e um cidadão canadense que estava nos EUA ilegalmente e é engenheiro de combate reservista do Exército de seu país.
As prisões ocorreram um dia depois de o governador da Virgínia, Ralph Northam, declarar um estado de emergência proibindo qualquer arma na capital estadual de Richmond, dizendo que investigadores viram grupos fazendo ameaças de violência.
O FBI e o Departamento de Segurança Interna foram duramente criticados por não se concentrarem o suficiente no perigo do extremismo de extrema-direita após uma série de ataques a sinagogas e um comício de supremacistas brancos em Charlottesville, na Virgínia, em 2017. Nos últimos meses, os chefes das duas agências disseram que estão levando a ameaça mais a sério.
Milhares de ativistas pró-armas estão planejando um grande comício em Richmond na segunda-feira (20) em reação à nova iniciativa da legislatura estatal de maioria democrata para endurecer as leis de posse de armas.
Estado polarizado
A Virgínia, onde os democratas assumiram o controle legislativo prometendo justamente tais leis, se tornou o cenário mais recente do polarizado debate nacional sobre o direito de portar armas.
Muitos grupos que defendem este direito argumentam que a Constituição dos EUA lhes autoriza possuir qualquer arma de fogo, e seus opositores dizem que as leis ajudariam a diminuir o número de pessoas mortas por armas todos os anos.
Source: G1
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Mudanças climáticas são maior risco global, diz Fórum Econômico Mundial
Relatório é publicado anualmente às vésperas do encontro anual de Davos; documento analisa tendências e riscos para formulação de políticas e estratégias para os próximos 12 meses e pela primeira vez todos os 5 grandes problemas são ambientais.
Problemas relacionados às mudanças climáticas dominam as preocupações de especialistas do Fórum Econômico Mundial para a próxima década. O "Relatório de Riscos Globais 2020", publicado nesta quarta-feira (15), trouxe, pela primeira vez, a questão ambiental em todos os cinco pontos de atenção para governos e mercados.
Ao todo, para a compilação deste documento, foram ouvidos 750 especialistas e tomadores de decisão globais que chamaram a atenção para cinco riscos ambientais que podem transformar o mundo nos próximos dez anos.
É a primeira vez, em 15 edições do relatório, que todos os problemas apontados têm relação com as mudanças climáticas.
Os 5 maiores riscos globais são: 1. Eventos climáticos extremos, como enchentes e tempestades 2. Falhas nos combates às mudanças climáticas 3. Perda de biodiversidade e esgotamento de recursos 4. Desastres naturais, como terremotos e tsunamis 5. Desastres ambientais causados pelo homem
Eventos extremos
O relatório destacou os riscos de eventos climáticos extremos, como inundações ou tempestades como os mais preocupantes a longo prazo. Entre os outros pontos levantados pelos especialistas do Fórum estão o fracasso de governos e mercados em se adaptar adequadamente às mudanças climáticas.
Segundo os analistas, possíveis desastres ambientais causados pelo homem – como derramamentos de óleo ou acidentes nucleares – são outro ponto de atenção. Além disso, apontam para os riscos econômicos que podem ser afetados por desastres naturais, como terremotos ou tsunamis.
"As mudanças climáticas são uma ameaça muito real e séria para a sociedade", disse Alison Martin, porta-voz do Zurich Insurance Group, uma das instituições consultadas pelo Fórum. "Eventos climáticos extremos, como ondas de calor e inundações, estão se tornando mais comuns e graves, fazendo com que as comunidades enfrentem custos humanitários e econômicos muitas vezes devastadores."
Riscos
O Fórum Econômico ressaltou também os riscos econômicos desta emergência climática, e citou uma pesquisa de 2018 que estimou em mais de US$ 3 milhões (cerca de R$ 12 milhões) as perdas impactadas pelo desmatamento na Amazônia.
A questão ambiental também se destacou entre as preocupações dos especialistas a curto prazo. Das cinco mais citadas, duas eram relacionadas à questão ambiental.
"O cenário político é polarizado, o nível do mar sobe, e os incêndios relacionados ao clima são devastadores", disse o presidente do fórum, Borge Brende. "Esse é o ano em que os líderes mundiais devem trabalhar com todos os atores da sociedade para reparar e recuperar nossos sistemas de cooperação, e não apenas no curto prazo, mas para lidar com riscos profundamente arraigados."
Source: G1
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Pela 1ª vez, Papa nomeia mulher para Secretaria de Estado do Vaticano
Advogada italiana Francesca Di Giovanni, que está no Vaticano há 27 anos, irá coordenar as relações da Santa Sé em organizações intergovernamentais, como as Nações Unidas.
O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira (15) a advogada italiana Francesca Di Giovanni, de 66 anos, como nova subsecretária da seção de relações multilaterais da Secretaria de Estado. Ela é a primeira mulher a ocupar um cargo de gerência nesta Secretaria, que governa o Vaticano e coordena as relações com outros países.
O cargo de Di Giovanni equivale ao de uma chefe de departamento dentro de um ministério de um país.
Acima dela na hierarquia direta da diplomacia Santa Sé estão:
O Papa Francisco; O secretário de estado, cardeal Pietro Parolin, que é como um primeiro-ministro do Vaticano; O secretário da seção para relações com os estados, arcebispo Paul Richard Gallagher, que é como um ministro das Relações Exteriores do Vaticano;
No mesmo nível dela, há outro subsecretário, o Monsenhor Mirosław Wachowski, mas ele é responsável pelo setor da diplomacia bilateral, ou seja, as relações diretas do Vaticano com outros países. Ele também responde diretamente ao arcebispo Gallagher.
Cargo novo
O cargo de Francesca Di Giovanni não existia ainda. Ela é a primeira a ocupá-lo. A nova subsecretária trabalha há 27 anos do Vaticano. Sua divisão coordena as relações da Santa Sé em ambientes como a Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, entre outras organizações intergovernamentais.
Di Giovanni nasceu em Palermo em 1953. Trabalhou no âmbito do setor jurídico-administrativo junto ao Centro Internacional da Obra de Maria (que pertence ao Movimento dos Focolares).
Desde setembro de 1993, a advogada trabalha na seção para as relações com os estados da Secretaria de Estado da Santa Sé, sempre no setor multilateral.
Sua atuação esteve ligada principalmente aos temas ligados a migrantes, refugiados, direito internacional humanitário, as comunicações, direito internacional privado, situação da mulher, a propriedade intelectual e o turismo, de acordo com o site de notícias do Vaticano, o Vatican News.
"É a primeira vez que uma mulher tem um cargo de direção na Secretaria de Estado. O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, representa um sinal de atenção para com as mulheres. Mas a responsabilidade é mais ligada ao trabalho do que pelo fato de ser mulher", declarou a advogada ao Vatican News.
Poucas mulheres assumiram cargos desta envergadura no Vaticano. Isso já aconteceu no departamento que supervisiona as ordens religiosas, a "Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica", e no departamento destinado aos leigos e às famílias, isto é, o "Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida".
Brasileira
Em julho, a jornalista brasileira Cristiane Murray foi nomeada nova vice-porta-voz do Papa Francisco. Formada em Administração de Empresas e Marketing pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, ela ingressou na Rádio Vaticana em 1995. Desde então, fazia parte da equipe brasileira que transmite programas diários e cuida do portal Vatican News em português, Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.
Source: G1
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Croácia tem novo presidente de centro-esquerda
O ex-primeiro-ministro social democrata, Zoran Milanovic, vence a conservadora Kolina Grabar-Kitarovic e desbanca sigla que domina a Croácia quase ininterruptamente desde 1991.
O social democrata Zoran Milanovic é o novo presidente da Croácia, com 52,73% dos votos. Ele venceu a atual presidente, a conservadora Kolina Grabar-Kitarovic, no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (5).
Durante a campanha eleitoral, Zoran Milanovic prometeu fazer da Croácia um "país normal", com uma Justiça independente e que respeite as minorias. "Vamos para um segundo turno, e não para a guerra. As guerras acabaram", disse o social democrata após o primeiro turno, se referindo às frequentes alusões de Kitarovic aos conflitos de 1991.
A atual presidente da Croácia em fim de mandato, Kitarovic, de 51 anos, está no cargo desde 2015 e tem o apoio da sigla de centro direita HDZ, que dominou a Croácia quase ininterruptamente desde a independência do país, em 1991.
O presidente da Croácia comanda as Forças Armadas, tem o poder de dissolver o Parlamento e é considerado o chefe de Estado, mas quem chefia o Poder Executivo é o primeiro-ministro.
Milanovic
Zoran Milanovic, de 53 anos, foi primeiro-ministro da Croácia entre 2011 a 2016. Durante o seu mandato, o país entrou para a União Europeia com a expectativa de alavancar a economia, o que não aconteceu. Seu governo também decepcionou por não ter conseguido pôr fim à corrupção na política croata.
União Europeia
O resultado das eleições presidenciais acontece cinco dias após a Croácia assumir pela primeira vez a presidência rotativa da União Européia (UE), no dia 1º de janeiro.
Em cinco anos como membro da UE, a Croácia se beneficiou de bilhões de euros em fundos de solidariedade europeus e, nos últimos dois anos, as exportações croatas aumentaram e o desemprego recuou.
Por outro lado, milhares de croatas continuam deixando o país em busca de melhores oportunidades de trabalho em outros países da UE. Além disso, muitos economistas temem que a adoção do Euro como moeda única tenha efeitos destrutivos num país em que os preços são muito elevados e o salário médio (cerca de € 700) permanece significativamente inferior à média europeia.
Source: G1
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De sabonetes a colchões: os itens mais roubados dos hotéis 5 estrelas
Nem o papel higiênico e os bancos de madeira dentro da sauna estão seguros em alguns dos estabelecimentos luxuosos ao redor do mundo.
Em todo o mundo, hotéis cinco estrelas ainda são sinônimo de luxo. Neles, não pode faltar nada e há poucas coisas que não se consiga pedir no balcão da recepção.
A equipe está sempre preparada para atender a todos os tipos de pedidos, seja um ferro de passar roupas, um adaptador de tomadas, uma toalha extra ou um sabonete a mais.
Naturalmente, espera-se que, ao deixar o quarto, o hóspede deixe tudo isso para trás. Não é, porém, o que costuma acontecer.
Pesquisa do site de turismo de luxo Wellness Heaven perguntou a 1.157 hoteleiros quais foram os artigos mais roubados de seus estabelecimentos.
A lista inclui sabonetes e canetas, como era de se esperar, mas também outros objetos surpreendentes.
Os clássicos
No topo da lista estão as toalhas, seguidas por roupões de banho e cabides. Também sempre há espaço na mala para as canetas e produtos de higiene.
Mas eles não param por aí: as pilhas dos controles remotos, os quadros na parede e os cobertores também são alvo da cobiça dos hóspedes.
A pesquisa, entretanto, revelou formas bem mais inusitadas de roubo, que foram além dos objetos cotidianos.
Banheiro vazio
Em um hotel de Berlim, por exemplo, os hóspedes - que com certeza tinham habilidades para os trabalhos manuais - levaram chuveiros, o assento do vaso sanitário, a tubulação e até uma pia.
Também na Alemanha, o proprietário de um hotel disse que todo o sistema de som do spa desapareceu. O caso também envolveu ladrões com habilidades especiais: o equipamento foi desmontado durante a noite e colocado no carro antes que os hóspedes partissem, de manhã.
Foi na Itália, porém, que o roubo mais difícil de esconder aconteceu. Os ladrões levaram um piano de cauda.
"Ao cruzar o lobby do hotel, notei que faltava algo. Pouco depois, descobri que três desconhecidos vestindo macacões haviam levado o piano de cauda que, obviamente, nunca voltou a aparecer", contou o gerente do hotel de luxo.
Os colchões luxuosos, que costumam custar milhares de dólares, também não escapam dos mal-intencionados.
Mas como?
A forma como esses artigos mais volumosos desaparecem continua sendo um mistério para os hoteleiros.
Questionados pelo Wellness Heaven, alguns deles explicaram que os roubos costumam acontecer no meio da noite, e os ladrões utilizam elevadores que conduzem direto ao estacionamento no subsolo.
Outro roubo bastante surpreendente aconteceu em um hotel perto de Salzburgo, na Áustria, perto da fronteira com a Alemanha: foram levados os bancos de madeira de uma sauna.
O crime só foi notado quando um hóspede criticou a ausência de bancos.
A "sauna privada" fica no terraço de uma suíte. Os bancos eram feitos de pinheiro, o que provavelmente despertou o interesse dos hóspedes.
Em um estabelecimento da Inglaterra, também foi um outro cliente que alertou sobre o roubo. Como não conseguia achar o seu quarto, pediu ajuda para os funcionários do hotel.
A equipe, então, percebeu que faltava algo essencial: os números que identificavam a porta da acomodação.
Em um hotel na França, um hóspede foi apanhado ao tentar roubar uma cabeça de javali que enfeitava a parede. Teve que abandonar o plano, obviamente, mas seus amigos acabaram comprando a peça do hotel, que lhe foi entregue como presente de casamento.
Source: G1
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Ex-secretário de segurança pública do México é preso nos EUA sob acusações de tráfico de drogas
Procuradores em Nova York divulgaram a informação nesta terça (10).
Genaro García Luna, ex-secretário de segurança pública do México, foi preso em Dallas, nos Estados Unidos, sob acusações de tráfico de drogas, informaram procuradores em Nova York nesta terça (10).
Ele é acusado de permitir que o cartel de Sinaloa - fundado pelo traficante El Chapo - operasse no México em troca de subornos de vários milhões de dólares, recebidos entre 2001 e 2012, afirmaram os procuradores.
Além de permitir que o cartel enviasse as drogas para os EUA, os subornos pagos a García Luna também garantiam que os traficantes obtivessem informações confidenciais sobre investigações e sobre cartéis de drogas rivais.
O ex-secretário mexicano, que tem 51 anos e mora na Flórida, recebeu de uma corte federal no Brooklyn três acusações de conspiração para tráfico de cocaína e outra por prestar falso depoimento, segundo a Associated Press. Os procuradores disseram que ele mentiu sobre sua conduta criminal anterior ao entrar com o processo de naturalização americana no ano passado.
A pena que ele enfrenta é de no mínimo 10 anos na prisão, com possibilidade de prisão perpétua se condenado por conspiração para tráfico, diz a Reuters.
A informação inicial era de que a prisão havia sido feita também nesta terça, mas García Luna foi preso na segunda (9). Os procuradores vão pedir uma transferência dele para Nova York.
"A prisão demonstra nossa determinação em levar à Justiça aqueles que ajudam os cartéis a causar danos devastadores nos Estados Unidos e no México, independentemente das posições que ocuparam ao cometer seus crimes", afirmou o procurador Richard P. Donoghue.
García Luna esteve à frente da agência federal de investigação mexicana entre 2001 e 2005. De 2006 a 2012, foi secretário de segurança pública do México, no governo de Felipe Calderón. Ele já foi visto como um poderoso aliado no esforço americano de conter os cartéis mexicanos - mas também já havia sido suspeito de aceitar subornos, segundo a AP.
Em 2018, Jesus Zambada, ex-membro do cartel de Sinaloa, prestou depoimento no julgamento de El Chapo, em Nova York, segundo o qual ele próprio fez pagamentos ocultos de pelo menos US$ 6 milhões (cerca de R$ 25 milhões) a García Luna em nome de seu irmão mais velho, Ismael "El Mayo" Zambada. O dinheiro foi entregue durante duas reuniões em um restaurante no México entre o início de 2005 e o final de 2007, disse Jesus Zambada.
Não houve comentários imediatos dos representantes do ex-secretário mexicano, segundo a Associated Press.
El Chapo foi condenado à prisão perpétua em fevereiro por contrabandear toneladas de drogas para os Estados Unidos ao longo de décadas. Ele cumpre a sentença na ADX Florence, prisão do Colorado conhecida como a prisão "Supermax" mais segura do sistema federal.
Source: G1
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Ucrânia e Rússia concordam com cessar-fogo total no leste da Ucrânia antes do fim de 2019
Sob olhares de Emmanuel Macron e Angela Merkel, presidentes fizeram a primeira reunião desde que Zelensky tomou posse. Conflito separatista no leste da Ucrânia deixou dezenas de milhares de mortos desde 2014.
Os presidentes da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, concordaram durante encontro nesta segunda-feira (9) com um cessar-fogo total no leste ucraniano antes do fim do ano. Deverá haver, ainda, uma troca de prisioneiros no mesmo prazo.
Na cúpula em Paris e sob os olhos do presidente da França, Emmanuel Macron, e da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, os dois conversaram pela primeira vez desde a posse do líder ucraniano.
"Os lados se comprometem com uma implementação completa e abrangente do cessar-fogo, fortalecida pela implementação de todas as medidas necessárias de apoio ao cessar-fogo, antes do final do ano de 2019", disse o comunicado oficial divulgado ao fim da reunião.
Segundo a Reuters, Putin afirmou que queria mudanças na Constituição da Ucrânia — para dar um status especial à região de Donbass, uma das áreas disputadas no conflito. O presidente russo afirmou que eram necessários mais pontos de passagem entre a linha de frente no leste da Ucrânia para civis e a implementação de uma anistia para as pessoas envolvidas no conflito.
Zelensky, por sua vez, chamou o encontro de "muito positivo", mas disse que muitas questões ainda não estavam resolvidas após o encontro. Ele afirmou ter insistido que a Ucrânia deve ter controle total sobre suas áreas no leste e que não cederia qualquer um de seus territórios.
Os dois países já haviam assinado um acordo de cessar-fogo, em Minsk, na Bielorrússia, em 2015. A cúpula desta segunda-feira é a primeira ocasião em que os quatro líderes se encontram nesse formato de reunião — com as quatro lideranças — desde 2016.
Conflito entre Rússia e Ucrânia
Desde 2014, um conflito entre separatistas russos no leste da Ucrânia e forças pró-Kiev deixou de 13 mil a 14 mil mortos. Em meio à crise, a Rússia anexou a península da Crimeia — que diversos países ainda reconhecem como território ucraniano.
Eleito neste ano, Zelensky defendeu durante a campanha que somente uma mudança de poder na Rússia permitiria que a Ucrânia retomasse a Crimeia. No entanto, a cobertura da imprensa russa era mais favorável ao atual presidente do que aos demais candidatos — até porque o presidente anterior e candidato derrotado, Petro Poroshenko, tinha discurso mais duro em relação a Moscou.
Porém, ucranianos pressionam Zelensky a manter uma postura mais rígida contra o separatismo russo no leste. Na véspera do encontro em Paris, milhares de manifestantes marcharam em Kiev para que o presidente "defendesse a Ucrânia" durante a reunião.
Source: G1
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Autoridade norte-coreana chama Trump de 'velho impaciente'
O vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia afirmou que Trump deve 'pensar duas vezes se não quiser ver consequências catastróficas'.
Uma importante autoridade da Coreia do Norte acusou, nesta segunda-feira (9), o presidente americano Donald Trump de "blefar" e o chamou de "velho impaciente", em um novo pico de tensão em torno das negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.
Pyongyang estabeleceu um prazo para Washington reativar as negociações paralisadas desde fevereiro antes do final do ano e ameaçou adotar um "novo rumo" - não especificado - se não receber uma oferta aceitável.
Trump, por sua vez, disse que a opção de ação militar ainda está sobre a mesa, ao mesmo tempo que minimizou as ações de Pyongyang, dizendo que Kim Jong-un não "interferiria" nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos.
"Eu ficaria surpreso se a Coreia do Norte agisse de forma hostil", disse Trump no sábado (7).
Mas Kim Yong Chol, que ocupava o ministério norte-coreano das Relações Exteriores até o fracasso da cúpula de Hanói, criticou as afirmações de Trump, a quem chamou de "velho descuidado e errático".
"Isso naturalmente indica que Trump é um velho impaciente", disse ele, acrescentando: "A partir dessas palavras e expressões, podemos ver como ele está irritado agora", comentou Kim Yong Chol, atualmente presidente do Comitê de Paz da Ásia e Pacífico, em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial KCNA.
Linguagem abusiva
Ri Su Yong, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, alertou Trump contra o uso de uma linguagem abusiva.
Antes de falar, o presidente dos Estados Unidos deveria "pensar duas vezes se não quiser ver consequências catastróficas", afirmou.
A Coreia do Norte aumentou as tensões nos últimos meses com uma série de declarações e testes de armamentos.
Em outubro, o país fez testes com um míssil balítisco.
Source: G1
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Mulheres estudam mais no Brasil, mas têm renda 41,5% menor que homens, diz ONU
Renda Nacional Bruta per capita da mulher foi de US$ 10.432 em 2018, contra US$ 17.827 do homem. País caiu uma posição no IDH e foi para 79º lugar no ranking com 166 países.
O Índice de Desenvolvimento de Gênero (IDG), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira (9), aponta que as mulheres no Brasil estudam mais, porém possuem renda 41,5% menor que os homens.
O IDG aponta os mesmos indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) — de saúde, educação e renda — em 166 países, mas com separação por sexo. O IDH do Pnud também foi divulgado nesta segunda e coloca o Brasil na 79ª posição, com 0,761. Medido anualmente, o IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvido o país.
O IDH para mulheres mostrou que as brasileiras estão em melhores condições de saúde e educação que os homens, mas ficam abaixo quando o assunto é renda bruta.
No Brasil, as mulheres têm mais anos esperados de escolaridade (15,8 frente a 15 dos homens) e maior média de anos de estudo (8,1 anos contra 7,6 dos homens). A Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, medida anualmente, da mulher, no entanto, equivale a US$ 10.432 contra US$ 17.827 do homem, com base em números de 2018.
Pelo levantamento, o IDH dos homens foi de 0,761 e o das mulheres de 0,757, o que gera um IDG, que mede a desigualdade entre os gêneros, de 0,995. O valor é menor que o de países como Uruguai (1,016), Rússia (1,015) e Venezuela (1,013), e maior que o de Argentina (0,988), Colômbia (0,986) e África do Sul (0,984).
O IDG também indicou, no Brasil, maior esperança de vida ao nascer para mulheres, de 79,4 anos de idade, contra os 72 anos previstos para o homem.
Poucas mulheres no Parlamento
O Relatório de Desenvolvimento Humano indica, ainda, o chamado Índice de Desigualdade de Gênero (GII, da sigla em inglês), que aponta as desigualdades em três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e atividade econômica. Por este índice, que quanto mais perto de 0, melhor, o Brasil fica na 89ª posição entre 162 países, com 0,386.
O levantamento mede a saúde reprodutiva pela mortalidade materna e pelas taxas de natalidade na adolescência. O empoderamento é medido pela parcela de assentos no parlamento ocupada por mulheres e pelo ensino médio e superior completos por cada gênero. Já a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho por mulheres e homens.
Neste quesito, chama a atenção a baixa participação de mulheres no Parlamento. Segundo o levantamento, esse valor foi de 15% em 2018. O índice é menor até que o da Nigéria, país com menor IDH do mundo, onde as mulheres ocupam 17% dos assentos no Parlamento.
Source: G1
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França anuncia novas medidas contra a violência de gênero
Uma nova circunstância agravante será criada para os autores de violência que levar ao suicídio de suas vítimas, e a noção de 'controle psicológico' será incluída na lei.
A França anunciou nesta segunda-feira (25) novas medidas para combater a violência de gênero, ao fim de uma consulta de mais de dois meses para tentar acabar com este flagelo.
O primeiro-ministro Edouard Philippe fez os anúncios no Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres, e dois dias depois que dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em toda a França para dizer "basta" à violência de gênero e feminicídios. Desde o início de 2019, pelo menos 117 mulheres foram mortas por seu parceiro ou ex-parceiro na França, de acordo com um estudo caso a caso realizado pela AFP com base em relatos da imprensa. No ano passado, foram contabilizados 121 feminicídios.
Além disso, todos os anos, 213.000 mulheres são vítimas de violência física e/ou sexual por seus parceiros ou ex-parceiros, de acordo com os últimos dados oficiais.
Os anúncios de Philippe buscam acabar com o que ele descreveu como "aspectos disfuncionais" e "absurdos" na lei para garantir que as mulheres sejam melhor protegidas.
As medidas, que Philippe espera que sejam um "choque", buscam ampliar a definição de violência.
Por exemplo, uma nova circunstância agravante será criada para os autores de violência que levar ao suicídio de suas vítimas, e a noção de "controle psicológico" será incluída na lei.
Além disso, as regras que regem a confidencialidade médica serão alteradas para facilitar que os médicos apontem para as autoridades quando a vida de uma pessoa está em risco.
Várias medidas serão incluídas em um novo projeto de lei que os legisladores do partido presidencial apresentarão ao parlamento francês em janeiro.
O governo alocará € 360 milhões anualmente para a luta contra a violência contra as mulheres.
Source: G1
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Papa Francisco defende desarmamento nuclear no Japão
Visita ao Japão vai incluir cidades afetadas por bombas nucleares durante a Segunda Guerra.
O papa Francisco desembarcou neste sábado (23) em Tóquio, para uma visita de quatro dias ao Japão, onde pedirá, no domingo (24), o desarmamento nuclear direto de Nagasaki e Hiroshima, cidades martirizadas pela bomba atômica norte-americana ao fim da Segunda Guerra Mundial.
A viagem ao Japão é a segunda e última parte de uma turnê asiática do pontífice que o levou pela primeira vez à Tailândia nesta semana, onde concentrou seu sermão na tolerância religiosa.
Antes de sua viagem à Terra do Sol Nascente, o Papa Francisco divulgou, em forma de um cartão postal com sua assinatura, a imagem de um menino carregando nas costas, nas ruínas de Nagasaki, o cadáver do irmão .
Francisco deve ser o primeiro papa a declarar em Nagasaki e Hiroshima a ilegitimidade moral da posse de armas nucleares.
Até agora, o Vaticano se contentou em se posicionar contra o poder destrutivo da bomba e considerava a dissuasão nuclear um mal menor. Para o papa jesuíta, possuir armas atômicas é ameaçar usá-las, e é preciso questionar sua posse.
No Japão, a memória do horror nuclear está desaparecendo e os países de Nagasaki e Hiroshima não assinaram o tratado da ONU sobre a proibição de armas nucleares, talvez porque o Japão dependa, para sua segurança, de proteção nuclear dos Estados Unidos.
Face às ameaças de que a Coreia do Norte se declare uma potência nuclear, seguida pela China, o Japão quer manter uma capacidade nuclear, apesar do acidente de Fukushima, com o objetivo de equipar-se, por sua vez, se necessário, da bomba atômica.
Source: G1
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Coreia do Norte 'não está mais interessada' em diálogos com os EUA 'que não levam a nada'
'EUA só querem ganhar tempo', diz representante do regime de Kim Jong-un.
Um representante do regime de Kim Jong-un na Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (18) que o país "não está mais interessado em diálogos" com os Estados Unidos que "não levam a nada".
Em texto publicado na agência estatal KCNA, o conselheiro da chancelaria norte-coreana Kim Kye Gwan afirma que "três rodadas de encontros entre Coreia do Norte e EUA e diálogos têm ocorrido desde junho do ano passado, mas não se chegou a avanço algum".
"E os EUA só querem ganhar tempo, fingindo ter avançado na questão da Península Coreana", completou.
Relações frias
As declarações aumentam a incerteza sobre o clima político entre EUA e Coreia do Norte 17 meses depois do primeiro encontro entre Kim e o presidente norte-americano, Donald Trump, em Singapura.
Trump e Kim ainda se encontraram em fevereiro, no Vietnã – em reunião que terminou sem acordo –, e em junho, na fronteira entre a Coreia do Sul e Coreia do Norte.
Apesar dos encontros, a ditadura norte-coreana voltou a testar foguetes e mísseis no Mar do Japão – em um dos testes, um projétil chegou a cair em águas japonesas.
Segundo o consultor de Segurança Nacional da Coreia do Sul, os EUA tentam retomar o diálogo com a Coreia do Norte. Diplomatas norte-coreanos, porém, mostraram-se céticos e disseram que a janela de diálogo vem diminuindo.
Source: G1
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Mais de 30 mil protestam na Grécia contra governo de direita
Protesto foi o primeiro desde a eleição do novo governo conservador de Kyriakos Mitsotakis. Manifestantes recordaram dezenas de mortos durante repressão militar ao levante estudantil na Escola Politécnica de Atenas, em 17 de novembro de 1973.
Mais de trinta mil pessoas se manifestaram na Grécia neste domingo (17) em comemoração ao levante estudantil de 1973 contra a junta militar no poder na época, em meio a um clima de tensão e sob forte presença policial.
A manifestação, uma das mais importantes e pacíficas em anos, foi a primeira desde a eleição do novo governo conservador de Kyriakos Mitsotakis, eleito em julho com o compromisso de fortalecer a lei e a ordem.
Um cartaz levado por manifestantes dizia "Abaixo o governo da direita", enquanto alguns repetiam lemas como "Os levantes não acabam em museus". Algumas bandeiras americanas e da União Europeia foram queimadas.
Também havia cartazes contra as reformas trabalhistas e educacionais e palavras de ordem foram proferidas contra os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
Só em Atenas marcharam 20 mil pessoas em memória às dezenas de mortos durante a repressão militar ao levante estudantil na Escola Politécnica de Atenas, em 17 de novembro de 1973.
Outras dez mil pessoas marcharam em Tessalônica, a segunda cidade do país, onde manifestantes atiraram coquetéis molotov na direção de automóveis, informaram autoridades locais.
Cerca de cinco mil policiais, apoiados por drones, helicópteros e jatos d'água foram mobilizados na capital para esta marcha anual.
Vários jovens foram detidos no distrito boêmio de Exarchia, onde aparentemente pretendiam fazer uma emboscada para policiais da tropa de choque.
Nos últimos anos, os manifestantes - dez mil em 2018 - aproveitaram estas marchas para denunciar o imperialismo americano e as medidas de austeridade impostas à Grécia por seus credores internacionais (FMI e UE), durante a crise da dívida.
Este ano, o clima é particularmente tenso depois da chegada ao poder do governo de direita, especialmente agora, um mês depois da posse do premiê Kyriakos Mitsotakis, que cumpriu a promessa de campanha de abolir a lei de "asilo universitário".
Herdada do levante estudantil de 17 de novembro de 1973, esta lei que proibia a entrada da polícia em universidades, era sinônimo do retorno da Grécia à democracia.
A abolição da lei suscitou várias manifestações contrárias. Mas o governo a considerava necessária, pois as universidades tinham se tornado "santuário para o tráfico de drogas" e "grupos anarquistas".
O Parlamento grego aprovou na quinta-feira o endurecimento das penas de prisão para a violência urbana.
O lançamento de coquetéis molotov - prática muito comum em manifestações na Grécia - pode resultar em penas de dez anos de prisão, o dobro de antes.
Esta reforma do código penal tem sido muito criticada pela esquerda e por organizações estudantis, que denunciam a violenta repressão policial dos últimos dias nas universidades.
Na segunda-feira, 200 estudantes que se manifestavam na Universidade de Economia de Atenas foram cercados por policiais da tropa de choque, que recorreram a gases lacrimogênios e detiveram duas pessoas.
Desde julho, a polícia também interveio em várias ocasiões no bairro Exarchia para evacuar prédios ocupados por imigrantes e militantes de esquerda.
Source: G1
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Mar cada vez mais quente pode ter contribuído para 'acqua alta' recorde em Veneza
Grande maré que bloqueia pontos importantes da cidade turística desde terça pode estar relacionada às mudanças climáticas, segundo especialista francesa em hidrologia.
O prefeito de Veneza determinou, nesta sexta-feira (15), o fechamento da praça San Marco. A medida foi tomada após uma nova inundação causada pela maré alta. Especialistas já avaliam o impacto das mudanças climáticas na intensidade dessa acqua alta.
"Me vejo forçado a fechar a praça San Marco para proteger os cidadãos de riscos sanitários... Um desastre", declarou o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro. As autoridades já haviam declarado estado de emergência na cidade, depois de três dias de inundações que causaram graves danos materiais.
O governo já estima estragos avaliados em “centenas de milhões de euros”. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que visitou a cidade na quinta-feira (16), anunciou a liberação de uma verba de € 5 mil para cada morador atingido pela inundação e € 20 mil para cada comerciante.
Os hotéis de Veneza também já começam a calcular os prejuízos provocados por essa acqua alta recorde. A cidade recebe 36 milhões de turistas por ano, 90% deles estrangeiros.
Depois de atingir 1m87 na terça-feira (12), a maré chegou a 1m54 na tarde desta sexta-feira. No entanto, as fortes chuvas previstas nas próximas horas preocupam.
Impacto das mudanças climáticas?
Mesmo se a maré alta faz parte da vida da cidade, formada por 118 ilhas, a maioria delas artificiais e construídas sobre palafitas, o fenômeno cada vez mais intenso levanta questionamentos sobre um eventual impacto do aquecimento do planeta.
“Para analisar se há uma tendência que afirme que um evento é provocado pelas mudanças climáticas, nos apoiamos em séries cronológicas de chuvas e de marés, que nos permitem dizer se há realmente uma evolução”, explica a hidróloga Emma Haziza, especialista do assunto, em entrevista à RFI.
“Mas para isso, é preciso ter uma longa série de dados, entre 10 e 20 anos. O que não é o caso com Veneza, pois das cinco marés mais altas registradas desde que a Basílica foi erguida – em 828 e reconstruída após um incêndio em 1063 –, três foram nos últimos dez anos e duas apenas nos últimos dois anos” – Emma Haziza, hidróloga. No entanto, mesmo se não há recuo suficiente para afirmações categóricas, a especialista pondera: “Não tem como negar que há parâmetros cada vez mais agravantes. O mar é cada vez mais quente, os ventos mais violentos e esse efeito dominó agrava a situação e provoca esse tipo de resultado”.
A hidróloga lembra que Veneza está acostumada com esse tipo de fenômeno. “Até 20 ou 30 centímetros de altitude, a cidade consegue colocar algumas proteções nas portas das lojas e das casas. Mas agora, atingimos um nível muito mais elevado, com a água chegando a 1m87, provocando até 1m30 de submersão. E trata-se de água do mar, que tem um efeito corrosivo extremamente importante”, alerta.
Source: G1
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China diz que concordou com os EUA em retirar tarifas em fases
Acordo pode ser assinado este mês entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em um local ainda a ser determinado.
China e os Estados Unidos concordaram em cancelar em fases as tarifas adotadas durante sua guerra comercial, disse o Ministério do Comércio da China nesta quinta-feira (7), sem especificar um cronograma.
A expectativa é de que um acordo comercial provisório entre EUA e China inclua uma promessa dos EUA de retirar as tarifas marcadas para entrar em vigor em 15 de dezembro sobre cerca de US$ 156 bilhões em importações chinesas, incluindo celulares, laptops e brinquedos.
O cancelamento das tarifas era uma condição importante para qualquer acordo, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, acrescentando que ambos devem cancelar simultaneamente algumas tarifas para alcançar a "fase um" de um acordo comercial.
"A guerra comercial começou com tarifas, e deve terminar com o cancelamento de tarifas", disse Gao em entrevista.
A proporção de tarifas canceladas para que ambos os lados cheguem à "fase um" do acordo tem que ser a mesma, mas o número a ser cancelado pode ser negociado, completou ele, sem dar detalhes.
"Nas últimas duas semanas, os principais negociadores de ambos os lados tiveram discussões sérias e construtivas para resolver várias preocupações de forma apropriada", disse Gao.
"Ambos os lados concordaram em cancelar tarifas adicionais em diferentes fases, já que os dois fizeram progresso em suas negociações."
Ele não forneceu, entretanto, um cronograma.
Um acordo pode ser assinado este mês entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em um local ainda a ser determinado.
Source: G1
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Presidente do Chile é processado por crimes contra a humanidade após violência em protestos
Manifestações deixaram 20 mortos e milhares de feridos. Há relatos de homicídios, torturas, restrições ilegítimas e abuso sexual. Sebastián Piñera diz que 'não tem nada a esconder'.
Um tribunal chileno acolheu uma ação movida contra o presidente Sebastián Piñera por responsabilidade em supostos crimes contra a humanidade que ocorreram durante os protestos no Chile. As manifestações deixaram 20 mortos – cinco deles por ação direta de agentes de Estado.
A ação foi movida contra o presidente pela "responsabilidade que lhe cabe, como autor, como chefe de Estado e de todos os que resultem responsáveis como autores, encobridores e/ou cúmplices de crime contra a humanidade", destacou o documento apresentado em um tribunal em Santiago por advogados representando organizações de direitos humanos.
"Admite-se a tramitação da ação interposta; remete-se ao Ministério Público", para que se inicie uma investigação, indicou a resolução do juiz Patricio Álvarez, que iniciará agora a tramitação da ação judicial.
A ação afirma que a Polícia e os militares cometeram pelo menos nove delitos – entre eles homicídios, torturas, restrições ilegítimas e abuso sexual – desde sexta-feira, 18 de outubro, quando o surto social começou e o presidente Piñera estabeleceu o estado de emergência, no qual entregou o controle da segurança de Santiago e outras cidades ao exército.
Os protestos deixaram 20 mortos, cinco deles por ação direta de agentes do Estado. O Instituto Nacional de Direitos Humanos contabilizaram até esta quarta-feira 1.778 feridos e cerca de 5 mil detidos.
Piñera: 'não há nada a esconder'
Do lado do governo, o presidente Sebastián Piñera garantiu que não há "nada a esconder" diante das queixas de excessos na repressão policial que se multiplicaram nessas semanas.
"Estabelecemos total transparência nos dados (sobre a violência policial), porque não temos nada a esconder."
O Ministério Público informou que 14 policiais serão acusados de "tortura" contra duas pessoas, uma delas menor de idade, durante o estado de emergência decretado por Sebastián Piñera e em vigor nos primeiros nove dias de protestos.
O presidente disse que, com a mesma contundência, serão punidos os manifestantes que causaram distúrbios violentos, saquearam e danificaram mais de 70 estações de metrô no meio dos protestos, e que isso será feito com "qualquer excesso que tenha sido cometido" no uso da força.
O Instituto Nacional de Direitos Humanos (NHRI) entrou com 181 ações legais por homicídio, tortura e violência sexual supostamente cometidas por policiais e militares. Enquanto isso, a Faculdade de Medicina informou que foram registradas mais de cem lesões oculares em manifestantes pelo uso de balas de borracha.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou que fará uma visita ao país, juntando-se à missão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que já está no Chile. Nesta quarta, várias organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial contra a Tortura, chegaram ao país para investigar as denúncias de excessos na repressão aos protestos.
Source: G1
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O senso de urgência divergente sobre o aquecimento global
Mais de 11 mil cientistas adotam o termo emergência climática para o planeta, enquanto Trump despreza o tema e agiliza retirada dos EUA do Acordo de Paris
Como duas linhas que correm paralelamente sem ponto de confluência, um novo relatório respaldado por 11.258 cientistas de 153 países alerta que o planeta já está em emergência climática, e o presidente Donald Trump retira daqui a um ano os EUA do Acordo de Paris por considerá-lo um desastre total.
Traduzindo: A expressão emergência climática estabelece um novo rótulo à linguagem tradicionalmente adotada pela comunidade científica para o aquecimento global, incorporando o senso de urgência na solução do problema. Segue, portanto, a maré de protestos de ativistas ambientais pelo mundo e algumas ações isoladas em Parlamentos, como o do Reino Unido.
Em contrapartida, o governo americano despreza o tema e abre mão da liderança da maior economia mundial, registrada durante a era Obama, na condução da crise climática. Se Trump for reeleito em 3 de novembro de 2020, no dia seguinte, o segundo maior emissor de gases de efeito estufa será o único país a abandonar a força-tarefa de cerca de 200 nações para fazer frente às mudanças climáticas.
São duas ações diametralmente opostas. O estudo publicado na revista "BioScience" coincide com o 40º aniversário da primeira conferência mundial do clima, em Genebra. Difere de outros já apresentados, basicamente por mostrar que a maioria das medidas adotadas para combater as mudanças climáticas induzidas pelo homem não tem surtido efeito.
Nele, os cientistas advertem que entre as mudanças necessárias para atenuar alguns dos efeitos desse estado de emergência climática vão além de monitorar as temperaturas do planeta. É preciso reduzir o consumo de produtos de origem animal, implementar práticas de eficiência energética e afastar-se das metas de crescimento do PIB em prol do sustento de ecossistemas e da melhoria do bem-estar humano.
O documento avança também num tema considerado tabu e polêmico: estabilizar e reduzir a população mundial, que apresenta um crescimento diário de 200 mil pessoas. Defende o acesso ao planejamento familiar para todos.
“Precisamos reduzir as taxas de fertilidade por meio de planejamento familiar voluntário e depender principalmente de dietas à base de plantas", esclareceu o professor William Ripple, da Oregon State University e principal autor do relatório.
A impaciência e a obrigação moral da comunidade científica parecem ser a essência do novo documento. Como afirmou Ripple, a mudança climática avança mais rapidamente do que o previsto pelos cientistas.
Não por acaso, o Copernicus, serviço de monitoramento da Terra da União Europeia, registrou temperaturas médias em outubro como as mais quentes já registradas no mesmo mês, no período entre 1981 e 2010.
Assinado em 2015, o Acordo de Paris entrou em vigor em novembro do ano seguinte e estabeleceu metas ambiciosas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.
Nenhum dos signatários poderia abandonar o pacto antes de três anos. Esse prazo esgotou-se nesta segunda-feira, quando Trump apressadamente formalizou a retirada dos EUA, que será concretizada em um ano.
O presidente americano reverte assim as políticas ambientais do governo Obama, também com senso de urgência, mas na direção oposta ao demandado pela comunidade científica.
Source: G1
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Ministério da Saúde da Alemanha quer proibir 'terapia de conversão' de gays
A proposta é punir os responsáveis pela 'terapia de conversão' com menores de idade; pena pode ser até um ano na prisão.
O Ministério da Saúde da Alemanha protocolou um projeto de lei para proibir a “terapia de conversão” para menores de idade neta segunda-feira (4).
Há um movimento global para terminar com essas práticas, cujo propósito é mudar a orientação sexual ou de gênero das pessoas.
O texto foi proposto pelo parlamentar Jens Spahn, que é gay. A proposta é punir os responsáveis pela “terapia de conversão” com menores de idade, ou por coação, ou por ludibriar ou ameaçar maiores de 18 a fazerem esses procedimentos. A pena pode ser de até um ano na cadeia.
Fazer propaganda ou oferecer “terapia de conversão” implicaria multa de 30 mil euros (cerca de R$ 133,5 mil)
“Homossexualidade não é doença. Portanto, até a terminologia terapia é enganadora”, disse Spahn.
“Essa suposta terapia torna as pessoas doentes, e não saudáveis. E uma proibição é um sinal importante para qualquer um que se debate com sua homossexualidade: vocês são 'ok' da forma como são.”
O projeto de lei da Alemanha afirma que há riscos nos procedimentos.
“É claro que essas medidas são associadas a um risco significativo de depressão, ansiedade, ou perda de sensações sexuais. O risco de suicídio de quem é exposto aumenta significativamente”, afirma-se no texto.
Não há um cronograma para que a lei seja analisada pelo Parlamento, mas um voto final deve acontecer em 2020, de acordo com um porta-voz do Ministério da Saúde.
Choques elétricos
“Terapias de conversão” variam de aconselhamento a hipnose a choques elétricos e foram condenadas pelas associações médicas do mundo como ineficientes e prejudiciais à saúde mental.
O Brasil, Equador e Malta também proibiram “terapia de conversão”, de acordo com uma rede de grupos de direitos LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, questionando e intersexo).
O Reino Unido, alguns estados do Canadá e a Austrália estudam leis semelhantes.
De acordo com o grupo de defesa LGBTQI Born Perfect, 18 estados dos EUA proíbem “terapia de conversão.”
No entanto, em setembro, a cidade de Nova York começou a rejeitar a proibição para evitar um processo legal de um grupo de conservadores cristãos.
Source: G1
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Mulheres ganham 16% a menos do que os homens na União Europeia
Segundo a Eurostat, as europeias continuam a trabalhar gratuitamente durante dois meses em comparação aos seus colegas.
Mulheres na União Europeia ainda ganham em média 16% a menos do que os homens. Apesar das conquistas femininas, a desigualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho é, dependendo do país, bem marcante. Nos últimos anos, os avanços foram pequenos.
Um homem pode ganhar até 25% a mais do que uma mulher, ambos desempenhando a mesma função, na Alemanha, Reino Unido, República Tcheca e Estônia. Esta segunda-feira (4), Dia Europeu da Igualdade Salarial, assinala simbolicamente o dia que as mulheres deixam de ser remuneradas pelo seu trabalho em comparação com os seus colegas masculinos.
A nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que assume em 1º de Dezembro, deve apresentar medidas para que haja uma transparência salarial vinculativa nos primeiros cem dias de seu mandato. Recentemente, o executivo europeu lembrou que o princípio de igualdade salarial foi inscrito nos Tratados europeus há 60 anos, "no entanto, mulheres em toda a Europa continuam sem ver essa legislação refletida na realidade de suas vidas cotidianas".
Segundo a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, as europeias continuam a trabalhar gratuitamente durante dois meses em comparação aos seus colegas e os progressos nesse domínio são muito lentos.
Em resumo, apesar da igualdade de gênero ser um dos valores fundamentais do bloco, na prática, o reconhecimento dos direitos das mulheres é demorado, longe do ritmo veloz do século XXI. Na outra ponta, estão os países escandinavos - Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega - que foram os pioneiros em implementar medidas para coibir a desigualdade salarial entre gêneros.
Em março passado, o Banco Mundial divulgou um relatório apontando que os suecos e dinamarqueses são os povos que mais oferecem direitos iguais para homens e mulheres. A França foi o país europeu que mais avançou na última década ao implementar uma lei para punir a violência doméstica, criar penalidades para o assédio sexual no local do trabalho e introduzir a licença paternidade remunerada -que existe desde os anos 70, na Suécia.
Brasil ocupa 71ª posição
Se o ritmo de evolução se mantiver, a igualdade de direitos entre homens e mulheres só vai conseguir ser atingida em 2073. O Brasil ocupa a 71ª posição, ao lado de Montenegro, Tajisquistão e Vietnã. Um estudo recente divulgado pelo IBGE mostrou que no Brasil a desigualdade salarial entre homens e mulheres é maior na faixa dos 40 anos.
A maternidade é outro fator que pesa para as mulheres no mercado de trabalho. Em geral, os rendimentos das brasileiras que têm filhos, são em média 35% menores do que as mulheres que não têm. Esta comparação diz respeito, principalmente, às famílias que não podem arcar com despesas de creches e babás.
Nove em cada dez europeus - mulheres e homens - consideram inaceitável que as mulheres tenham um salário inferior ao dos homens para o mesmo cargo. Discriminação, maternidade, trabalho em tempo parcial, cuidado a familiares dependentes ou idosos são fatores que contribui para o aumento da disparidade salarial das mulheres.
Certamente estas diferenças vão refletir, mais tarde, em suas pensões de aposentadoria devido às baixas contribuições para segurança social em vários países do bloco. É o que acontece, por exemplo, na Romênia, Chipre, Alemanha, Holanda e Áustria, onde as mulheres correm o risco de pobreza ou exclusão social na velhice.
Source: G1
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Presidente do Chile anuncia medidas para tentar conter protestos
Medidas incluem aumento em aposentadorias e proposta de redução no número de parlamentares e limites às reeleições. 'Peço perdão', disse Sebastián Piñera durante discurso.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou na noite desta terça-feira (22) uma série de medidas para tentar conter os protestos que tomaram todo o país e deixaram 15 mortos em cinco dias. A capital Santiago e diversas outras regiões chilenas estão sob toque de recolher.
As medidas incluem aumentos em aposentadorias, inclusão de ajuda mínima a trabalhadores de baixa renda e reforma política (veja mais adiante os principais pontos do pacote de medidas).
Antes de anunciar o plano, Piñera pediu desculpas pelo que chamou de "falta de visão" dele e de governos anteriores.
"Reconheço a falta de visão e peço perdão aos meus compatriotas", afirmou.
Veja em resumo as principais medidas anunciadas:
Aumento de até 20% nas aposentadorias de alguns grupos Criação de seguro contra catástrofes, caso os gastos de saúde superem o teto – medida a ser apreciada pelo Congresso Estabilização das tarifas de eletricidade, com anulação do recente aumento de 9,2% Ajuda mínima de 350 mil pesos chilenos (cerca de R$ 1,97 mil) para trabalhadores com jornada completa que tenham salário inferior a esse valor Aumento nos impostos a pessoas com renda superior a 8 milhões de pesos chilenos (cerca de R$ 44 mil) Redução nos salários de parlamentares e funcionários da administração pública Redução no número de parlamentares e limite ao número de reeleições
Estado de emergência continua
Piñera também descartou retirar o estado de emergência, imposto no sábado após aumento na violência das manifestações no Chile. Os toques de recolher também devem continuar, sinalizou.
"Todos queremos isso, mas como presidente é meu dever retirar o estado de emergência quando tivermos segurança de que a ordem pública, a seguridade cidadã e os bens, tanto públicos como privados, estejam devidamente resguardados", justificou.
O presidente também anunciou que o metrô de Santiago voltará a funcionar nesta quarta-feira nas linhas 3 e 6. Por enquanto, somente a Linha 1 está aberta – e, mesmo assim, algumas estações mais centrais ficaram fechadas por segurança nos últimos dias.
Manifestantes desafiam toque de recolher
Centenas de pessoas voltaram a ocupar as ruas de Santiago e de outras cidades chilenas nesta terça-feira. Houve confrontos com a polícia e incêndios – porém, segundo a imprensa local, a maioria das manifestações ocorreu de maneira pacífica.
Nesta noite, manifestantes desafiaram o toque de recolher e permaneceram na Praça Itália (também chamada de Praça Baquedano) após as 20h desta terça. Forças de segurança dispersaram a multidão, e houve congestionamento em alguns pontos de Santiago mesmo depois do horário imposto para que deixassem as ruas.
De casa, alguns manifestantes bateram panelas e continuaram a gritar palavras de ordem no início desta noite.
Source: G1
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Parlamento britânico rejeita cronograma acelerado proposto por Johnson para o Brexit
Parlamentares aceitaram discutir WAB, documento de 110 páginas com as leis que permitem a implementação do acordo do primeiro-ministro, caso ele seja aprovado. Mas prazo proposto por Johnson para discussão e votação era de apenas três dias, e foi rejeitado.
O Parlamento britânico rejeitou, nesta terça-feira (22), um cronograma proposto pelo primeiro-ministro Boris Johnson que poderia acelerar a saída do Reino Unido da União Europeia.
O premiê queria que o Parlamento discutisse e aprovasse até quinta-feira desta semana um documento de 110 páginas com as leis que permitem a implementação de seu acordo que ele conseguiu com a União Europeia, caso ele seja aprovado pelos parlamentares. Mas o cronograma foi derrubado por um placar de 322 votos contra a 308 favor.
Momentos antes, Johnson obteve aprovação para debater sua legislação proposta para o Brexit em uma segunda leitura, o que poderia ser considerado um primeiro passo para que o Parlamento aceite seu acordo e sua primeira vitória desde que assumiu o cargo. Os parlamentares votaram por 329 a 299 a favor de seu pedido.
O documento em questão é chamado de Withdrawal Agreement Bill (WAB), ou Lei de Acordo de Retirada.
O Parlamento já barrou a votação do acordo de Johnson uma vez, em uma sessão extraordinária no sábado, o que obrigou o primeiro-ministro a pedir uma nova extensão do prazo do Brexit, para 31 de janeiro de 2020.
No entanto, o primeiro-ministro é contra o adiamento, e se recusou a assinar o documento, além de enviar junto outra carta, endereçada a cada um dos membros da União Europeia. O texto tem a mensagem de que o adiamento seria "profundamente corrosivo", e "prejudicaria os interesses do Reino Unido e de nossos parceiros da UE", acompanhado de um pedido para que os líderes da União Europeia convençam os parlamentares britânicos a aprovarem seu acordo.
'Em pausa'
Antes da votação desta terça, o jornal "Financial Times" disse que Johnson estaria disposto a aceitar um atraso de até dez dias em relação ao prazo de 31 de outubro para a saída da União Europeia, mas "de forma alguma" queria a data de 31 de janeiro, proposta na carta enviada ao bloco no sábado.
Outros veículos de imprensa britânicos noticiaram ainda que o primeiro-ministro ameaçava retirar seu projeto de pauta e tentar forçar a realização de uma nova eleição geral ainda este ano, antes do Natal, caso perdesse a votação desta terça.
Mas, após a sessão do Parlamento, Johnson disse aos membros da Câmara dos Comuns que seu governo deixaria a WAB "em pausa" até que a União Europeia chegue a uma decisão sobre uma extensão do prazo do Brexit, segundo a BBC.
Source: G1
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Chile condena 22 ex-agentes por crimes durante a ditadura militar
Ex-membros da polícia secreta de Pinochet estavam envolvidos no desaparecimento de dois opositores em 1974. Na época, Brasil e Argentina ajudaram a encobrir o crime. Todos já cumprem penas de prisão.
Quase trinta anos após o fim da ditadura militar no Chile, a Corte Suprema do país condenou nesta segunda-feira (7) 22 ex-agentes da polícia secreta de Augusto Pinochet, pelo sequestro qualificado de dois opositores, que tiveram os nomes incluídos na Operação Colombo, montada pelo regime para encobrir o desaparecimento de 119 presos políticos.
As sentenças envolvem os principais agentes da Direção de Inteligência Nacional (Dina), a polícia secreta de Pinochet. Na lista, estão nomes como o general Raúl Iturriaga Neumann e os brigadeiros Pedro Espinoza Bravo e Miguel Krassnoff Martchenko.
Todos eles já cumprem atualmente longas penas na prisão, pela participação em violações aos direitos humanos durante o período em que Pinochet esteve no poder, entre 1973 e 1990.
As vítimas do sequestro são Héctor Zúñiga Tapia e Bernardo de Castro López, militantes de esquerda que foram detidos em meados de setembro de 1974.
César Manríquez Bravo, Pedro Espinoza Bravo e Miguel Krassnoff Martchenko foram condenados a dez anos de prisão, por serem considerados autores do rapto e posterior desaparecimento de Tapia, integrante do Movimento de Esquerda Revolucionária. Outros cinco agentes foram sentenciados pelos crimes.
Já pelo sequestro de López, militante do Partido Socialista, o tribunal condenou a dez anos César Manríquez Bravo, Pedro Espinoza Bravo, Gerardo Urrich González, Manuel Carevic Cubillos e Raúl Iturriaga Neumann.
Em 1975, os nomes de Tapia e López foram incluídos entre as vítimas da Operação Colombo, uma ação forjada pela DINA para encobrir o desaparecimento de 119 prisioneiros políticos, com o apoio de agentes da Argentina e o Brasil.
Nos dois países, foram publicadas edições únicas de jornais inexistentes, em que era afirmado que ambos morreram em expurgos feitos pelo Movimento de Esquerda Revolucionária, em territórios argentino e brasileiro.
Durante a ditadura de Pinochet, cerca de 3,2 mil pessoas foram mortas por agentes do Estado, das quais mais de 1,1 mil ainda estão desaparecidas. Outras 40 mil foram presas e torturadas por razões políticas.
Source: G1
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A 1ª fazenda flutuante do mundo, em operação na Holanda
Iniciativa testa novas formas de produzir alimentos em um mundo afetado pelas mudanças climáticas.
Uma nova iniciativa está testando formas de produzir alimentos em um mundo afetado pelas mudanças climáticas.
A fazenda flutuante atracada perto do porto de Roterdã, na Holanda, abriga 32 vacas.
A embarcação tem três níveis. No porão, são cultivadas frutas para saborizar os produtos lácteos, que são processados no andar intermediário.
Os animais ficam no nível superior, sob painéis solares – e seus excrementos são transformados em fertilizante natural.
As vacas comem feno, restos de alimentos de restaurantes da cidade e grama cortada de campos de futebol. Máquinas ficam a cargo da alimentação, ordenha e higienização.
“Estamos buscando locais que possam se adaptar à mudanças climáticas”, diz o fazendeiro Peter Van Wingerden.
“Não importante o quanto chova ou quanto o mar se eleve, continuaremos a produzir alimentos essenciais e saudáveis.”
Mas o verdadeiro teste da iniciativa será seu sucesso comercial. Se for bem-sucedida, poderá ser usada em outras cidades suscetíveis a inundações.
Source: G1
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Partido Socialista vence eleição legislativa em Portugal
Apesar da vitória, partido do primeiro-ministro António Costa não vai ter maioria no Parlamento.
O Partido Socialista comandado pelo atual primeiro-ministro, António Costa, venceu a eleição legislativa de Portugal realizada neste domingo (6).
Com quase 99% das urnas apuradas, o partido de Costa recebeu 36,65% dos votos e conquistou 106 cadeiras. Já o Partido Social Democrata (PSD, centro-direita), do atual líder da oposição Rui Rio, ficou em segundo lugar, com 27,9% dos votos e 77 assentos.
O Bloco de Esquerda teve 9,67% dos votos e conquistou 19 cadeiras. A Coligação Democrática Unitária - formada pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista Os Verdes - ficou na quarta colocação, com 6,46% dos votos e 12 cadeiras.
Apesar da vitória deste domingo, o Partido Socialista não vai ter maioria no Parlamento - eram 230 cadeiras em disputas - e será obrigado a compor com outras agremiações para conseguir governar. Depois do resultado, Costa anunciou que deve procurar outros partidos para formar uma aliança.
"A estabilidade é essencial para a credibilidade internacional de Portugal e para atrair investidores. O PS vai se esforçar para estabelecer soluções que possam assegurar essa estabilidade em toda a legislatura", afirmou Costa.
No mandato atual, o Partido Socialista é apoiado pelo Bloco de Esquerda e pela Coligação Democrática Unitária. Na eleição passada, o Partido Socialista recebeu 32,38% e conquistou 85 cadeiras.
A votação foi encerrada às 20h, do horário local (16h do horário de Brasília), com o fechamento das urnas no arquipélago dos Açores.
Economia ajudou Partido Socialista
Costa, de 58 anos chegou ao poder em 2015 graças a uma aliança com a esquerda radical. Com bons resultados na economia, o Partido Socialista era apontado como favorito para vencer a disputa eleitoral. Portugal é um dos únicos países europeus onde a extrema direita não ganha espaço.
O socialista prometeu junto a seus aliados virar a página da austeridade no país onde o desemprego atingiu um pico de 17% em 2013. Costa consolidou a recuperação econômica, adotando medidas como aumento dos salários dos serviços públicos e aposentadorias, que haviam sofrido fortes cortes durante a crise econômica.
O resultado dessa política foi um crescimento de 3,5% em 2017 e 2,4% em 2018. Já o desemprego caiu pela metade e voltou ao seu nível anterior à crise (6,4% em julho). O déficit, que atingiu 11,4% do PIB em 2010, e ainda era de 4,4% em 2015, deve ser de apenas 0,2% neste ano - algo nunca visto desde o retorno da democracia ao país, em 1974.
"Este contexto excepcional é o sonho de todo governo", sintetiza o economista João Duque, para quem a economia portuguesa desfrutou da situação europeia e do "boom do turismo", que representa cerca de 10% do PIB.
Source: G1
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Coreia do Norte acusa EUA de 'não ceder' em discussões sobre programa nuclear
Um dia depois de ter anunciado a retomada do diálogo, a Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico mar-terra, depois de ter multiplicado os testes de mísseis de curto alcance nos últimos meses.
Os dois países não chegaram a um consenso nas discussões retomadas no sábado (5), na Suécia, sobre o programa nuclear norte-coreano.
Pyongyang acusa Washington de não ceder em alguns pontos "e não trazer nada de novo", como a flexibilização das sanções.
A reunião de sábado (5) foi a primeira tentativa de retomar o diálogo entre os dois países depois do fracasso da cúpula de Hanói, em fevereiro, entre o presidente americano, Donald Trump, e o dirigente norte-coreano, Kim Jong-un.
Em Estocolmo, o enviado da Coreia do Norte, Kim Myong Gil, e o dos Estados Unidos, Stephen Biegun, participaram de um encontro promovido pelo enviado especial sueco, Kent Harstedt.
O governo americano afirma que as discussões, que duraram oito horas e meia, foram produtivas, e convidou os norte-coreanos para um novo encontro dentro de duas semanas. As duas delegações se reuniram em uma propriedade localizada em uma ilha na capital sueca, a poucas centenas de metros da embaixada norte-coreana.
Mas, 24 horas após ter anunciado a retomada do diálogo, a Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico mar-terra, depois de ter multiplicado os testes de mísseis de curto alcance nos últimos meses.
Para EUA, discussões foram positivas
"As negociações não atenderam às nossas expectativas e fracassaram, não resultaram em progresso algum. Isso se deve unicamente aos Estados Unidos, que não abriram mão de sua atitude habitual", declarou Kim Myong Gil, diante da embaixada norte-coreana em Estocolmo.
"Os Estados Unidos alimentaram as expectativas fazendo propostas de enfoque flexível, com métodos novos e soluções criativas. Mas nos decepcionaram muito e esfriaram nosso entusiasmo para dialogar ao não trazerem nada para a mesa de negociações", acrescentou o enviado.
Washington optou por minimizar o fracasso, e a porta-voz do Departamento de Estado americano, Morgan Ortagus, disse que as discussões foram "boas". "Os comentários feitos mais cedo pela delegação da Coreia do Norte não refletem o conteúdo nem o espírito da discussão de sábado, que durou oito horas e meia. Os Estados Unidos levaram ideias inovadoras e tiveram boas discussões com seus homólogos norte-coreanos", afirmou em um comunicado.
Além disso, ele afirmou que os Estados Unidos aceitaram o convite da Suécia para voltar a Estocolmo dentro de duas semanas para continuar as discussões. As duas delegações se reuniram em uma propriedade localizada em uma ilha na capital sueca, a poucas centenas de metros da embaixada norte-coreana.
Reunião na ONU
França, Reino Unido e Alemanha pediram uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU, que deve ser realizada no início desta semana, para manter a pressão em Pyongyang depois do que eles consideram uma "violação grave" resoluções da ONU. A Coreia do Norte está sujeita a três tipos de sanções econômicas adotadas pela ONU em 2017, para forçá-la a interromper seus programas de armas nucleares e balísticos. Essas medidas dizem respeito principalmente às limitações e proibições de importação de petróleo relacionadas às exportações norte-coreanas de carvão, pesca ou têxtil.
Source: G1
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Coreia do Norte interrompe negociações nucleares com EUA
Delegações dos dois países se reuniram na Suécia. Na quarta-feira, Coreia do Norte testou com sucesso novo míssil balístico lançado por submarino.
As negociações nucleares entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos foram interrompidas, disse o principal negociador norte-coreano neste sábado (5).
"As negociações não cumpriram nossa expectativa e finalmente foram interrompidas", disse Kim Myong Gil, principal negociador nuclear do Norte, a repórteres por meio de um intérprete do lado de fora da embaixada do país em Estocolmo.
A delegação norte-coreana chegou a Estocolmo na quinta-feira para as negociações sobre desnuclearização em nível de trabalho.
A Coreia do Norte disse na quarta-feira que testou com sucesso um novo míssil balístico lançado por submarino. O lançamento foi o mais provocador da Coreia do Norte desde que retomou o diálogo com os Estados Unidos em 2018.
As resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem Pyongyang de usar a tecnologia de mísseis balísticos.
Source: G1
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Em áudios vazados, Zuckerberg diz que vai 'lutar' se EUA quiserem dividir empresas de tecnologia
Presidente do Facebook citou candidata democrata à presidência dos EUA, Elizabeth Warren, que tem projeto de dividir gigantes do setor.
O portal The Verge teve acesso a áudios exclusivos de uma reunião semanal entre o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, e funcionários da empresa.
O executivo fala sobre a preocupação de regulação das empresas de tecnologia, uma das principais pautas da candidata democrata ao governo dos Estados Unidos, Elizabeth Warren.
Ele também falou de concorrentes, da criptomoeda Libra e de interfaces neurais de computação. Essas conversas são parte de uma sessão semanal que Zuckerberg mantém com os funcionários da empresa.
Candidata democrata e regulação das empresas
Warren é atualmente senadora e está entre as principais concorrentes nas primárias do partido Democrata, que vão decidir quem será o candidato a desafiar o presidente Donald Trump nas eleições de 2020.
Ela tem uma proposta, chamada de "Break Up Big Tech", que prevê instaurar regulações sobre as empresas de tecnologia, que impeçam que elas sejam tão grandes como são atualmente. Segundo Warren, essas companhias têm muito poder em nossas economias, sociedade e democracia. Elas também seriam nocivas a competidores e usam informações privadas para lucro.
"Você tem alguém como Elizabeth Warren, que acha que a resposta correta é dividir as companhias. Se ela for eleita presidente, então eu aposto que nós teremos um desafio legal à frente, e eu aposto que nós venceremos o desafio legal. E isso ainda é ruim pra gente? Sim. Eu não quero entrar num processo jurídico enorme contra o nosso próprio governo. Essa não é a posição que você quer estar."
Mas, olha, no final do dia, se alguém ameaça algo tão existencial, você entra no ringue e luta", afirmou Zuckerberg.
Em uma resposta publicada no Twitter, Warren afirmou que "o que seria realmente 'ruim' é se nós não consertarmos o sistema corrupto que permite que empresas gigantes, como o Facebook, possam manter práticas anticompetitivas ilegais, pisar em direitos de privacidade dos consumidores e repetidamente faltarem com responsabilidade para proteger nossa democracia".
Usuários tem estado cada vez mais preocupados com a dimensão que essas empresas têm na privacidade. Elas tentam responder às demandas, mas esbarram no próprio modelo de negócio.
Source: G1
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Ex-líder da extrema-direita da Áustria abandona a política
Nas últimas eleições legislativas, realizadas no domingo (29), a extrema-direita austríaca recebeu 16% dos votos, 10 pontos percentuais a menos do que na votação anterior.
O ex-líder do partido FPO (extrema-direita austríaca), Heinz-Christian Strache, anunciou nesta terça-feira (1) que se retira da vida política para não prejudicar seu partido.
Ele comandou a sigla durante 14 anos até sua renúncia, em maio, por um escândalo de corrupção,
A decisão acontece após a derrota do FPO nas legislativas de domingo (29), nas quais o partido recebeu 16% dos votos, 10 pontos porcentuais a menos que em 2017, quando as urnas levaram ao poder a extrema-direita em uma aliança com a direita de Sebastian Kurz. Strache, 50 anos, pode ser obrigado a deixar o partido enquanto é investigado.
O político foi filmado em 2017 com uma câmara escondida na ilha espanhola de Ibiza quando apresentava propostas de negócios no setor público a uma mulher que se fez passar por neta de um oligarca russo. Strache teve que renunciar em maio a todos os cargos, incluindo o de vice-chanceler de Kurz.
O caso conhecido como "Ibizagate" afundou o governo e a Áustria convocou eleições antecipadas, organizadas no domingo passado.
Strache também é suspeito de ter usado dinheiro público para gastos pessoais, informações divulgadas pouco antes das eleições e que sem dúvida contribuíram para a derrota do partido.
Source: G1
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Na Argentina, pobreza sobe no primeiro semestre e atinge 35,4% da população
Nível de pobreza é o maior desde o colapso da economia em 2001.
A pobreza na Argentina aumentou de 32,0% para 35,4% no primeiro semestre deste ano, o nível mais alto desde o colapso da economia em 2001, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) nesta segunda-feira (30).
O presidente Mauricio Macri, em campanha para seguir no cargo nas eleições de 27 de outubro, lamentou o resultado. "Infelizmente reflete a situação em que vivemos e, apesar de doer, devemos olhar para frente", disse.
"Estão abaixo da linha da pobreza 10.015.728 pessoas", mais de um terço das pessoas que vivem nos 31 grandes centros urbanos do país analisados pelo Indec, informou o instituto.
O índice de indigência, que mede aqueles em situação de pobreza que não conseguem atender às suas necessidades mínimas de qualquer tipo, aumentou de 6,7% para 7,7% no mesmo período, entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro de 2019.
País em crise
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina acumula queda de 2,5% no ano, segundo dados até o segundo trimestre. Já a taxa de desemprego subiu para 10,6% no segundo trimestre.
A Argentina vive um momento de crise econômica e incerteza política. O país já havia voltado a pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) quando perspectivas eleitorais e um anúncio sobre alongamento de prazo para o governo pagar sua dívida geraram ainda mais incertezas.
A situação fez com que o peso argentino despencasse, agravando a situação de descontrole inflacionário no país. Em agosto, o índice que mede os preços ao consumidor argentino ficou em 4% na comparação mensal e 54,5% contra 2018. Os dados são do Banco Central da Argentina. A inflação esperada para 12 meses é de 48,3%.
Com a forte queda na confiança dos mercados levando à continuidade da desvalorização do peso e do principal índice da bolsa argentina, Merval, o BC do país tem subido os juros em uma tentativa de atrair recursos. Atualmente, a taxa básica de juros no país está em 83,21%.
Source: G1
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Por que Boris Johnson ainda não caiu?
Base conservadora e vantagem sobre trabalhistas ainda sustentam premiê britânico, apesar de derrotas sucessivas no Parlamento e na Suprema Corte, além de acusações de assédio sexual
Em sua curta carreira como premiê britânico, Boris Johnson já foi derrotado sete vezes no Parlamento e uma na Suprema Corte. Teoricamente, até quarta-feira (30), estaria entre os seus, na conferência anual do Partido Conservador, que se realiza em Manchester, desfalcada pelos 21 parlamentares que expurgou da legenda.
Mas o encontro de partidários, que serviria para entoar obsessivamente o mantra do premiê (entregar o Brexit até 31 de outubro), foi ofuscado no fim de semana por novo escândalo de assédio sexual envolvendo o premiê. Segundo a jornalista Charlotte Edwardes, editora do “Sunday Times”, Johnson teria colocado a mão em sua coxa, por debaixo da mesa, durante um jantar em 1999, quando ele editava o “The Spectator”. Ele nega as acusações. Edwardes, contudo, diz que tem melhor memória do que o premiê e recebeu a solidariedade de importantes membros do partido.
Embora atacado em várias frentes, Johnson insiste que o caminho para Brexit não tem volta ou, sequer atalho. E recusa-se a pedir a extensão do prazo à União Europeia.
A seu favor, tem a anuência de ativistas conservadores. Porém, de acordo com a pesquisa publicada no domingo pelo site Conservative Home, uma minoria de 47% (eram 78% há dois meses) acredita que ele conseguirá cumprir a promessa. A credibilidade de Johnson entre seus pares caiu basicamente porque ele tentou forçar novas eleições antes do Brexit.
O Parlamento controla a agenda do governo, a Suprema Corte infligiu ao premiê uma derrota contundente na sua tentativa de prorrogar o recesso da Casa dos Comuns.
O que então ainda sustenta Johnson? Toda a turbulência em torno do premiê ainda deixa o Partido Conservador 13 pontos à frente dos divididos trabalhistas liderados por Jeremy Corbyn.
E o premiê joga pesado no apelo populista, com abordagem focada na política econômica. Tem pouquíssimo tempo para vencer dois grandes desafios: o Brexit e as inevitáveis eleições gerais.
Em Manchester, seu ministro das Finanças, Sajid Javid, tenta limar as incertezas em torno do Brexit, detalhando como o governo gastará mais de 50 bilhões de libras caso um acordo com a União Europeia não seja alcançado – hipótese já descartada pelo Parlamento.
São promessas de investimentos em infraestrutura, no malfadado sistema público de saúde, no salário-mínimo, e, sobretudo, nos jovens, a quem serão destinados cerca de 500 milhões.
O próprio Johnson gasta seu tempo desdenhando a crise provocada pelo mais recente escândalo de assédio sexual. Como num disco arranhado, repete sem parar: “O que o público quer ouvir é sobre o que estamos fazendo para elevar o nível e unir o país.” Traduza-se por público a sua base eleitoral.
Source: G1
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Com drone, polícia consegue encontrar homem foragido há 17 anos morando em caverna
Song Jiang, de 63 anos, havia sido preso sob acusação de tráfico de mulheres e crianças, mas conseguiu escapar de um campo de prisioneiros em 2002. Segundo a polícia, o foragido viveu em reclusão há tanto tempo que as autoridades tiveram dificuldade para se comunicar com ele.
A polícia chinesa conseguiu prender um homem que estava foragido havia 17 anos, graças ao uso de drones para monitorar uma caverna que ele usava como refúgio.
Song Jiang, de 63 anos, havia sido preso sob acusação de tráfico de mulheres e crianças, mas conseguiu escapar de um campo de prisioneiros em 2002.
Segundo a polícia, ele viveu nos últimos anos em uma caverna apertada e afastado da interação humana.
Recentemente, as autoridades receberam denúncias com pistas de seu paradeiro. E essas informações levaram às montanhas próximas à cidade natal dele na província Yunnan, no sudoeste chinês.
Depois que buscas in loco terminaram sem sucesso, as autoridades decidiram usar drones para tentar localizar o foragido.
As aeronaves ajudaram então a identificar uma telha azul de aço em um penhasco íngreme e vestígios de lixo doméstico nas proximidades.
As imagens levaram a uma operação em terra.
Segundo a polícia, o foragido vive em reclusão há tanto tempo que as autoridades tiveram bastante dificuldade para se comunicar com ele.
A mídia estatal afirmou que Song usava garrafas plásticas para coletar água do rio e galhos de árvores para fazer fogueira e se aquecer.
Agora ele foi enviado de volta para a cadeia.
Source: G1
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Vinte mil vão às ruas de Moscou pedir liberdade de manifestantes que reivindicavam eleições livres
Os manifestantes foram presos em comícios que ocorreram em julho, quando políticos da oposição foram barrados nas eleições locais.
Cerca de 20 mil manifestantes foram às ruas de Moscou neste domingo (29) para exigir a libertação de manifestantes presos em protestos que ocorreram em julho, quando políticos da oposição foram barrados nas eleições locais em setembro, marcadas pela derrota dos candidatos pró-Kremlin.
Várias pessoas foram condenadas a até quatro anos de prisão e outras estão sendo processadas por crimes como violência contra policiais.
As prisões que motivaram o protesto deste domingo vem acontecendo desde agosto. Há registros de manifestações que já terminaram com 1.400 pessoas detidas.
Tudo começou com a denúncia da oposição de que houve a exclusão de cerca de 30 candidaturas independentes para as eleições locais de 8 de setembro.
"Liberdade para presos políticos"
Neste domingo, segundo a agência Reuters, uma multidão de pessoas agitou bandeiras de vários grupos políticos, gritando "Deixe-os ir!" e "Liberdade para presos políticos".
Este foi o movimento de protesto mais importante desde o retorno de Vladimir Putin ao poder em 2012.
"Ninguém consegue obter uma audiência justa nos tribunais russos --injustiça e ilegalidade podem acontecer a qualquer pessoa agora. Estou aqui não apenas por mim, mas por aqueles que não puderam estar aqui ou com seus entes queridos, aqueles que estão na prisão ou já foram condenados à prisão", disse o político da oposição Lyubov Sobol aos manifestantes.
Organizada pelo Partido Libertário e apoiada pelo opositor Alexei Navalny, a manifestação foi autorizada pelas autoridades. De acordo com a AFP, dezenas de policiais garantiam a segurança do protesto, que foi cercado por barreiras metálicas.
Segundo a Reuters, os protestos não representam uma ameaça ao presidente Vladimir Putin, que venceu a reeleição por ampla margem no ano passado. Mas eles surgem num momento em que suas taxas de aprovação têm caído após anos de queda da renda real e uma medida impopular para aumentar a idade da aposentadoria.
Source: G1
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Suíços fazem funeral em montanha para geleira que derreteu
Desde 2006, a geleira Pizol perdeu entre 80% e 90% de seu volume.
Inspirada na ação feita na Islândia há algumas semanas, a Suíça realizou no domingo (22) um funeral simbólico pelo desaparecimento de uma das geleiras mais estudadas do mundo, a Pizol, em consequência dos efeitos do aquecimento global.
Cerca de 250 pessoas, algumas vestidas de preto, se reuniram após duas horas de trilha pela antiga geleira, localizada perto de Liechtenstein e da Áustria, a 2.700 metros de altitude.
"Viemos aqui para dizer 'adeus' ao Pizol," declarou Matthias Huss, glaciologista da Escola Politécnica Federal de Zurique. O pároco de Mels, a comuna onde a geleira ficava, pediu a ajuda de Deus para superar o enorme desafio das mudanças climáticas.
A cerimônia ocorreu na véspera da reunião especial da ONU sobre o clima, que ocorre nesta segunda-feira (23) em Nova York. Vários chefes de Estado comparecerão para reforçar seus compromissos em limitar o aquecimento do planeta a até 2ºC em relação ao período pré-industrial.
Na Suíça, a montanha Pizol "perdeu tanto de sua essência que, do ponto de vista científico, não é mais uma geleira", explicou à AFP Alessandra Degicomi, da Associação Suíça para a Proteção do Clima, uma das ONGs que organizou o velório.
Os participantes, entre eles crianças, depositaram flores na montanha. Não foi instalada nenhuma placa comemorativa, como fizeram os islandeses em 18 de agosto, em memória do Okjökull, primeira geleira da ilha a perder seu status.
"Desde 1850, estimamos que há mais de 500 geleiras suíças que desapareceram completamente", das quais apenas 50 tinham nomes, explicou Huss à AFP dias antes da cerimônia.
"O Pizol, agora, não é a primeira. Mas podemos lhe considerar a primeira geleira suíça desaparecendo que foi muito bem estudada desde 1893", destacou.
O derretimento é incontestável: desde 2006 ela perdeu de 80% a 90% de seu volume. Só restam 26.000 m² de gelo, "menos que quatro campos de futebol", afirmou Huss.
De acordo com a Rede Suíça de Pesquisas Glaciológicas (Glamos), o Pizol pertencia à categoria "geleiras" mesmo sendo muito pequeno.
Localizado a uma altitude relativamente baixa (de 2.630 a 2.780 metros de altitude), ela dependia da neve acumulada no inverno.
Como o Pizol, outras 4 mil geleiras nos alpes correm o risco de ter 90% de seu volume derretido até o fim do século, caso nada seja feito para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, segundo um estudo da Escola Politécnica Federal de Zurique.
E, independentemente dos esforços para reduzir as emissões, os alpes suíços vão perder pelo menos metade de suas geleiras nos próximos anos, afirmam os especialistas.
Source: G1
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Papa Francisco pede 'atenção especial aos estrangeiros' em Jornada Internacional do Migrante
Na 105ª edição desta jornada mundial, o papa também inaugurou uma escultura em homenagem aos migrantes na mítica praça do Vaticano
O papa Francisco pediu neste domingo (29) "atenção especial aos estrangeiros" e a todas as pessoas rejeitadas, durante a Jornada Internacional dos Migrantes e Refugiados.
"Temos que dar atenção especial aos estrangeiros, da mesma maneira que às viúvas, aos órfãos e a todos os que são rejeitados", disse o pontífice durante a missa realizada na Praça de São Pedro.
Na 105ª edição desta jornada mundial, o papa inaugurou uma escultura em homenagem aos migrantes na mítica praça do Vaticano.
A obra de bronze e argila, criada pelo artista canadense Timothy Schmalz e batizada de "Angels Unaware" (Anjos Inconscientes), representa um grupo de 140 migrantes de diferentes culturas e períodos históricos, amontoados em um barco.
A escultura é acompanhada por uma citação da Epístola aos Hebreus: "Não vos esqueçais de praticar a hospitalidade; pois agindo assim, mesmo sem perceber, alguns acolheram anjos".
"Não se trata apenas dos estrangeiros, mas de todos os habitantes das periferias existenciais que, como os migrantes e os refugiados, são vítimas da cultura da espoliação humana", afirmou Jorge Bergoglio, filho de uma família de italianos que emigraram para a Argentina.
Após sua nomeação como papa em 2013, Francisco defendeu em várias ocasiões a necessidade de acolher os refugiados e migrantes de maneira digna.
Alguns meses após sua eleição, ele viajou para a ilha italiana de Lampedusa, uma das portas de entrada para estrangeiros na Europa. Em abril de 2016, realizou uma visita à ilha grega de Lesbos, acompanhado por uma família de três refugiados muçulmanos sírios.
No final de julho, o papa pediu à comunidade internacional que aja "de maneira rápida e decisiva" para evitar novas tragédias no Mar Mediterrâneo.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), entre o início de 2014 e julho de 2018, foram encontrados os cadáveres de 5.773 migrantes e o registro de 11.089 desaparecidos no Mediterrâneo.
A maioria dessas mortes ocorreu na área central do Mediterrâneo, entre as costas da Líbia, Tunísia, Malta e Itália.
Vários países europeus, como Itália, França, Alemanha e Malta, concordaram com um mecanismo de distribuição automática de refugiados, cujo objetivo é encerrar a aplicação do 'caso a caso' do último ano.
Este novo dispositivo será votado por todos os países da União Europeia durante o Conselho Europeu de "Justiça e Assuntos Internos", a ser realizado no Luxemburgo no início de outubro.
Source: G1
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Ator de 'Aquaman' alerta na ONU sobre risco de países desaparecerem com aquecimento global
Jason Momoa participou de reunião na ONU com representantes de países insulares. Segundo instituto, aquecimento global vai elevar o nível do mar em até 1 metro em 80 anos.
O ator norte-americano Jason Momoa, que representou Aquaman nos cinemas, alertou nesta sexta-feira (27) em discurso na ONU sobre o risco de pequenos países insulares desaparecerem com o aquecimento global. "Eu tenho visto como um lugar pode passar despercebido aos outros", afirmou.
"Nós, países insulares e todas as comunidades costeiras, somos linha de frente desta crise ambiental."
Momoa, que nasceu no Havaí (Estados Unidos), participou de um painel da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, destinado às nações que ocupam pequenas ilhas pelo mundo.
"A maior ameaça aos pequenos países insulares é o fato de que ilhas inteiras estão afundando no mar devido ao enorme volume de emissões geradas por países de primeiro mundo", apontou Momoa, em discurso, ao apontar a desigualdade na preocupação ambiental.
"Países insulares são os que menos contribuem para esse desastre, mas vão sofrer o peso das consequências", disse o ator.
Aquecimento global e aumento no nível do mar
Estudos indicam que arquipélagos inteiros podem sumir caso o nível dos oceanos aumente pelo derretimento do gelo nos polos.
De acordo com relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão ligado à ONU, o aquecimento global vai elevar o nível do mar em até um metro em 80 anos.
Esse aumento poderá causar estragos, segundo o painel, em áreas mais expostas, como as regiões costeiras e as ilhas. Isso por conta do derretimento da calota polar ártica. Há também a previsão de aumento nas incidências de ciclones e tempestades em zonas tropicais.
Os cientistas também projetam uma mudança nas marés que podem ampliar os efeitos dessa mudança nos níveis do mar. Há mais risco para os moradores de áreas costeiras já a partir de 2050, caso não haja atitude de governos para conter o aquecimento global.
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Boris Johnson é acusado de conflito de interesses
Segundo jornal, ex-modelo recebeu cerca de R$ 645 mil de fundos públicos e se beneficiou de tratamento privilegiado quando Johnson era prefeito de Londres. Empresa de Jennifer Arcuri participou de contratos aos quais não teria acesso se não fosse pela amizade dela com o atual premiê.
O premiê britânico, Boris Johnson, é acusado de envolvimento em um suposto caso de conflito de interesses por causa do relacionamento que manteve quando era prefeito de Londres com uma empresária e ex-modelo, um caso sobre o qual a Administração Metropolitana de Londres pediu nesta sexta-feira (27) a abertura de uma investigação.
De acordo com o "Sunday Times", Jennifer Arcuri, uma ex-modelo americana que passou para o mundo dos negócios, teria recebido 126 mil libras (cerca de R$ 645 mil) de fundos públicos e se beneficiou de tratamento privilegiado quando Johnson dirigiu a administração municipal da capital britânica.
Após essas revelações, a administração metropolitana da Grande Londres pediu aos serviços competentes da Polícia Britânica (Escritório Independente de Conduta Policial, IOPC) que investigassem o caso, afirmou em comunicado na noite de sexta-feira.
Johnson, que sofreu várias derrotas políticas desde sua eleição para o cargo de primeiro-ministro no fim de agosto passado, foi prefeito de Londres entre 2008 e 2016.
Supostamente, graças à sua amizade com Johnson, Jennifer Arcuri pode participar de missões comerciais e se beneficiar de contratos de patrocínio que nem ela nem suas empresas poderiam ter desfrutado de nenhuma outra maneira, de acordo com o texto.
Especificamente, um contrato de patrocínio de 2013 no valor de 10 mil libras (mais de R$ 51 mil) e outro de 1.500 libras (cerca de R$ 7.600) em 2014 da empresa de Arcuri, Innotech.
Segundo o "Sunday Times", Jennifer Arcuri também teria recebido 15 mil libras (aproximadamente R$ 76.600) de fundos do governo em 2014, como parte de um programa para incentivar empreendedores estrangeiros a criar parcerias no Reino Unido; assim como 100 mil (mais de R$ 510 mil) libras no mesmo ano de fundos destinados a empresas britânicas.
Tanto Boris Johnson como Jennifer Arcuri negam qualquer irregularidade.
Source: G1
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1 a cada 16 mulheres nos EUA diz que a primeira experiência sexual com um homem foi forçada, sugere estudo de Harvard
Pesquisa foi publicada na segunda-feira (16). Os especialistas entrevistaram 13.310 mulheres no país, com idades entre 18 e 44 anos.
A primeira experiência sexual com um homem aconteceu de forma forçada ou coagida no início da adolescência de 1 em cada 16 mulheres nos Estados Unidos, sugere um estudo da Universidade de Harvard publicado na segunda-feira (16).
Os pesquisadores analisaram as respostas de 13.310 mulheres americanas, com idades entre 18 e 44 anos, à Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar entre os anos de 2011 e 2017. As experiências forçadas equivalem a estupro, dizem os autores, mas a pesquisa na qual se basearam não usou essa palavra na elaboração da pergunta.
As mulheres responderam à pergunta “você diria que essa primeira relação vaginal [com um homem] foi voluntária ou não voluntária, ou seja, você escolheu fazer sexo por vontade própria ou não?”
993 entrevistadas responderam que tiveram uma iniciação sexual forçada. Depois de ponderar (ou seja, aplicar pesos) às respostas, os pesquisadores estimaram que 6,5% das mulheres em todo o país - mais de 3,3 milhões - foram coagidas ou forçadas na primeira experiência sexual com um homem. Ou seja: 1 a cada 16 na faixa etária analisada.
"Qualquer encontro sexual (com penetração) que ocorra contra a vontade de alguém é estupro. Se alguém é verbalmente pressionado a fazer sexo, é tão estupro quanto", declarou a pesquisadora da Faculdade de Medicina de Harvard e primeira autora do estudo, Laura Hawks, à Associated Press.
As mulheres que foram forçadas à primeira experiência sexual tinham, em média, 15,6 anos quando isso aconteceu. Já os homens com quem tiveram os encontros sexuais tinham, em média, 27 anos.
"Estamos falando de meninas", disse Hawks. “Precisamos de uma mudança cultural dramática para garantir que as meninas estejam seguras em suas casas e escolas, que tenhamos um ambiente em que possam procurar ajuda quando necessário e que tenhamos recursos disponíveis para oferecer tratamento quando a violência ocorrer", escreveu a pesquisadora, por e-mail, à Reuters.
"Movimentos como o #MeToo começaram a conversa, mas, na minha opinião, temos muito trabalho a fazer para chegar a um lugar onde meninas e mulheres estão a salvo da violência sexual", completou a especialista.
Comparadas às mulheres que fizeram sexo voluntariamente em sua primeira experiência, as mulheres que foram forçadas tiveram quase duas vezes mais chances de ter uma gravidez indesejada em algum momento e 50% mais chances de fazer um aborto.
As mulheres que foram forçadas a fazer sexo pela primeira vez tinham menos probabilidade de ser brancas e de ter formação superior e mais probabilidade de ter nascido fora dos Estados Unidos e de ter renda abaixo do nível de pobreza.
Source: G1
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Abortos nos EUA caem ao menor nível desde a legalização, diz instituto
Levantamento mostra que número de procedimentos caiu para 826 mil em 2017 – o mais baixo desde 1973, quando a Suprema Corte dos EUA legalizou o ato.
O número de abortos feitos nos Estados Unidos caiu novamente, entre 2014 e 2017, e atingiu o menor nível desde que foi legalizado pela Corte Suprema, em 1973, segundo dados obtidos pelo Instituto Guttmacher.
Pouco mais de 862 mil abortos foram feitos em 2017, uma queda de 7% em relação a 2014, segundo o levantamento, que atribui a tendência ao progresso dos métodos anticoncepcionais.
Isto faz parte de uma longa tendência, recorda o Instituto. Em 2000, ocorreram 1,3 milhão de abortos nos Estados Unidos, contra 1,1 milhão em 2010.
Com 13,5 abortos induzidos por cada mil mulheres em idade reprodutiva, a taxa de abortos em 2017 atingiu seu nível mais baixo desde que a Corte Suprema decidiu, em 1973, que abortar era um direito das mulheres em todo o país.
Apesar das medidas restritivas adotadas por alguns estados conservadores do sul e do centro do país, que levaram ao fechamento de muitas clínicas, os responsáveis pela análise "não identificaram uma relação clara entre a variação do número de clínicas e o número de abortos".
Leis contra aborto avançam nos EUA
Desde o início deste ano, oito estados norte-americanos aprovaram leis que vetam ou restringem o acesso ao aborto, o que levantou diversas manifestações nos Estados Unidos. Em alguns casos, a proibição se estende inclusive a casos de estupro.
O Alabama adotou a lei mais rígida, que bane o aborto em quase qualquer situação — a única exceção é quando há risco de vida para a mulher. Mulheres que abortam não seriam processadas, mas médicos poderiam pegar até 99 anos de prisão. Foi sancionada no dia 15 de maio pela governadora, a republicana Kay Ivey.
Nos Estados Unidos, o direito ao aborto foi decidido em nível federal no caso "Roe v. Wade", de 1973. A Suprema Corte garantiu o direito ao procedimento até o chamado "ponto de viabilidade" do embrião — entre 24 e 28 semanas de gestação. Depois disso, considera-se que o feto pode sobreviver fora do útero da mulher, e o aborto pode ser feito se houver risco de saúde para ela.
Em 2016, durante a campanha presidencial, Donald Trump já havia indicado que pretendia indicar à Suprema Corte juízes a favor de derrubar a decisão em Roe. Mais recentemente, o presidente declarou que é contra o aborto, mas favorável a exceções em casos como estupro e incesto.
Source: G1
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Alemanha prepara lei para banir sacolas plásticas no comércio
Introdução de cobrança em 2016 reduziu drasticamente o consumo de sacolas por habitante no país. Agora, Ministério do Meio Ambiente também deseja banir completamente a venda a partir de 2020.
O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha anunciou nesta sexta-feira (06) elaborou um projeto de lei para proibir que supermercados e lojas do país ofereçam sacos plásticos descartáveis.
A medida também prevê a proibição até mesmo de sacos plásticos que são propagandeados como biodegradáveis e produzidos de outras fontes que não o petróleo.
A ministra do Meio Ambiente, Svenja Schulze, disse que prevê o projeto se torne lei ainda em 2020. "Acredito que temos o apoio do povo alemão", disse ela. "Chegou a hora de proibir as sacolas plásticas".
A política social-democrata disse ainda que o texto prevê que as empresas que violarem o novo regulamento podem ser multadas em até 100 mil euros.
Se o projeto vir a se tornar lei, está previsto um "período de transição" de seis meses que será usado para "distribuir e consumir o estoque restante de sacolas plásticas".
Schulze disse que o objetivo do projeto é deixar para trás "uma sociedade descartável e usar menos plástico".
Um acordo firmado com grandes empresas do varejo alemão em 2016 já foi bem-sucedido na redução do consumo de sacolas plásticas no país. Em muitas lojas, os consumidores agora precisam pagar para receber sacolas plásticas. Algumas redes também só oferecem sacos de papel.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, houve um declínio de 64% no uso de sacolas plásticas descartáveis na Alemanha desde 2015. Hoje, o consumo per capita anual é de 24 sacolas por habitante. Em 2000, era de 85. A atual marca já ultrapassou uma meta estabelecida pela UE que pretende baixar o consumo para 40 sacolas anuais por habitante do bloco até 2025.
Mas o projeto ainda não deve incluir as finas sacolas plásticas usadas para embalar frutas e legumes. O ministério disse que incluir essas sacolas finas na nova proibição poderia incentivar a indústria a vender os alimentos já embalados em plásticos, provocando ainda mais poluição.
Mas o anúncio da medida não agradou a todos. Ativistas ambientais afirmaram que o projeto ainda é muito tímido, e que seria preciso incluir taxas mais pesadas para desestimular o consumo de sacolas de papel.
Já representantes do varejo reclamaram que o novo projeto rompe o acordo firmado há poucos anos com o governo para fixar a cobrança pela sacolas plásticas.
"O varejo cumpriu sua palavra, mas o governo não", disse Stefan Genth, presidente da Associação de Varejistas Alemães (HDE, na sigla em alemão). Já a ministra da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, que é presidente da União Democrata-Cristã (CDU), o principal partido da coalizão de governo da Alemanha, ainda reluta em promover uma proibição das sacolas. Em agosto, ela disse que prefere incentivar reduções voluntárias no consumo de sacolas antes de impor o banimento.
"Se isso não funcionar, podemos conversar sobre proibições", disse ela. A proposta de proibir sacolas plásticas ocorre um no qual o Partido Social-Democrata (SPD) da ministra Schulze e a CDU têm perdido eleitores para o Partido Verde.
A União Europeia já prevê proibir itens de plástico descartáveis, como canudos, garfos e facas, a partir de 2021.
Source: G1
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Primeira parada do Orgulho Gay em Sarajevo reúne mais de 2 mil
Evento na capital da Bósnia protestou neste domingo contra 'ódio e isolamento' que atingem comunidade LGBT local; policiais protegeram manifestantes de ato contrário com 150 pessoas. País proíbe discriminação, mas não reconhece união entre pessoas do mesmo sexo.
Mais de 2 mil pessoas desfilaram neste domingo (8) na 1ª Parada do Orgulho Gay de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, para protestar "contra o ódio e o isolamento" que atingem a comunidade LGBT local.
Mais de 1.100 policiais bloquearam o centro da cidade horas antes do início do desfile, para proteger os manifestantes de um protesto contrário com 150 participantes.
Agitando bandeiras nas cores do arco-íris, membros da comunidade LGBT e simpatizantes de Sarajevo percorreram 1,5 km. O ponto de partida foi um monumento dedicado à libertação da cidade no fim da Segunda Guerra Mundial, e o trajeto terminou em frente ao Parlamento.
"Obrigada por terem marchado conosco hoje! Obrigada por, conosco, terem feito deste um momento histórico para a Bósnia!", agradeceu à multidão Dajna Bakic, uma das organizadoras do evento.
"Hoje, proclamamos com mais força do que antes que lutaremos com valentia e dignidade por nossas vidas libertadas do medo e da violência", declarou outra ativista, Lejla Huremovic. Seu companheiro, Branko Culibrk, desejou "uma sociedade em que nos oponhamos juntos à violência, ao ódio, ao isolamento e à homofobia".
Embaixadores de países ocidentais, como Estados Unidos, Itália e Grã-Bretanha, assistiram ao desfile.
Sarajevo era a única capital dos Bálcãs que ainda não havia organizado uma parada do Orgulho Gay. Em 2008 e 2014, islamitas radicais e opositores violentos agrediram participantes de um festival gay.
A Bósnia-Herzegovina, país de 3,5 milhões de habitantes, proíbe oficialmente qualquer discriminação baseada em orientação sexual, mas não reconhece a união entre pessoas do mesmo sexo. Alguns partidos políticos, representantes muçulmanos e associações muçulmanas se opuseram à realização do desfile. Mais de 80% dos 340 mil habitantes de Sarajevo são muçulmanos.
Source: G1
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Menino de 6 anos que economizava para ir à Disney usa o dinheiro para dar comida a vítimas do furacão Dorian
Ele acabou ganhando uma viagem surpresa ao parque.
Jermaine Bell, de 6 anos, estava economizando para passar seu sétimo aniversário na Disney com a família. Depois que o furacão Dorian atingiu os Estados Unidos, entretanto, ele decidiu que usaria o dinheiro para comprar comida para as vítimas.
O menino esvaziou o porquinho que tinha em casa, comprou centenas de cachorros-quentes e os serviu, de graça, às pessoas que tinham ficado desabrigadas pelo furacão e passavam pela cidade onde estava com a avó - a pequena Allendale, na Carolina do Sul.
Ele abriu um carrinho de cachorro-quente ao lado de uma estrada movimentada na cidade e ofereceu água, batatas fritas e orações aos que escapavam da costa do estado.
"Eu queria que as pessoas que estão viajando para outros lugares tivessem alguma coisa para comer -para que pudessem aproveitar o passeio até o local onde ficarão", contou Jermaine a uma afiliada da rede de televisão CNN. Ocupando o posto sombreado em um avental improvisado, Jermaine serviu mais de 100 pessoas na segunda-feira (2), seu primeiro dia de "trabalho". Ele disse à CNN que serviu "muito" mais desde então.
A avó de Jermaine, Aretha Grant, disse que viu o neto rezar com uma família que não sabia como a casa deles aguentaria a tempestade.
"Estou muito orgulhosa", disse Aretha à CNN. "Sabíamos que Jermaine era muito especial, mas não sabíamos que ele era especial por ser tão generoso assim."
Jermaine disse que continuará cozinhando durante toda a semana até que as pessoas estejam seguras novamente, em casa.
"Eu só queria ser generoso", disse o menino.
Viagem surpresa
E, mesmo que a generosidade de Jemaine não tivesse como objetivo algo em troca, ele acabou ganhando algo: uma viagem surpresa à Disney.
No dia do aniversário dele, funcionários do parque apareceram do lado de fora do prédio em que ele dava uma entrevista ao programa "Good Morning America" para lhe entregar presentes de aniversário. Ele até ganhou um abraço do próprio Mickey.
"Quando Mickey saiu, fiquei muito feliz", disse Jermaine, em um vídeo publicado pela Disney no YouTube. Jermaine e sua família visitarão os parques de Orlando ainda este mês, quando ele não estiver na escola. Mas saber que ele ajudou centenas de pessoas faz valer a pena esperar.
"Nunca em um milhão de anos poderíamos ter imaginado algo assim dele, ter uma ideia para ajudar outra pessoa", disse a mãe do menino, Lauren, no vídeo publicado no canal da Disney.
E o que o menino aprendeu com tudo isso?
"Seja forte e, se você fizer boas coisas, será recompensado", disse Jermaine.
Source: G1
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Queimadas na Amazônia são discutidas no Congresso dos EUA
Três especialistas falaram com deputados americanos sobre as razões do desmatamento e queimadas na Amazônia e o que o governo brasileiro tem feito.
As queimadas na Amazônia foram debatidas no Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos na manhã desta terça (10).
A Casa é controlada pelo Partido Democrata, de oposição ao presidente Donald Trump.
Uma das convidadas foi a economista Monica de Bolle.
“Incêndios na Amazônia no Brasil representam um fracasso de política, na medida em que as agências públicas que devem frear queimadas iniciadas pelas pessoas foram deliberadamente enfraquecidas”, ela disse.
Os incêndios acontecem todos os anos, afirmou, mas o número aumentou em 2019.
“As queimadas não são só uma tragédia, mas uma oportunidade para o Brasil e os EUA pararem de negar a mudança climática e cooperarem para preservar a floresta amazônica e encontrar maneiras de usar seus recursos naturais de uma forma sustentável”, falou De Bolle.
Dan Nepstad, do Earth Innovation Institute, que viveu no Brasil, na cidade de Paragominas, para sua pesquisa de doutorado, disse que a Amazônia é importante por conta de seu papel no sistema global de clima.
A situação atual é grave, mas não é inédita, de acordo com ele. “Há muitas queimadas, mas não é um ano sem precedente. Muitos dos fogos são persistentes na mesma posição –há queimada de trechos de floresta que já estavam derrubadas”. O Brasil, de acordo com ele, não foi devidamente recompensado por atingir algumas metas de preservação, e isso causa uma frustração entre governadores do país.
Ele ainda disse que não é o momento para sair de acordos comerciais e sinalizar ao Brasil que se o país parar de desmatar, haverá benefícios, o que precisa se traduzir em ganhos financeiros.
Por, o ex-diplomata americano William Millan, diretor de uma fundação para a conservação ambiental, disse que cerca de 20% da floresta já foi desmatada.
Isso acontece na América do Sul como um todo, disse ele, mas, no Brasil, é mais intenso.
É uma indicação de que há políticas que podem ser reforçadas, e que isso depende de vontade do governo.
Source: G1
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No México, dinheiro da venda de mansão de traficante vai para atletas do Pan
Cerca de R$ 21 milhões serão distribuídos aos 541 atletas do país que participaram dos Jogos Pan-Americanos Lima-2019. Imóvel leiloado pertencia a empresário de origem chinesa que foi extraditado aos EUA, acusado de liderar quadrilha que fabricava pseudoefedrina.
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta segunda-feira (12) que os US$ 5,25 milhões (cerca de R$ 21 milhões) obtidos na venda de uma mansão que pertencia a um empresário acusado de narcotráfico serão destinados aos 541 atletas do país que participaram dos Jogos Pan-Americanos Lima-2019.
O imóvel leiloado no domingo pertencia ao empresário de origem chinesa Zhenli Ye Gon, que ficou conhecido em 2007 após a polícia encontrar na sua residência US$ 205 milhões em notas, escondidos em um cômodo.
Ye Gon, extraditado para os Estados Unidos, foi acusado pelas autoridades mexicanas de ser líder de uma quadrilha dedicada à fabricação de pseudoefedrina, um elemento utilizado produção da metanfetamina.
O leilão de bens de narcotraficantes faz parte da política do governo mexicano de "devolver ao povo o que lhe foi roubado", afirmou Obrador.
A mansão foi comprada por um empresário mexicano e será destinada à uma fundação que apoia jovens atletas do país.
O México terminou em terceiro lugar no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima, atrás de Estados Unidos e Brasil, com 37 medalhas de ouro, 36 de prata e 63 de bronze.
Source: G1
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Brexit sem acordo pode abalar abastecimento de remédios na Europa
Cerca de 45 milhões de pacotes de remédios são enviados do território britânico para o resto do bloco a cada mês. Controles alfandegários adicionais em portos e outras fronteiras podem atrapalhar suprimentos de remédios e de compostos químicos necessários para produzi-los, dizem agências reguladoras e representantes da indústria.
Com a aproximação do prazo de 31 de outubro para o Reino Unido se separar da União Europeia, profissionais de saúde alertam que a escassez de alguns remédios pode se agravar na Europa no caso de uma desfiliação sem acordo.
Na semana passada, o lobby de alimentos e bebidas britânico avisou que o país sofrerá com a falta de alguns alimentos frescos se houver um Brexit caótico sem acordo. Empresas farmacêuticas expressaram temores semelhantes a respeito de medicamentos, e algumas providenciaram transporte aéreo para seus suprimentos se for necessário.
Mas o impacto sobre os suprimentos médicos também será sentido fora do Reino Unido. Cerca de 45 milhões de pacotes de remédios são enviados do território britânico para o resto do bloco a cada mês, um comércio de valor aproximado de US$ 14,5 bilhões em 2016, de acordo com um relatório do Parlamento britânico.
Especialistas dizem que alguns transtornos serão inevitáveis se o Reino Unido deixar a UE sem um pacto. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem dito que tirará a nação do bloco em 31 de outubro sem um acordo se a UE se recusar a negociar um novo pacote de separação.
Alguns remédios podem não ter a aprovação regulatória necessária para continuar sendo enviados do Reino Unido até essa ocasião. Cerca de um bilhão de pacotes vão em uma direção ou na outra a cada ano, mostram dados da indústria.
Controles alfandegários adicionais em portos e outras fronteiras entre o Reino Unido e a UE também podem atrapalhar os suprimentos de remédios e dos compostos químicos necessários para produzi-los, disseram agências reguladoras e representantes da indústria.
"Apesar da preparação intensiva da indústria para todas as situações, um Brexit sem acordo cria o risco de transtornos no suprimento de remédios" em toda a UE, disse à Reuters Andy Powrie-Smith, autoridade da Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas.
A Agência Europeia de Remédios (EMA, na sigla em inglês), a entidade reguladora de medicamentos da UE, disse que o bloco está bem preparado para o Brexit e já finalizou as autorizações de quase todos os 400 remédios sob sua supervisão que exigem liberações adicionais por causa da saída iminente do Reino Unido.
Mas ainda faltam autorizações para três medicamentos que precisam de licenças com abrangência em toda a UE, disse uma autoridade da EMA sem identificá-los.
Outros remédios essenciais também poderiam ser bloqueados por causa de obstáculos regulatórios em resultado do Brexit, apontam dados da EMA.
A agência é o único organismo que pode autorizar vendas de novos remédios para tratamento das doenças mais comuns e mais graves, como câncer, diabetes e gripe, nos 28 países da UE.
Source: G1
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Papa autoriza auditores externos no Banco do Vaticano
Instituição financeira da Santa Sé tem sido acusada de corrupção e lavagem de dinheiro. Novos estatutos anunciados por Francisco alteram estrutura do banco e permitem auditoria por pessoa física ou jurídica designada
O papa Francisco renovou os estatutos do Instituto para Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, introduzindo a figura de um auditor externo de contas, dentro das normas internacionais, informou a Santa Sé neste sábado (10).
O órgão, instituído em 1942 por Pio 12, garante a custódia e a administração dos bens imóveis transferidos e doados ao IOR por pessoas físicas e jurídicas, destinados a obras de caridade, além de administrar contas bancárias de funcionários e autoridades do Vaticano.
No passado, ele enfrentou acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Seus clientes incluem instituições católicas, funcionários do Vaticano e embaixadores da Santa Sé, entre outros.
Numa disposição, o papa renovou por dois anos os estatutos do IOR, aprovados em 1990 por João Paulo 2º. Entre as principais novidades está a implantação da figura de um auditor externo, que poderá ser uma pessoa física ou jurídica, eliminando os três auditores internos, cujos cargos eram renováveis.
O novo auditor estará apto a solicitar da instituição financeira qualquer informação potencialmente útil para suas atividades de supervisão, além de conferir se os balancetes do banco estão conformes com os padrões internacionais.
Com a renovação dos estatutos, os órgãos do IOR terão quatro órgãos: a Comissão de Cardeais, composta por cinco prelados designados por Francisco; o Conselho de Superintendência, que passa de cinco para sete integrantes; o Prelado; e o Conselho de Administração, com a figura de um diretor-geral.
O responsável por este último pode ser nomeado por cinco anos, com uma única renovação, ou ter mandato sem prazo definido, porém a idade máxima para o cargo é de 70 anos.
A Comissão de Cardeais será responsável por nomear os auditores, que atuarão pelo período de três exercícios financeiros consecutivos, em mandato a ser renovado apenas uma vez.
Desde que assumiu, em 2013, Francisco tem condenado severamente as atividades financeiras ilícitas. A partir daquele ano, o Banco do Vaticano divulga anualmente seus balanços. Em junho ele publicou os resultados econômicos de 2018, apontando um lucro de 17,5 milhões de euros (R$ 77,2 milhões), uma queda de 45% em relação aos 12 meses anteriores.
Source: G1
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Ativistas protestam contra encontro de extrema-direita em Lisboa
Conferência organizada pela Nova Ordem Social de Portugal atraiu representantes da extrema-direita de vários países da Europa
Centenas de ativistas marcharam por algumas das principais ruas de Lisboa, neste sábado (10), em protesto contra uma conferência de grupos de extrema-direita, organizada pela Nova Ordem Social de Portugal, que atraiu por volta de 65 pessoas de vários lugares da Europa.
A reunião foi realizada em uma sala de conferência no hotel lisboeta Sana, onde a maioria dos assentos estava vazia, sinalizando a falta de popularidade da extrema-direita no país. Portugal é um dos quatro países na Europa que não tem um partido político de extrema-direita no Parlamento.
Enquanto a conferência acontecia, manifestantes carregando cartazes antinazistas marchavam em um protesto apoiado por partidos de esquerda, incluindo os comunistas e o Bloco de Esquerda, que apoiam o governo dos socialistas no Parlamento.
“Não deveria ser aceitável, em nosso país, autorizar eventos que possam reunir movimentos que são xenofóbicos, racistas e abertamente fascistas”, disse à Reuters a parlamentar do Bloco de Esquerda, Isabel Pires.
O governo, liderado pelo primeiro-ministro António Costa, tem sido criticado por organizadores dos protestos por permitir a conferência, que reuniu membros de vários grupos europeus, incluindo o alemão Die Rechte e o Partido Nacionalista Francês.
Durante a conferência, Mário Machado, líder da Nova Ordem Social, disse à Reuters: “Não queríamos ficar fora de um movimento internacional acontecendo na Europa.”
Machado foi libertado da prisão em 2017 depois de passar uma década atrás das grades por crimes que incluíam discriminação racial e posse de armas ilegais.
Source: G1
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Na Espanha, diferentes segmentos da esquerda negociam para formar coalizão
Sem um acordo que garanta uma maioria no Parlamento, o líder recém-eleito Pedro Sánchez será obrigado a convocar um novo pleito.
O Partido Socialista Espanhol negocia com outra frente de esquerda, a Unidas Podemos (UP) uma possível coalizão no Parlamento espanhol que possibilite formar uma maioria e formar o governo.
É uma tentativa de chegar a um entendimento até a quinta-feira (25) que possa garantir a investidura do socialista Pedro Sánchez como presidente do governo espanhol.
Se a esquerda não conseguir formar uma coalizão, Sánchez terá dois meses para tentar novamente, caso contrário, novas eleições legislativas, a quarta em quatro anos, serão realizadas em 10 de novembro. A menos de 24 horas para que a Câmara dos Deputados vote pela segunda vez a posse do líder socialista, as equipes negociadoras dão informações a conta-gotas.
Unidas Podemos quer ministérios
Os membros do UP denunciaram que haviam sido vetados na negociação os chamados ministérios de Estado –Exteriores, Interior, Justiça, Defesa.
O principal negociador do Podemos, Pablo Echenique, se reuniu com a vice-presidente, Carmen Calvo.
A negociação avança com bastante dificuldade, segundo fontes do Podemos, que lamentaram que os socialistas não estão dispostos a compartilhar qualquer pasta social.
Fracasso na primeira tentativa
O Parlamento espanhol rejeitou em uma primeira votação, na terça-feira (23), a posse de Sánchez.
Sánchez, atual líder em exercício espanhol, obteve 124 votos a favor, 170 contra e 52 abstenções, longe da maioria absoluta de 176 dos 350 deputados de que precisava.
O resultado da primeira votação era esperado. Na véspera, houve um debate com troca de críticas e de ameaças entre Sánchez e Pablo Iglesias, líder do UP.
A segunda votação acontecerá na quinta-feira (25).
O Partido Socialista (PSOE) precisa do apoio de mais 41 deputados do UP e também de partidos regionais, incluindo separatistas catalães.
Uma das exigências dos socialistas que foi aceita pelo outro grupo de esquerda foi aceita: Pablo Iglesias não terá um cargo no governo.
Como em 1936
Ainda há a questão catalã.
O separatista catalão Gabriel Rufian, cujo grupo deve se abster para permitir que Pedro Sánchez seja reconduzido, acusou-o de ter sido "irresponsável e negligente".
Pedro Sánchez é contrário à principal exigência dos separatistas: um referendo de autodeterminação na Catalunha.
Se alcançarem a esquerda chegar a um acordo, a Espanha terá seu primeiro governo de coalizão à esquerda desde 1936, quando eclodiu a guerra civil.
Source: G1
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Presidenciável Kamala Harris lança projeto para descriminalizar maconha nos EUA
Harris apresentou projeto no Senado simultaneamente ao também democrata Jerrold Nadler, que lançou um semelhante na Câmara. Plano prevê ainda cancelar condenações passadas e utilizar verba obtida com a venda de cannabis para investir em comunidades prejudicas pela 'guerra às drogas'.
A pré-candidata democrata à Casa Branca Kamala Harris apresentou um projeto de lei no Senado nesta terça-feira (23) para descriminalizar a maconha a nível federal, cancelar condenações passadas e utilizar a verba obtida com a venda de cannabis para investir em comunidades há muito tempo prejudicas pela "guerra às drogas", que já dura décadas.
Harris, senadora pela Califórnia e ex-procuradora geral do Estado, apresentou o projeto ao mesmo tempo que o deputado democrata Jerrold Nadler, de Nova York, que introduziu o projeto na Câmara. Ambos integram os comitês Judiciários de suas respectivas Casas Legislativas.
Detalhes do projeto de lei de Harris e Nadler foram disponibilizados à Reuters pelo gabinete de Harris no Senado.
"Os tempos mudaram, a maconha não deveria ser um crime", disse Harris em nota. "Precisamos começar a regulamentar a maconha, e reverter condenações ligadas à maconha dos registros de milhões de americanos para que possam continuar com suas vidas."
Nadler disse em nota que embora Estados norte-americanos já tenham legalizado o uso de maconha, pessoas com condenações criminais no passado "ainda enfrentam uma cidadania de segunda classe" no país e que "a aplicação de leis ligadas à maconha com motivação racial impactou desproporcionalmente as comunidades de cor".
Harris disse que a legislação, se aprovada, seria um "passo importante em direção à justiça racial e econômica".
Source: G1
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Empresa aérea da Holanda provoca polêmica após pedir que mães se cubram para amamentar
Após um incidente em um voo entre São Francisco para Amsterdã, empresa reiterou que pede para que mães se cubram para 'garantir que passageiros de todos as origens se sintam cômodos a bordo'.
A KLM, companhia aérea da Holanda, passou a pedir às mães que se cubram enquanto amamentam seus filhos durante o voo para "garantir que passageiros de todos as origens se sintam cômodos a bordo".
Em resposta a uma pergunta de uma usuária sobre a política da companhia aérea para a lactação materna em uma rede social, a companhia afirmou que é permitido amamentar nos voos, mas que, às vezes, é necessário pedir às mães que se cubram "caso outros passageiros se ofendam com isso". A primeira denúncia sobre esta política foi feita no começo da semana por uma mãe do estado americano da Califórnia, em uma mensagem que foi bastante compartilhada. Ela relatou que, em um voo de São Francisco para Amsterdã, amamentou sua filha de um ano.
"Antes de decolar, uma aeromoça se aproximou com uma manta e me disse que se desejasse continuar, precisaria me cobrir. Eu me neguei porque minha filha não gosta de ser coberta, e isso a incomodaria quase tanto como não dar o peito", continuou a mulher.
Angel apresentou uma queixa formal à KLM e a resposta foi que "a reação desta aeromoça está em linha com a política da companhia", o que levou a mãe a publicar a denúncia e a resposta da companhia holandesa.
A mãe lamentou que a companhia aérea "prefira manter valores antiquados que envergonham os corpos das mulheres" e pediu a outras mães que não voem com a KLM se pretendem amamentar seus filhos durante a viagem.
Origens de passageiros motiva a aérea a pedir para que mães se cubram
Um porta-voz da companhia ressaltou que a companhia aérea internacional transporta "passageiros com uma variedade de origens" e garantiu que "se queixam com o pessoal" da cabine se virem uma mãe amamentar.
"Para manter a paz a bordo, em tais casos, tentaremos encontrar uma solução aceitável para todos e que mostre respeito à comodidade e ao espaço pessoal de todos. Isso pode incluir pedir a uma mãe que cubra seu peito", acrescentou o porta-voz.
Desde quarta-feira (17), a companhia recebe uma chuva de críticas nas diferentes redes sociais, na maioria exigindo transferir a outro assento o passageiro que se queixe e não a mãe que está amamentando o bebê, e lamentando que a companhia "não apoie" a lactação materna.
Como gesto de protesto, dezenas de mulheres de diferentes países estão compartilhando fotografias amamentando seus filhos em respostas a mensagens da conta oficial de uma rede social da KLM
Source: G1
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Nº de americanos que acreditam na igualdade de gênero sobe de 35%
Estudo analisou respostas de 30 mil residentes dos EUA e mostra que as mulheres tendem cada vez mais a ser vistas como tão competentes e iguais aos homens.
Subiu o número de americanos que acredita na igualdade de gênero. Em sete décadas, a percepção sobre igualdade entre homens e mulheres saltou de 35% para 86%, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pela revista "American Psychologist".
"Identificamos mudanças dos papéis sociais, desafiando as ideias tradicionais de que os estereótipos de homens e mulheres são fixos. Como os papéis foram mudando, mudaram-se também as impressões", disse em nota Alice Eagly, autora do estudo.
O levantamento analisou, ao todo, 16 pesquisas de opinião publicadas durante as sete décadas. Foram feitas enquetes com mais de 30 mil residentes dos EUA.
Algumas coisas não mudam
Apesar da crescente percepção de igualdade de gêneros, não foi identificada uma mudança na percepção de características "masculinas" e "femininas". A pesquisa não vê mudanças significativas no entendimento de que mulheres seriam mais sensíveis e homens, mais ambiciosos e agressivos.
"Observar as diferenças nos papéis esperados tanto para mulheres quanto para homens faz com que as pessoas atribuam diferentes características a eles. Os estereótipos de gênero refletem a posição social de ambos", diz a pesquisadora.
Mercado de trabalho
Para Eagly, a mudança da percepção sobre as competências estaria relacionada, em parte, às transformações sociais facilitadas pelo mercado de trabalho. A participação das mulheres na força laboral aumentou de 32% em 1950 para 57% em 2018, enquanto a participação masculina caiu de 82% para 69%.
"As mulheres também estudam mais. Há mais mulheres na graduação, no mestrado e no doutorado. diz Eagly. "Mas elas passam aproximadamente duas vezes mais tempo cuidando da casa e dos filhos que os homens." Segundo o estudo, impressão favorável sobre a competência está diretamente relacionada ao trabalho e aos estudos, mas a segregação dos trabalhos domésticos é responsável pelo entendimento de que mulheres são menos ambiciosas e mais doces que os homens.
A pesquisadora explica que é por conta desta percepção que as trabalhadoras costumam ocupar posições que não exigem comportamentos analíticos, matemáticos e técnicos, consideradas no imaginário popular como mais "masculinas".
Source: G1
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ONG voltará a resgatar migrantes no mar Meditarrâneo
ONG voltará a resgatar migrantes no mar Mediterrâneo do Interior e das Relações Exteriores de 15 países europeus em Paris para discutir como receber migrantes.
A ONG SOS Mediterranée, em colaboração com Médicos Sem Fronteiras (MSF), retornou ao mar sete meses após a imobilização de seu navio Aquarius para socorrer os migrantes no Mediterrâneo, apesar da recusa dos portos europeus de aceitar navios humanitários.
O navio Ocean Viking, com bandeira norueguesa, dirige-se desde 18 de julho "para o Mediterrâneo para liderar uma nova campanha de salvamento no Mediterrâneo central" - a rota marítima migratória mais mortífera -, anunciou a ONG em um comunicado.
"O navio vai patrulhar o Mediterrâneo central, de onde vem o maior número de pedidos de ajuda, mas sem nunca entrar nas águas territoriais líbias", informou Frédéric Penard, diretor de operações da SOS Mediterranée.
"Nossa presença no mar é para salvar vidas. Esperamos que os Estados nos entendam e se juntem a nós, porque não há outra solução", afirmou.
Para ele, dizer que são as embarcações de salvamento que incitam as travessias é falso. "Mesmo sem os navios, as saídas continuam."
Pelo menos 426 pessoas morreram tentando atravessar o Mar Mediterrâneo desde o início do ano, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O último naufrágio ao largo da costa da Tunísia causou 60 mortes.
Depois de quase três anos no mar, o Aquarius, que resgatou 30 mil migrantes, teve que cessar suas atividades em dezembro de 2018, depois de ter sido privado de sua bandeira de Gibraltar e depois do Panamá.
O Ocean Viking, de 69 metros de comprimento, foi construído em 1986 para a assistência a plataformas de petróleo. Mais de trinta pessoas estão a bordo. A capacidade de recepção não foi especificada.
Cada dia no mar custa 14 mil euros, segundo a ONG, que pede doações.
A nova campanha começará quase um mês após a detenção do Sea Watch 3, barco fretado pela ONG alemã Sea Watch, e de sua capitã Carola Rackete na Sicília, um aviso das autoridades italianas às embarcações humanitárias.
A Itália denuncia que não há "partilha dos encargos" na União Europeia (UE), que a deixa sozinha na linha de frente da recepção dos migrantes. "Chega das decisões tomadas apenas em Paris e Berlim. A Itália não está mais disposta a aceitar todos os migrantes que chegam à Europa", declarou neste domingo (21) o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini.
A Europa parece incapaz de chegar a um acordo. Uma nova reunião de ministros do Interior e das Relações Exteriores de 15 países europeus está programada para segunda-feira (22) em Paris.
Source: G1
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Fórum Mundial de Café alerta sobre impacto de mudanças climáticas e sugere fundo global de investimento
Evento com foco em produtores pelo mundo reuniu cerca de 1,5 mil participantes de 30 países em Campinas (SP). Economista e professor da Universidade de Columbia divulgou estudo sobre desenvolvimento sustentável e destacou situação de risco para países produtores de café.
A diversidade na produção de café pelo mundo está ameaçada pelo aquecimento global. O alerta foi feito durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café realizado em Campinas (SP). Economista e professor da Universidade de Columbia (EUA), Jeffrey D. Sachs divulgou, nesta quarta-feira (10), estudo sobre o panorama mundial do setor e ressaltou o risco de extinção de áreas de plantio devido ao aumento nas temperaturas.
Sachs se surpreendeu ao ver que o Brasil e o Vietnã são responsáveis por aproximadamente 50% da produção mundial de café, enquanto outros países produtores sofrem com a falta de pesquisas, estrutura e políticas sociais. Por terem menos acesso à informação e investimentos, são os mais vulneráveis diante de cenários de crise e mudanças climáticas.
E estão mais distantes de um desenvolvimento sustentável, que contribua para a redução de problemas ambientais causados, por exemplo, pela poluição química.
"As regiões produtoras estão passando por significativo aumento das temperaturas, 0,2ºC por década. Nos últimos dez anos, 0,3ºC. Estamos colocando tanto dióxido de carbono que estamos acelerando o processo. Áreas não conseguirão mais produzir café com aumento de 2ºC. Muitos países vão sair da região produtora", alerta.
Neste cenário futuro, o Brasil, o Vietnã e todos os demais países perdem com o aumento do custo para produzir em tais condições. "O Brasil está extremamente vulnerável ao aquecimento global porque é uma das potências agrícolas mais importante do mundo", afirma. E os mais "fracos" tendem a perder produtividade.
Para "salvar" esses países - e com eles uma variedade abundante de tipos de café - o economista conclui que a criação de um fundo global de café possa ser a saída para aumentar a produtividade mundo afora e garantir pressão política no combate ao aquecimento da temperatura, que já atinge os agronegócios em âmbito internacional.
"O setor do café tem desafios gigantes para atingir o desenvolvimento sustentável. Existe uma falta de acesso a serviços sociais básicos, crianças não estão na escola, o cuidado com saúde não é adequado, e estão sentindo as consequências das mudanças climáticas. O quebra-cabeças é como levar recursos às regiões produtoras de café, especialmente as de baixa renda", explica.
"O setor vai passar por um efeito negativo diante das mudanças climáticas globais. Países precisam ter voz para protestar contra quem não está fazendo a sua parte", completa Sachs.
O economista atua como diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Instituto de la Tierra da Universidade de Columbia e por cerca de 30 anos trabalhou angariando dinheiro para fundos em diversas áreas, inclusive como consultor da Organização das Nações Unidas (ONU).
Source: G1
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Prefeitura de Barcelona lança aplicativo contra agressão de mulheres e transexuais nas ruas
A prefeitura de Barcelona acaba de lançar um aplicativo para contribuir na luta contra as agressões sexuais nos espaços públicos da cidade. O sistema visa ajudar principalmente mulheres e transexuais vítimas de assédio e violência nas ruas.
Gratuito, anônimo e munido de um dispositivo de geolocalização, o aplicativo BCN anti-masclista (Barcelona anti-machista) permite que as vítimas alertem, de forma confidencial, qualquer tipo de agressão nos espaços públicos.
O sistema não foi criado para intervenções urgentes, em tempo real, e sim como uma ferramenta para ajudar a prefeitura a mapear as agressões e casos de assédio na cidade para tentar, em seguida, erradicá-los. Mas o aplicativo propõe que cada denúncia seja seguida de uma queixa na polícia. Além disso, também é possível, a partir do dispositivo, ligar para o 112, número local dos serviços de socorro.
O aplicativo tem como objetivo ajudar não apenas os moradores, mas também as pessoas que estão de passagem por Barcelona, a trabalho ou passeio. Por essa razão, o sistema é disponível em catalão, espanhol e inglês.
Espanhóis cada vez mais feministas
A prefeitura espera sensibilizar a população, incitando os moradores a testemunharem. Além disso, as autoridades esperam, graças aos dados recolhidos, melhorar a organização do espaço urbano, aumentando, por exemplo, a iluminação pública em zonas mais sensíveis.
A Espanha tenta manter a boa reputação que conquistou nos últimos anos em termos de igualdade de direitos. O país é o único membro da OCDE com um governo composto por mais mulheres do que homens. No caso de Barcelona, em quatro anos a prefeitura dobrou seu orçamento dedicado à luta contra violências de gênero.
Segundo uma pesquisa recente, 63% dos espanhóis se dizem feministas.
Source: G1
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Socialista italiano é eleito para presidência do Parlamento Europeu
David-Maria Sassoli vai liderar a organização pelos próximos dois anos e meio.
O socialista italiano David-Maria Sassoli foi eleito, nesta quarta-feira (3), para a presidência do Parlamento Europeu pelos próximos dois anos e meio. Esta foi a última rodada de nomeações para os principais cargos do bloco depois das eleições, realizadas em maio com países da União Europeia.
A eleição de Sassoli para o papel, que é predominantemente cerimonial, seguiu a decisão de terça-feira (2) dos 28 governos do bloco para nomear a conservadora alemã Ursula Von der Leyen como presidente da Comissão Europeia e a francesa Christine Lagarde como chefe do Banco Central Europeu.
O italiano, de 63 anos, é um ex-jornalista de Florença e legislador no Parlamento há uma década. Ele substitui outro político italiano, o conservador Antonio Tajani, que era o líder desde 2017.
Em seu discurso inaugural, Sassoli instou os europeus a combater o "vírus" do nacionalismo extremo e pediu uma reforma das regras da UE sobre migração e asilo político.
Ele foi eleito após duas rodadas de votação, obtendo 345 votos na assembleia de 751 membros. Afirmou que as negociações com o Reino Unido sobre o Brexit devem ser feitas com "bom senso e espírito de diálogo e amizade".
"Para nós, é doloroso conceber Londres longe de Paris, Madrid, Berlim, Roma", declarou Sassoli. O apoio do Parlamento é necessário para finalizar o acordo sobre a saída dos britânicos da UE.
Source: G1
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Jornalista do New York Times lista as 7 regras das fake news
Editor que estudou campanha de desinformação feita pela União Soviética contra os EUA diz que táticas se repetem com novas tecnologias
As campanhas de desinformação com o uso de fake news acontecem pelo menos desde os anos 80 e têm técnicas parecidas, mudando apenas a tecnologia. É o que defende o jornalista do "The New York Times" Adam Ellick, criador da série de vídeos “Operação Infektion”, que mostrou as táticas do governo soviético para criar informações falsas sobre os Estados Unidos pelo mundo durante a Guerra Fria.
Ellick participou na última sexta-feira (28) do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, e listou os 7 “mandamentos” das fake news. As táticas incluem intensificar polarizações na sociedade, criar mentiras recheadas de dados verdadeiros e ser paciente, já que as campanhas dão mais resultado no longo prazo (veja detalhamento abaixo).
“Já detectamos essas técnicas em dezenas de campanhas pelo mundo ao longo dos anos. Se alguém que desinformar, normalmente adota algumas ou todas elas”, disse ao R7.
Vencedor de alguns dos principais prêmios do jornalismo, como Pulitzer e Emmy, por seus trabalhos como correspondente internacional, o jornalista afirma que as campanhas de desinformação atingem todas as correntes ideológicas. O uso do Whatsapp como ferramenta de disseminação no Brasil é semelhante ao uso de outros aplicativos em outros países, explica.
Em seus documentários, Ellick entrevistou ex-agentes da KGB que relataram as táticas de desinformação. Uma das principais ações do órgão de inteligência soviético foi espalhar a informação de que os EUA tinham produzido o vírus da Aids em laboratório como arma de guerra. A estratégia durou seis anos e alcançou cerca de 200 publicações em 80 países.
O jornalista citou também como exemplo de campanha de fake news a informação que tomou conta dos veículos e das redes sociais em 2016, durante a campanha presidencial americana, dando conta de que a candidata Hillary Clinton seria líder de uma rede de prostituição e tráfico infantil. Os abusos aconteceriam no porão de uma pizzaria, e o caso ficou conhecido como “Pizzagate”.
Veja abaixo os sete mandamentos das fake news listados por Ellick:
1 – Divisões na sociedade – o interessado em produzir uma campanha de desinformação procura intensificar a polarização em assuntos que são considerados “feridas” na sociedade. Pode por exemplo explorar divisões econômicas, sociais, demográficas, linguísticas, regionais, étnicas etc. O objetivo é realçar essas diferenças, aumentar o nível de tensão e fazer com que um grupo confie cada vez menos no outro. 2 - Inventar uma grande mentira – criar fatos que chamem a atenção e que possam parecer absurdos à primeira vista, mas que diminuem o nível de desconfiança justamente por serem algo que as pessoas acham que ninguém inventaria. 3 – Misturar com a verdade – a estratégia é “rechear” o fato mentiroso com vários pequenos dados verdadeiros que dão credibilidade ao tema e podem ser destacadas caso o fato seja questionado. 4 – Esconder a origem – é preciso fazer as notícias circularem sem que seu autor real seja conhecido. 5 – Encontrar “idiotas úteis” – é como o jornalista define pessoas que vão se encarregar de espalhar as fake news. 6 – Negar - caso o responsável por criar a fake news seja acusado de ser o autor do fato, a estratégia é negar até o fim. 7 – Trabalho de longo prazo – Trata-se de uma campanha para aos poucos mudar a percepção das pessoas sobre a realidade. A conta-gotas, com base na ideia de que muitos fatos acumulados ao longo de um período maior têm maior impacto nas opiniões, diferentemente de fatos isolados e sem continuidade.
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G20: Líderes dos Brics afirmam estar comprometidos com os objetivos do Acordo de Paris
Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (28), durante reunião das maiores economias do mundo, líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul mantiveram compromisso com as metas estabelecidas no pacto, que visam a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC.
Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados Brics, divulgaram, nesta sexta-feira (28), uma nota conjunta na qual se comprometem a implementar medidas para atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris, que visam a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.
O anúncio foi feito durante o encontro do G20, no Japão, que reúne as maiores economias do mundo.
No documento, os países afirmam estar "comprometidos com a plena implementação do Acordo de Paris, incluindo os princípios das responsabilidades comuns mas diferenciadas, à luz das diferentes circunstâncias nacionais".
Os líderes reconhecem, ainda, a "importância de fontes variadas de energia e avanços tecnológicos para alcançar um futuro de baixa emissão [de gases estufa], como energia solar, bioenergia sustentável e gás natural no transporte".
Dizem, também, reafirmar o comprometimento com o desenvolvimento sustentável e pedem aos países desenvolvidos que forneçam apoio financeiro e tecnológico para auxiliar países em desenvolvimento a se adaptarem e mitigarem os efeitos das mudanças climáticas.
O Acordo de Paris, assinado em 2015, reiterou o combinado de que os países ricos deveriam garantir um financiamento de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões) por ano, até 2020, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento relacionadas às adaptações climáticas.
Formalização
A nota divulgada nesta sexta (28) ratifica a sinalização que o presidente Jair Bolsonaro deu ao líder francês, Emmanuel Macron, de que o Brasil permaneceria no Acordo de Paris.
Na quinta-feira (27), Macron havia dito que não assinaria nenhum acordo comercial com o Brasil se o país se retirasse do acordo climático, ameaçando colocar um entrave nos trabalhos das negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul.
Durante a campanha eleitoral, no ano passado, Bolsonaro havia dito que, se eleito, poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris. Em janeiro, o presidente afirmou que, por ora, o Brasil não iria deixar o acordo climático.
Confira outros pontos da declaração conjunta dos líderes dos Brics:
Source: G1
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Portugal é exemplo de inclusão de imigrantes para a ONU
Alta comissária da ONU para Direitos Humanos afirma que políticas do país deveriam ser replicadas por outras nações europeias. Ela ainda defendeu a repatriação de familiares de ex-combatentes do Estado Islâmico
A alta comissária da ONU para Direitos Humanos , Michelle Bachelet , afirmou hoje que Portugal é um modelo a ser seguido no tratamento dado aos imigrantes.
Falando na abertura da 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Bachelet fez elogios à política portuguesa para o acolhimento de imigrantes , dando a eles a oportunidade de acesso aos mecanismos de assistência legal, à educação e ao mercado de trabalho. Ela também citou programas que permitem às mulheres estrangeiras criarem seus próprios negócios.
Para ela, ações de integração são benéficas para toda a sociedade - ela cita que, apenas em 2017, as contribuições feitas pelos estrangeiros aosistemas de assistência social somaram € 510 milhões .
A alta comissária da ONU lamentou que experiências como a de Portugal sejam deixadas de lado. "Estamos observando uma tendência profundamente infeliz para a criminalização da compaixão humana básica aos migrantes , incluindo aqueles que estejam em situações de grande vulnerabilidade", afirmou.
Vítimas do Estado Islâmico
No discurso, Bachelet também defendeu que milhares de parentes de ex-combatentes do grupo terrorista autointitulado Estado Islâmico sejam repatriados por seus países de origem. Estima-se que mais de 55 mil pessoas, entre combatentes e familiares, estejam detidos no Iraque e na Síria. Bachelet pediu atenção especial às crianças, muitas vezes usadas pelos terroristas para realizar ataques.
Ela ainda defendeu que os acusados de terem cometidos crimes sejam julgados, mas que os países ajam de acordo com as normas do direito internacional.
Source: Último Segundo - iG
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Suprema Corte americana libera palavrões em marcas e patentes Agência de marcas e patentes havia se recusado a registrar marca com um nome que lembra uma flexão verbal de uma palavra de baixo calão em inglês.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, nesta segunda (24), uma antiga regra que proibia que marcas que tivessem palavras e símbolos imorais ou escandalosos. Os juízes tiveram que tomar uma decisão relativa a uma empresa de roupas que tinha um nome controverso. O dono da marca alegou que a proibição violava o direito ao discurso, que é uma garantia constitucional nos EUA. O governo de Donald Trump, favorável à proibição da marca, argumentou que a lei que restringia palavrões em marcas existia desde 1905. O caso em questão é da marca FUCT, da cidade de Los Angeles. O designer Erik Brunetti protocolou o registro do nome comercial, mas a agência de marcas e patentes recusou. A palavra FUCT não existe em inglês, mas tem uma sonoridade próxima de um termo inapropriado. A Suprema Corte manteve uma decisão de uma instância inferior de Justiça, de 2017, que considerava que a proibição era uma violação à garantia constitucional de liberdade de expressão nos Estados Unidos. Na prática, a agência de marcas e patentes não vai mais impedir registros de marcas por profanidade ou imagens gráficas de cunho sexual. A administração de Trump havia avisado que invalidar a lei abriria as portas para um fluxo de palavras extremas e imagens sexualmente gráficas no mercado. Em 2011, quando o protocolo da FUCT foi rejeitado, a agência concluiu que, além da sonoridade da palavra, os produtos tinham imagens explícitas, misóginas e violentas. Brunetti tentou registrar a marca porque seria mais fácil protegê-la de falsificações. O nome é uma saída inteligente, ele afirma, por causa da sua associação a um palavrão, mas também é uma sigla para “amigos em quem não se pode confiar”. Uma instância de Justiça deu razão a ele em 2017.
Banda de rock ganhou processo semelhante
A decisão desta segunda (24), a Suprema Corte seguiu a mesma lógica de uma decisão de 2017 quando derrubou uma lei que proibia marcas ofensivas. Naquela ocasião, era uma banda de rock dançante que se chama The Slants. Esse é um termo que, originalmente, se refere a algo inclinado, mas que é empregado de maneira pejorativa para descrever pessoas de origem asiática. O conjunto The Slants é formado por músicos de ascendência asiática. A agência de marcas e registros considerou que eles não poderiam ter esse nome, eles entraram com um processo na Justiça e venceram.
Cuidados com a pronúncia
Na argumentação, no dia 15 de abril, os juízes e advogados tiveram o cuidado de não pronunciarem o palavrão do qual deriva o nome da marca de roupa. Um advogado descreveu a palavra como “o equivalente à flexão verbal no particípio passado de uma profanidade paradigmática de uma palavra profana na nossa cultura”. O juiz Stephen Breyer a chamou de “a palavra em questão”. Os produtos da marca de Brunetti incluem um pulôver com a inscrição “The World is fuct” (o mundo está fuct), calças com os dizeres “We are fuct” (nós estamos fuct) e uma camiseta com a frase “Fuct is free speech, free speech is fuct” (Fuct é a liberdade de expressão, a liberdade de expressão está fuct). Ainda que algumas pessoas fiquem ofendidas por certas palavras, limitar o direito de se expressar é uma medida perigosa, afirmou Brunetti, em uma entrevista em abril. O governo dos EUA argumentou que banir termos vulgares e imagens indecentes não é uma discriminação contra um ponto de vista, e que o governo não deveria ser forçado, pelo sistema de proteção de marcas, a promover palavras e imagens que podem chocar o público.
Source: G1
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Verão começa na Europa com previsão de ondas de calor; países entram em alerta
Temperaturas podem superar os 40°C na Espanha e na Alemanha, onde há possibilidade de recorde.
A Europa se prepara para temperaturas extremas neste início de verão, que começou na sexta-feira (21). Há previsão de que ondas de calor durem toda esta semana e, por isso, países como Bélgica, Espanha e França emitiram alertas. Veja abaixo:
Mais de 40°C na Espanha
A agência meteorológica espanhola AEMET lançou alerta de calor após prever temperaturas de mais de 35ºC no interior e 40°C no centro do país. Em parte dos Pirineus, os termômetros podem marcar acima de 42ºC entre quinta-feira e sábado.
"É provável que as altas temperaturas persistam, ao menos, até domingo (30). Não se descarta que elas possam se prolongar durante os primeiros dias de julho em algumas áreas", acrescentou a agência espanhola.
Plano contra onda de calor na França
Na França, uma onda de calor considerada precoce e intensa pode aumentar as temperaturas para até 40°C a partir de terça-feira. Em Paris, as autoridades aumentaram o índice de alerta para 3 – o máximo é 4.
A França teme uma repetição da onda de calor de 2003, denominada "verão assassino", que causou a morte de 15 mil pessoas entre 4 e 18 de agosto daquele ano.
Salas climatizadas em lugares públicos, bebedouros temporários e vaporizadores de água, abertura noturna de parques e jardins e instalação de ventiladores em creches e escolas fazem parte das medidas previstas em Paris pelo plano contra as temperaturas extremas.
Alertas por toda a Europa
As autoridades Bélgica emitiram uma advertência pelo forte calor. De acordo com o Instituto Real Meteorológico, o país deve registrar máximas de até 34°C ou 35°C a partir desta terça-feira.
Além disso, a Alemanha espera novos recordes de calor durante todo o verão. Há possibilidade de os termômetros marcarem mais do que os 40,3°C marcados em julho de 2015 na Baviera, mais alta temperatura registrada.
Agências meteorológicas alemãs preveem ao menos uma semana de calor intenso no país devido a uma onda de ar quente proveniente do deserto do Saara.
No Reino Unido, há a preocupação também de tempestades violentas. Por isso, as autoridades locais lançaram alertas para segunda e terça-feira. "Um tempo quente, úmido e instável" está previsto, segundo o site MetOffice.
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Presidente da China visita a Coreia do Norte e acena com ajuda em acordo de paz Xi Jinping faz visita oficial, a sua primeira como presidente, com duração de 2 dias; havia 14 anos que um líder chinês não ia à Pyongyang .
O presidente da China, Xi Jinping, chegou nesta quinta-feira (20) a Pyongyang para uma visita oficial de dois dias à Coreia do Norte, a primeira de um líder chinês em 14 anos, anunciou o canal estatal de televisão CCTV.
Ele disse que ajudará o regime de Kim Jong-Un a abordar suas preocupações em matéria de segurança, dando a entender que tentará impulsionar um acordo de paz na região.
A visita, que terminará na sexta-feira (21), é a primeira de um presidente chinês desde 2005. Nos anos recentes, as relações bilaterais foram afetadas, a ponto de a China se somar às sanções internacionais contra Pyongyang por seu programa nuclear.
Xi e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se esforçaram pessoalmente para recompor a relação entre os dois países, mas o segundo esperou até 2018 para sua primeira viagem à China.
No ano passado, os dois líderes se encontraram em quatro oportunidades.
Xi escreveu um artigo, publicado na primeira página do jornal oficial da Coreia do Norte, no qual destaca o vínculo "insubstituível" entre os dois países, na véspera da viagem a Pyongyang.
Com sua visita, Xi pode demonstrar que a China ainda tem influência sobre seu aliado da Guerra Fria e desempenhar um papel nos esforços para convencer Pyongyang a abandonar seu programa nuclear.
China pode usar Coreia do Norte para negociar com os EUA
Xi também pode usar sua posição como uma "moeda de troca" na guerra comercial com os Estados Unido.
Apesar de Donald Trump ter prometido a Kim um fabuloso desenvolvimento econômico caso Pyongyang renuncie a seu programa nuclear, Xi espera recordá-lo do papel central de Pequim, que responde por nada menos que 90% do comércio exterior norte-coreano.
As principais avenidas e praças da capital norte-coreana estão decoradas com emblemas e bandeiras dos dois países.
A viagem ocorre uma semana antes da Cúpula do G20 no Japão, da qual participarão o presidente chinês e o líder americano, Donald Trump.
Source: G1
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Mulheres vão às ruas no Japão pedir reformas em lei sobre estupro
A legislação japonesa exige que fique provado que violência ou intimidação estava envolvida no ato.
Mulheres sobreviventes de abuso sexual foram às ruas do Japão na noite desta terça-feira (11) para pedir reformas na lei do país contra o estupro, que exige provas do uso de violência ou intimidação no crime e de que a vítima era "incapaz de resistir".
Os manifestantes levaram flores e cartazes com slogans como #MeToo e #WithYou ("eu também" e "com você", em português) e relataram suas experiências, para mostrar a necessidade de descartar uma medida que afirmam que sobrecarrega as vítimas de estupro, além de desencorajá-las de fazer as denúncias e prejudicar suas chances na Justiça se o fizerem.
Absolvições recentes no país geraram indignação pela lei, que pode tornar impossível provar o estupro em situações em que não há tentativas de defesa.
Em uma dessas decisões, em março, um tribunal na cidade de Nagoya absolveu um pai acusado de estuprar a filha de 19 anos. Vítimas e ativistas querem que a lei seja alterada para barrar todo tipo de estupro.
"Esse tipo de caso continua porque a maioria das pessoas não tem a impressão de que os julgamentos estão errados", disse a designer Miku Yokoyama, de 23 anos, que compareceu ao protesto de terça. "Estamos aqui hoje para fazer um movimento para mudar isso."
A legislação japonesa foi revista em 2017 para incluir penas mais severas para o crime.
"Se continuarmos dizendo 'não' à violência sexual e expressando nossas vozes, espero que essa lei irracional mude", disse Misa Iwata a uma multidão de centenas de pessoas reunidas perto de uma estação em Tóquio. Ela afirmou ter sido estuprada por uma gangue aos 16 anos.
"Levantar a voz é assustador", acrescentou Misa, que faz parte de um grupo de vítimas de abuso sexual. "Mas, levantando nossas vozes, a sociedade e a política certamente mudarão."
Nove cidades
O protesto de Tóquio foi um dos nove em todo o país, de Fukuoka, no sul, a Sapporo, no norte, e Osaka, no oeste do Japão. Os organizadores começaram a realizar as manifestações, mensais, em abril.
"As vozes daqueles que dizem 'não podemos nos calar' estão se espalhando", afirmou o autor e ativista Minori Kitahara a uma multidão em Fukuoka, segundo a Reuters. Na cidade, outro veredito de inocência foi proferido em março.
O movimento #MeToo foi quieto na maior parte no Japão, onde apenas algumas vítimas de agressão sexual denunciam o crime à polícia; a maioria não conta a ninguém por medo de ser culpada e publicamente envergonhada.
Source: G1
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A escola onde crianças pagam mensalidade com plástico
Toda semana, alunos trazem pelo menos 25 itens de plástico descartável à instituição; ideia é ensiná-los sobre noções comunitárias básicas - e a evitar queima de plásticos para fins de aquecimento em região aos pés dos Himalaias.
Uma escola na Índia encontrou uma maneira de ajudar o meio ambiente.
Os alunos pagam a mensalidade com plástico.
Toda semana, eles trazem para a escola pelo menos 25 itens descartáveis de plástico.
A escola Akshar Foundation School foi criada por um casal, que vive no Estado de Assam, nos pés da cordilheira do Himalaia. Ela é mantida por uma fundação, que, por sua vez, vive de doações.
A fundação diz que as "mensalidades" pagas com plástico ajudam a estimular um senso comunitário entre alunos, pais e escola. E ajudam também a conscientizar sobre o perigo da queima de plásticos.
"Decidimos coletar plástico de nossos alunos porque tínhamos um problema. Ouvimos relatos deles de que queimavam plástico quase todos os dias nos meses de inverno. Os estudantes faziam isso para se aquecer. Então, tornamos [a coleta] obrigatória", diz Parmita Sharma, cofundadora da Akshar Forum.
Os alunos também criam "tijolos ecológicos" a partir de garrafas plásticas.
O próximo passo é construir caminhos ligando as diferentes partes da escola.
"Os alunos também estão ficando mais conscientes - agora eles sabem que o plástico é ruim para a saúde; queimar plástico é ruim. Eles estão conversando com seus pais sobre os efeitos nocivos, conscientizando-os", acrescenta Parmita. Além disso, muitas dessas crianças desprivilegiadas tinham deixado a escola para ganhar dinheiro, mas aqui encontraram uma maneira de ajudar no orçamento de casa enquanto aprendem.
A escola paga as crianças mais velhas por hora para ensinar as mais novas. À medida que avançam academicamente, seu salário aumenta.
Os cursos vocacionais também ajudam a melhorar suas aptidões.
"Esperamos que eles obtenham habilidades suficientes para que possam se tornar independentes", diz Parmita.
"Estamos tentando desenvolver um modelo pelo qual proporcionamos desde escolarização até emprego", acrescenta.
A escola começou com 20 alunos. Hoje, são mais de 100 estudantes aprendendo em cabanas de bambu.
O casal espera agora replicar este modelo em toda a Índia.
A Índia é o segundo país mais populoso do mundo depois da China, mas sofre com a extrema pobreza. Um em cada cinco indianos vive abaixo da linha da pobreza (menos de US$ 1,25 por dia ou R$ 5).
Source: G1
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Theresa May deixa liderança do Partido Conservador do Reino Unido nesta sexta
Ela continua no cargo de primeira-ministra até que sucessor seja eleito; novo líder conservador e premiê britânico deve ser conhecido na semana de 22 de julho.
Theresa May deixa nesta sexta-feira (7) a liderança do Partido Conservador. Ela permanece, porém, como primeira-ministra do Reino Unido até que seu sucessor seja eleito, o que deve acontecer na segunda quinzena de julho.
A partir do dia 10, membros de seu partido terão uma semana para se inscrever e concorrer à liderança e, consequentemente, ao cargo de premiê, já que o Partido Conservador ocupa a maioria na Câmara dos Comuns.
De acordo com a BBC, 11 membros do partido já confirmaram sua intenção de participar do processo. Entre os mais conhecidos estão o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, e ex-ministros e secretários, como Michael Gove, Andrea Leadsom e Jeremy Hunt.
O conselho do Partido Conservador anunciou que pretende divulgar o nome de um novo primeiro-ministro na semana que começa em 22 de julho.
Votações
Cada um dos candidatos precisa ter o apoio de pelo menos oito colegas de partido para seguir adiante. Em seguida, deve obter 5% dos votos em uma primeira votação e 10% na segunda, o que equivale a 16 e 32 deputados, respectivamente.
A partir daí, é eliminado o que tiver menos votos, e o processo continua com esta regra até que restem apenas dois.
Serão realizados então uma série de encontros entre candidatos e eleitores, seguidos por uma votação pelo correio, da qual participarão 124 mil membros registrados do Partido Conservador.
Recesso de verão
A data para a divulgação do nome do novo primeiro-ministro poderá coincidir com o recesso de verão do Parlamento, que ainda não teve seu início informado.
Mel Stride, líder do Partido Conservador na Câmara dos Comuns, disse ao jornal “Independent” que não pode garantir que os prazos não coincidam.
Caso isso aconteça, o novo premiê teria quase dois meses no cargo antes que pudesse ser questionado pelos parlamentares, em setembro, atrapalhando os planos do Partido Trabalhista, que já afirmou que irá propor uma moção de confiança ao novo líder assim que ele tomar posse.
Dominic Raab, ex-secretário do Brexit que renunciou ao cargo em 2018 e é um dos candidatos, irritou colegas de seu próprio partido ao sugerir que, caso seja eleito, poderia estender o recesso, fazendo com que os parlamentares permaneçam afastados até o fim de outubro. Desta forma, eles não poderiam tentar bloquear um Brexit sem acordo, que ele defende.
Source: G1
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YouTube vai remover vídeo que defenda nazismo ou discrimine minorias Pressionada, plataforma cria regras para tentar conter discurso de ódio; youtubers podem ser suspensos
O YouTube anunciou que a partir desta quarta (5) passará a remover vídeos que contenham material considerados racistas, que defendam o nazismo ou que sejam discriminatórios contra minorias e grupos sociais.
Conteúdo que negue eventos históricos em que houve violência, como o Holocausto e o ataque à escola primária Sandy Hook nos EUA, também serão retirados, disse a plataforma, que pertence ao Google.
Youtubers que violarem essas regras também serão suspensos pela plataforma e ficarão proibidos de fazer anúncios ou de ganhar dinheiro com seus vídeos. A empresa vinha sendo criticada por tratar de maneira diferente os perfis com grande quantidade de usuários, mesmo quando eles promoviam conteúdo discriminatório.
O anúncio acontece em meio ao aumento da pressão contra empresas de tecnologia para que elas tomem medidas a evitar a disseminação de discurso de ódio em seus sites. As reclamações aumentaram desde março, quando um atirador transmitiu ao vivo no Facebook um ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia que deixou 51 mortos.
Grupos e usuários que praticam discurso considerado de ódio, porém, costumam afirmar que essas medidas violam a liberdade de expressão. É o caso, por exemplo, da organização racista americana Ku Klux Klan e de Alex Jones, dono do site de teoria da conspiração Infowars, que já tiveram seus perfis bloqueados em outras plataformas.
Nos últimos 12 meses, o Facebook e o Twitter já tinham tomado medidas semelhantes, e o próprio YouTube tinha alterado sua política para tentar restringir esse tipo de conteúdo, embora até esta quarta relutasse em remover esses vídeos.
“Nós revisamos nossa política periodicamente para garantir que traçamos nosso limite no lugar certo. Só em 2018 nós mudamos nossa política mais de 30 vezes. Uma das questões mais complexas e em evolução é como devemos lidar com o discurso de ódio”, disse a empresa ao justificar por que até o momento não tinha tomado medidas mais duras contra esse tipo de conteúdo.
“Hoje, estamos dando um novo passo na nossa política contra discurso de ódio e proibindo especificamente vídeos que alegam que um grupo é superior com o objetivo de justificar a discriminação, a segregação ou a exclusão baseada em questões de idade, gênero, raça, casta, religião, orientação sexual ou situação militar”, diz o comunicado da empresa, divulgado em seu site.
“Isto inclui, por exemplo, vídeos que promovam ou glorifiquem a ideologia nazista, que é intrinsecamente discriminatória”, afirma o texto. “Finalmente vamos remover conteúdo que negue eventos violentos que sejam bem documentados, como o Holocausto”.
Também passa a ser proibida a discriminação contra imigrantes e contra pessoas que foram vítimas de eventos violentos e seus familiares.
O YouTube divulgou uma lista de frases para exemplificar o que será proibido. Ela inclui declarações como “todos os judeus são ladrões”, “negros são uma doença”, “homossexualidade é só uma forma de doença mental que precisa ser curada” e “gays têm uma agenda para comandar o mundo e se livrar de nós”.
Inicialmente, caso um vídeo viole algum desses critérios ele será imediatamente removido, mas o canal não será afetado. Em vez disso, entrará em uma espécie de programa de observação.
Caso o canal cometa outras três violações em um período de 90 dias, será apagado —o que significa que todos os seus vídeos serão removidos também, mesmo os que não tenham violado as regras.
Dependendo do grau da violação, porém, a eliminação do canal pode ser imediata.
Source: Folha
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Trump diz que acordo com Reino Unido pode triplicar o volume de negócios entre os países Em entrevista coletiva, o presidente dos EUA diz que o Brexit deve acontecer e que será algo bom.
Os Estados Unidos estão comprometidos a um acordo comercial fenomenal com o Reino Unido após a conclusão do Brexit, afirmou o presidente Donald Trump, em entrevista coletiva ao lado da primeira-ministra Theresa May nesta terça (4). "Há muito potencial, duas ou três vezes [em volume de negócios] do que fazemos hoje", disse ele. Tudo está na mesa de negociação, segundo o presidente.
Os dois líderes fizeram um pronunciamento após um encontro em Londres.
Perguntado sobre o Brexit, o presidente dos EUA iniciou sua resposta dizendo que não deveria falar sobre assuntos de outros países, mas em seguida deu sua opinião. "Eu entendo desse assunto, eu previ o que aconteceria, vocês lembram, na véspera. Eu disse que aconteceria por causa da imigração. Vai acontecer e deve acontecer." A saída do Reino Unido da União Europeia acontecerá em um futuro próximo e será boa para país, segundo Trump. "É um país que quer ter suas próprias fronteiras, é um lugar especial."
Processar a União Europeia
May voltou a dizer que o Brexit foi decidido pelo povo do Reino Unido e que deve ser entregue. Há um bom acordo de saída na mesa, segundo ela, mas ela disse que não acatou a sugestão de Trump sobre como lidar com a situação. "Trump sugeriu que eu processasse a UE", afirmou a primeira-ministra. O presidente dos EUA confirmou: "Eu processaria, mas tudo bem. Eu processaria e daí negociaria". Ele disse também que May merece muito crédito pelo seu trabalho para concretizar o Brexit.
Tarifas sobre o México vão ser impostas, diz Trump
Outro tema foi a ameaça de imposição de uma tarifa aos produtos mexicanos por parte do governo dos EUA. "Não começamos [a impor tarifas] ainda, isso vai começar na semana que vem", afirmou Trump. Ele citou que haverá um encontro entre autoridades mexicanas e norte-americanas, mas que acha que as tarifas serão impostas mesmo assim. "Acho que as tarifas serão impostas. Milhões [de imigrantes] estão vindo pelo México." Ele afastou a possibilidade de parlamentares do Partido Republicano serem contra a medida. "Eu tenho 94% de aprovação entre os republicanos, é um recorde. Eu adoro recordes."
Trump já havia falado sobre uma possibilidade de um tratado
"Acho que teremos um acordo comercial muito, muito substancial, será um acordo muito justo, e acho que é algo que ambos queremos fazer", disse Trump a May e líderes empresariais no início de uma reunião. "Vamos efetivar isso". Trump agradeceu May por um trabalho fantástico e disse que ele desconhecia os prazos de May, mas que ela deveria se manter por perto. "Não sei exatamente qual é o seu cronograma, mas fique por perto. Vamos fazer esse acordo", disse Trump.
Primeira-ministra anunciou que sairá na sexta-feira
May anunciou que irá renunciar na sexta-feira (7), mas vai permanecer no cargo até que um substituto seja escolhido. O presidente dos EUA e May encontravam líderes empresariais britânicos e norte-americanos no segundo dia da visita oficial de Trump ao Reino Unido. Mais tarde, eles farão uma coletiva de imprensa. "Nós somos seu maior parceiro... Acho que há uma grande oportunidade para gentilmente ampliar isso, especialmente agora", afirmou Trump.
Source: G1
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Primeiro governo da Áustria liderado por uma mulher toma posse
Brigitte Bierlein, a nova primeira-ministra, assume depois de escândalo ter derrubado coalizão de ultranacionalistas no país.
O primeiro governo federal da Áustria liderado por uma mulher - a juíza Brigitte Bierlein - e com paridade ministerial entre homens e mulheres tomou posse nesta segunda-feira (3) no antigo Palácio Real de Viena.
Após várias semanas de turbulências políticas causadas por um escândalo de corrupção no partido ultranacionalista FPÖ, que fazia parte da coalização de governo, o presidente federal austríaco, Alexander Van der Bellen, tomou juramento da nova primeira-ministra e sua equipe, composta por seis homens e seis mulheres.
Os membros deste governo são todos especialistas independentes que administrarão o país até as eleições gerais antecipadas do próximo mês de setembro.
O líder do Partido Popular (ÖVP, na sigla em alemão), Sebastian Kurz, tinha liderado até algumas semanas atrás uma coalizão com o Partido da Liberdade (FPÖ), que foi rompida pelo chamado "Caso Ibiza".
O escândalo explodiu no último dia 17 de maio quando duas publicações alemãs divulgaram um vídeo gravado de forma secreta em uma mansão nessa ilha espanhola no verão de 2017.
O 'Caso Ibiza' acabou com a coalizão e o governo austríacos
Nas imagens, o agora então líder do FPÖ, Heinz Christian Strache, oferece favores políticos a uma suposta milionária russa em troca de doações ilegais para seu partido.
Após a renúncia de Strache, Kurz decidiu romper a coalizão e convocar eleições, embora poucos dias depois seu próprio governo de transição tenha perdido uma moção de confiança no parlamento, o que obrigou o presidente a designar em seu lugar um gabinete de especialistas.
Van der Bellen destacou hoje a importância de virar a página deste escândalo e se mostrou convencido de que o novo governo representará o país "de forma política, diplomática e simpática".
Além disso, destacou explicitamente o fato de Bierlein, de 69 anos, ser a primeira mulher na história da Áustria a liderar um governo federal, junto com uma equipe ministerial paritária entre homens e mulheres.
"É uma especial alegria que tenhamos pela primeira vez uma mulher à frente do governo e que este tenha paridade. No futuro, ninguém poderá dizer 'desculpe, mas isto não pode ser feito'", ressaltou Van der Bellen.
Source: G1
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'Derrubem os muros', diz Merkel em Harvard
Em discurso a formandos da universidade americana, chanceler alemã alfineta Trump ao criticar o protecionismo e o isolacionismo e defende perspectiva multilateral. 'Devemos ser honestos, não chamar mentiras de verdade'.
A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, fez um discurso para os formandos da Universidade de Harvard na quinta-feira (30) nos Estados Unidos, onde aproveitou alfinetar o presidente americano, Donald Trump, sem mencionar diretamente seu nome.
Merkel, recebida com fortes aplausos ao ser anunciada como "uma das mais respeitadas e influentes líderes da era do pós-guerra", começou seu discurso em inglês, mas logo mudou para o alemão. Com a ajuda de um tradutor, ela mencionou vários temas em sua fala, começando por sua infância na antiga Alemanha Oriental, sob a sombra do muro de Berlim.
Os muros, aliás, foram tema recorrente em seu discurso, como ao fazer alusões aos "muros nas mentes das pessoas". "Derrubem os muros da ignorância e da intransigência, porque nada tem de ficar como está", disse Merkel, na 368ª cerimônia de formatura da instituição.
A chanceler falou sobre temas como as oportunidades e ameaças impostas pelas novas tecnologias e o combate às mudanças climáticas. Ela alertou os formandos de que nada deve ser sempre tomado como certo. "Qualquer coisa que pareça estar gravada em pedra e inalterável pode ser mudada. Todas as mudanças começam em nossa mente."
Merkel fez alusões às relações entre EUA e Alemanha no pós-guerra
Ela reconheceu a responsabilidade histórica da Alemanha e exaltou a capacidade de se conceder o perdão. "As relações entre a Alemanha e os EUA demonstram como antigos inimigos podem virar amigos".
A chanceler destacou a importância das relações transatlânticas com base em valores compartilhados, e lembrou o famoso discurso do general George Marshall aos formandos de Harvard em 1947, quando ele revelou sua estratégia para ajudar a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial, conhecida como o Plano Marshall.
Em outra referência velada às politicas de Trump, ela disse que "o protecionismo ameaça as fundações de nossa prosperidade". Ela defendeu uma perspectiva que seja "multilateral ao invés de unilateral, global ao invés de nacional, com um olhar para fora ao invés de isolacionista".
"Devemos trabalhar juntos ao invés de sozinhos. Devemos ser honestos para com os outros e com nós mesmos, o que significa não chamar as mentiras de verdade ou as verdades de mentiras", disse a chanceler, aplaudida de pé pelos presentes.
Source: G1
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Não haverá renegociação de acordo do Brexit, diz UE aos britânicos
Brexit está completamente indefinido depois que May anunciou sua renúncia, provocando uma disputa de liderança no Partido Conservador
A União Europeia (UE) não renegociará o acordo do Brexit definido com a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nessa terça-feira (28), enquanto crescem os temores de que o sucessor de May possa iniciar um confronto com o bloco.
O Brexit está completamente indefinido depois que May anunciou sua renúncia, provocando uma disputa de liderança no Partido Conservador, que poderá levar ao poder um novo primeiro-ministro que busque uma ruptura mais decisiva com a UE.
Um dos candidatos, o secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que buscar um Brexit sem acordo seria um "suicídio político", uma reprimenda ao favorito, Boris Johnson, que disse na semana passada que o Reino Unido deveria deixar a UE com ou sem acordo até o fim de outubro.
Hunt, que votou para permanecer na UE no referendo de 2016 mas agora aceita o Brexit, disse que tentaria buscar um novo acordo que tiraria o Reino Unido da união alfandegária com a Europa, "respeitando preocupações legítimas" sobre a fronteira com a Irlanda.
A UE, no entanto, afirmou que não haverá renegociação. "Terei uma reunião breve com Theresa May, mas sou claro: não haverá renegociação", observou Juncker antes de um encontro de líderes da UE em Bruxelas.
O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse acreditar que o risco de o Reino Unido sair do bloco sem um acordo de divórcio está crescendo.
"Bem, há um risco crescente de não acordo. Há possibilidade de que o novo primeiro-ministro possa vir a repudiar o acordo de retirada", afirmou a jornalistas.
Qualquer que seja o sucessor de May, ele terá de aceitar que o acordo de divórcio do Brexit acertado por ela não será ratificado pelo atual Parlamento britânico. Além disso, uma solução para a questão da fronteira com a Irlanda, que incomoda a muitos parlamentares, deve ser encontrada.
Muitos apoiadores do Brexit rejeitaram o acordo de May por causa do mecanismo "backstop", que requer que o Reino Unido adote algumas das regras da UE indefinidamente, a não ser que um futuro acordo seja atingido para manter aberta a fronteira terrestre entre Irlanda do Norte e Irlanda.
Sob as leis em vigência atualmente, o Reino Unido deixará a União Europeia automaticamente no dia 31 de outubro mesmo sem acordo, a não ser que o Parlamento aprove algum antes disso, a UE ofereça uma extensão do prazo, ou o governo revogue sua decisão de deixar o bloco.
Fonte: Último Segundo - iG
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Argentina retoma debate no Congresso para legalização do aborto
Tema volta ao Parlamento, depois de renovação de metade do Senado, que rejeitou a descriminalização no ano passado.
Um projeto de lei para legalizar o aborto na Argentina voltará ao Congresso nesta terça (28) para debates, após o revés sofrido em 2018, quando obteve aprovação histórica dos deputados, mas foi rejeitado no Senado.
Esse é o oitavo ano consecutivo que o tema é debatido no Parlamento, e dessa vez ele com o apoio inicial de 15 congressistas.
A apresentação do texto deve ser acompanhada de manifestações nas ruas de Buenos Aires. Organizações em favor do aborto legal buscam instalar a questão na campanha eleitoral para as eleições gerais de 27 de outubro.
"A nova apresentação servirá para pressionar as listas dos partidos e garantir que cada candidato se pronuncie claramente sobre a questão", afirmou Victoria Tesoriero, líder da Campanha pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito.
Na Argentina, de acordo com a lei em vigor desde 1921, o aborto é permitido quando a vida da mulher está em perigo e quando a gravidez é resultado de um estupro, sem especificar as semanas de gestação.
Muitos médicos e alguns governos provinciais resistem em aplicar a lei, no entanto, e houve casos de meninas de 11 anos forçadas a continuar a gravidez.
Estima-se que cem mulheres morrem por ano em decorrência de abortos clandestinos no país.
A Câmara dos Deputados aprovou a lei para legalizar o aborto até a 14ª semana de gestação em 2018, mas o Senado rejeitou-a por 38 votos a 31.
A renovação de metade do Senado criou expectativas sobre uma mudança de posições.
O presidente liberal Mauricio Macri, que busca a reeleição, tem mantido uma posição ambígua. No ano passado ele se declarou "a favor da vida", embora tivesse anunciado que, se a lei fosse aprovada, não a vetaria.
A ex-presidente e senadora Cristina Kirchner, candidata a vice-presidente, que relutou em apoiar a lei durante seus dois mandatos (2007-2015), votou a favor de sua aprovação em 2018.
Seu companheiro de chapa Alberto Fernandez, candidato à presidência pelo peronismo, declarou-se a favor da descriminalização, embora sem avançar na legalização.
Source: G1 Mundo
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Papa Francisco recebe líder indígena brasileiro Raoni no Vaticano
Líder indígena começou em 12 de maio uma excursão de três semanas pela Europa, onde foi recebido por chefes de Estado e marchou com jovens em favor do clima.
O Papa Francisco recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira (27), o líder indígena Raoni Metuktire, que atua no combate à devastação da Amazônia.
A audiência faz parte da preparação para a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Panamazônica, que vai ser realizada de 6 a 27 outubro, segundo o porta-voz do papa, Alessandro Gisotti. O tema do encontro será: “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para Ecologia”.
O líder indígena tem sofrido a devastação de seu vasto território, ameaçado pelo desmatamento, pelo agronegócio e pela indústria madeireira.
O líder Kayapó, que viaja acompanhado de outros três líderes indígenas do Xingu, começou em 12 de maio uma excursão de três semanas pela Europa, onde marchou com jovens em favor do clima e foi recebido por chefes de Estado, como o presidente Emmanuel Macron, da França. O líder indígena também aproveitou sua passagem pelo tradicional festival de cinema de Cannes, no sul da França, para pedir apoio para o seu projeto.
Devastação da Amazônia
Em 2015, Francisco publicou a encíclica "Laudato Si" (Louvado Seja), em que ataca um modelo de desenvolvimento injusto e convida os católicos a tomarem ações concretas para frear a exploração insensata do meio ambiente.
O pontífice denunciou os problemas enfrentados pelos moradores da região amazônica quando visitou Puerto Maldonado em janeiro de 2018, uma cidade rural no sudeste do Peru, cercada pela floresta.
Essa é a primeira vez que a Igreja Católica apoia oficialmente atividades concretas em favor do cuidado ambiental, inclusive nas paróquias.
O cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que será o relator geral do sínodo, reconheceu recentemente em Roma que a defesa da Amazônia gera muitas "resistências e incompreensões".
"Os interesses econômicos e o paradigma tecnocrático são contrários a qualquer tentativa de mudança e estão prontos a se imporem com força, violando os direitos fundamentais das populações no território e as normas de sustentabilidade e proteção da Amazônia", declarou Hummes.
A Amazônia é habitada por 390 povos com uma identidade cultural e uma língua própria, e tem cerca de 120 aldeias livres em isolamento voluntário, segundo dados da France Presse.
Este território, compartilhado por nove países e habitado por cerca de 34 milhões de pessoas, abriga 20% da água doce não congelada do mundo, 34% das florestas primárias e 30-50% da fauna e flora do planeta.
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Arqueólogos encontram tumba com mais de 30 múmias no Egito
Tumba faz parte de uma imensa necrópole com mais de 300 outros jazigos, que ainda são desconhecidos e exigirão muitos anos de estudo
Arqueólogos descobriram em Assuan, no Egito, uma tumba que conserva 35 múmias, além de sarcófagos, ânforas, vasos e materiais para máscaras funerárias. As escavações foram conduzidas por uma missão ítalo-egípcia a cargo da Universidade dos Estudos de Milão e do Ministério da Antiguidade do país africano. A tumba, situada na margem ocidental do Nilo, apresenta uma sala funerária principal e outra lateral: a primeira conta com 30 múmias bem conservadas, incluindo de crianças, enquanto outras quatro foram achadas na segunda, acompanhadas de vasos que continham restos de comida, fundamentais para a "viagem" dos mortos na tradição egípcia.
Outra múmia une os corpos de uma mãe e seu filho, ainda cobertos por uma espécie de máscara funerária feita com papiro.
"Foi uma surpresa extraordinária, que descobrimos escavando em um lugar belíssimo na margem ocidental de Assuan, no Egito ", disse Patrizia Piacentini, professora de Culturas do Oriente Próximo Antigo, do Oriente Médio e da África na Universidade de Milão.
Segundo a especialista, a tumba faz parte de uma imensa necrópole com mais de 300 outros jazigos, que "ainda são desconhecidos e exigirão muitos anos de estudo".
"Provavelmente era a tumba de uma família de classe média-alta, usada do século 4 a.C. ao período romano, no século 4 d.C.", afirmou Piacentini.
Uma nova missão será realizada em novembro para examinar as múmias e escavar outros jazigos.
Source: Último Segundo - IG
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Conheça a brasileira que doou R$ 88 milhões para a reconstrução de Notre-Dame
Gaúcha tem 85 anos e é dona de uma das maiores fortunas do planeta; Lily Safra sustenta muitos projetos sociais, inclusive no interior do Brasil; veja
Entre os maiores doadores para a reconstrução da catedral de Notre-Dame no mundo figura uma brasileira. Ela enviou R$ 88 milhões para que a igreja, um dos maiores cartões-postais de Paris, seja recuperado após o incêndio que destruiu grande parte do monumento esta semana na França.
A gaúcha Lily Safra, dona de uma das maiores fortunas do planeta, é a doadora da quantia que salta aos olhos. De onde vem os quase R$ 90 milhões tem muito mais. E a doação para Notre-Dame não é a única boa ação desta senhora de 85 anos.
Socialite e filantropa, Lily Safra sustenta muitos projetos sociais, inclusive no interior do Brasil, além de institutos de pesquisa em Neurociência espalhados pelo mundo. Estudar o cérebro humano virou quase uma obsessão para a “Gilded Lily”, ou Lily Dourada, como é chamada jocosamente no jet set internacional, depois que dois dos seus quatro ex-maridos apresentaram problemas no sistema nervoso.
Um deles, Fred Monteverde, milionário dono da rede Ponto Frio na época, se suicidou com dois tiros no peito após uma crise depressiva, decorrente da bipolaridade. O último, o banqueiro Edmond Safra, com quem foi casada durante 23 anos, sofreu com o Mal de Parkinson até ser assassinado num incêndio criminoso provocado pelo enfermeiro. A fortuna de Lily, que vive entre Londres e Nova York hoje em dia, é avaliada em torno de R$ 48 bilhões. Só a mansão Villa Leopolda, que possui na Côte Dazur, na Rivieira Francesa, vale quase R$ 2 bilhões. Todo esse patrimônio foi herdado.
Lily nasceu em Canoas, no Rio Grande do Sul, numa família não muito abastada. Frequentou bons colégios, aprendeu idiomas e foi criada para “fazer um bom casamento”. Fez três muito bons e um sem muito futuro.
O primeiro, aos 17 anos, foi com o empresário argentino Mario Cohen, de quem se separou dez anos depois e com quem teve três filhos. Ainda casada com Cohen, Lily se apaixonou pelo playboy e magnata Fred Monteverde. Os dois se casaram e ficaram juntos até ele se matar em 1969. Quatro anos depois, ela se casou com Samuel Bendahan, com quem teve uma relação conturbada. Em 1976, já divorciada, ela viria a se casar com Safra e unir duas fortunas.
Amiga íntima do Príncipe Charles, Lily foi a única brasileira convidada para o casamento de Willian e Kate Middleton. Generosa com causas sociais, foi assim que se aproximou de celebridades como Elton John, fiel amigo, e Michael J. Fox, que também luta contra o Parkinson.
Há alguns anos, decidiu leiloar todas as joias e algumas obras de arte, entre elas quadros originais de Van Gogh, e todo o poupudo dinheiro arrecadado foi para instuições que cuidam de pobres, como na África, por exemplo.
Pouco se vê de Lily no Brasil, mas ela banca um instrituto de pequisa em Natal e o tratamento de esgoto de uma pequena cidade no interior da Bahia, além de ONGs.
Uma biografia não autorizada sobre a doadora de Notre-Dame foi escrita pela jornalista Isabel Vincent, mas nunca foi publicada no Brasil após o embargo de um sobrinho socialite, que não gostou de saber que o livro sugeria que o pai dele estaria envolvido na morte do segundo marido de Lily. Mas é possível adquiri-lo por encomenda em sites de livrarias.
Source: Último Segundo - IG
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Quase 300 manifestantes são detidos durante protesto ecológico em Londres
Movimento Extinction Rebellion pede instauração de um "estado de emergência ecológica"; durante ato nesta quarta-feira (17), manifestantes chegaram a colar a si mesmos no teto de trem de estação no centro da cidade.
Quase 300 pessoas foram detidas pela polícia britânica durante protestos que estão sendo realizados ao longo dessa semana pelo movimento Extinction Rebellion, em Londres. Segundo as autoridades, a ação dos manifestantes pede pela instauração de um “estado de emergência climática e ecológica” e deve ocorrer em 80 cidades de 30 países, até o próximo dia 22. Cinco pontos emblemáticos da capital foram bloqueados pelos manifestantes, que tiveram início na segunda-feira (15): Marble Arch, Oxford Circus, a ponte de Waterloo, Parliament Square e Piccadilly Circus.
De acordo com a polícia local, 290 ativistas foram detidos, sendo que a maior parte das prisões aconteceram na ponte de Waterloo, onde os manifestantes mostraram cartazes que diziam “não existe Planeta B” e “extinção é para sempre”. Algumas pessoas ainda se amarraram a veículos que estavam estacionados na ponte, utilizando cadeados para bicicletas.
Além disso, três homens e duas mulheres teriam ocupado o escritório da empresa petrolífera Shell e quebrado uma janela do local. Apesar da intervenção policial, a fim de manter a ordem pública, nesta terça-feira (16), as ruas ainda estavam interrompidas e a ponte continuou obstruída.
Enquanto isso, na manhã desta quarta-feira (17), dois protestantes subiram em cima de um trem na estação de Canary Wharf, para pedir por mudanças. Segundo as autoridades de Londres, o homem e a mulher ainda colaram a si mesmos no teto do trem, paralisando o serviço.
Ao The Guardian, Angie Zealter, de 67 anos, que foi presa durante os protestos, afirmou que “este é um momento muito importante da história – deveria ter acontecido há 50 anos, mas pelo menos está a acontecer agora. Estamos a ficar sem tempo e o Governo tem de ouvir-nos”.
O Extinction Rebellion tem como objetivo causar impacto na sociedade por meio de atos de desobediência sem recorrer à violência, reivindicando a implantação de políticas para reduzir as emissões de dióxido de carbono para zero até 2025 e a criação de uma assembleia para que os cidadãos tomem decisões em relação às alterações climáticas e à perda de biodiversidade.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, chegou a receber uma carta dos manifestantes apresentando as reivindicações e advertindo que os problemas que envolvem as questões climáticas não podem ser ignoradas e precisam ser alvo de ações diretas por parte do Governo.
Source: Último Segundo - IG
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Incêndio de grandes proporções atinge a Catedral de Notre-Dame, na França
Chamas tomaram conta do edifício histórico no início da tarde desta segunda-feira; autoridades confirmaram que não há vítimas nem feridos
Um incêndio de grandes proporções atinge neste momento a Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França. Uma enorme coluna de fumaça cinza pode ser vista de vários pontos da capital francesa. Equipes do Corpo de Bombeiros de Paris estão evacuando a região.
O Ministério do Interior da França confirmou que não há vítimas nem feridos no incêndio. Fontes locais disseram que é "provável" que o fogo esteja relacionado aos trabalhos de restauração que ocorriam na Catedral de Notre-Dame, um dos pontos turísticos mais visitados da Europa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, está se dirigindo à região do incêndio. Macron tinha previsto um pronunciamento em rede nacional na noite desta segunda-feira (15), no qual anunciaria aguardadas reformas econômicas e sociais. No entanto, devido à tragédia, o presidente cancelou o compromisso.
No Twitter, Macron lamentou o ocorrido. "Pensando em todos os católicos e em todos os franceses. Como todos os nossos compatriotas, estou triste por ver esta parte de nós queimar", escreveu.
A prefeita da cidade, Anne Hidalgo, usou sua conta pessoal no Twitter para lamentar o “terrível” acidente em curso e exaltar o trabalho dos bombeiros que estão no local tentando combater as chamas. “Estamos mobilizados no local em estreita ligação com o @dioceseParis. Peço a todos respeito ao perímetro de segurança”, destacou a prefeita.
Também pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que as autoridades francesas "ajam com rapidez" para conter o incêndio. "Que horrível assistir ao incêndio massivo na Catedral de Notre-Dame, em Paris. Talvez aviões com tanques de água podem ser usados para apagar o fogo. Deve-se agir rapidamente", escreveu o republicano.
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel lamentou o incêndio. "É doloroso olhar essas imagens horríveis da Notre-Dame em chamas. A Notre-Dame é um símbolo da França e da nossa cultura europeia. Envio meus sentimentos aos nossos amigos franceses", escreveu no Twitter Steffen Seibert, o porta-voz de Merkel.
Uma das mais importantes e famosas catedrais de Paris, a Notre-Dame, dedicada a Santa Maria, mãe de Jesus Cristo, foi construída entre 1160 e 1345, em estilo gótico. Ao longo dos anos, a catedral foi palco de cerimônias celtas e romanas, além de ter inspirado o romance conhecido como O Corcunda de Notre-Dame, do escritor francês Victor Hugo, publicado em 1831.
Source: Último Segundo - IG
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EUA denunciam "coerção" da China devido a exercícios perto de Taiwan
Bombardeiros e navios de guerra da China realizaram exercícios perto de Taiwan nesta segunda-feira, as manobras militares mais recentes perto da ilha autoadministrada que uma autoridade graduada dos Estados Unidos denunciou como uma "coerção" e uma ameaça à estabilidade na região.
Os EUA não têm laços formais com Taiwan, mas a lei os obriga a ajudar a proporcionar à ilha os meios para se defender e são sua principal fornecedora de armas.
A China intensificou a pressão sobre Taiwan, cuja presidente, Tsai Ing-wen, Pequim suspeita de incitar a independência formal da ilha - uma linha vermelha para a China, que jamais descartou do uso da força para submetê-la ao seu controle.
"Qualquer tentativa de influenciar Taiwan através de ameaças ou coerção, acreditamos, desestabiliza a região e ameaça a estabilidade no Estreito de Taiwan", disse James Moriarty, presidente do Instituto Americano de Taiwan, em uma cerimônia para marcar as últimas quatro décadas de relações EUA-Taiwan.
O Exército Popular de Libertação chinês disse que seus bombardeiros, navios e aeronaves de reconhecimento realizaram "exercícios necessários" ao redor de Taiwan nesta segunda-feira, embora os tenha descrito como rotineiros.
Nos últimos anos, a China realizou diversas vezes o que chama de "patrulhas de cerco de ilha".
Taiwan enviou caças e navios para monitorarem as forças chinesas, disse seu Ministério da Defesa, acusando Pequim de "tentar mudar o status quo do Estreito de Taiwan".
Moriarty disse que "sobrevoar a ilha com caças e bombardeiros, presumivelmente em conexão com o que estamos fazendo esta tarde, certamente não ajuda em nada".
"Isso afeta a estabilidade. Prejudica o relacionamento através do estreito. Prejudica qualquer tentativa de China de conquistar corações e mentes do povo de Taiwan", disse ele aos repórteres na nova sede de 256 milhões de dólares do instituto, na prática a embaixada norte-americana em Taiwan.
Source: Terra Notícias
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Coreia do Norte dá prazo até o fim do ano para EUA negociarem descnuclearização
Fala de Kim parece ter sido uma resposta ao anúncio de Trump na véspera de que estaria disposto a realizar uma terceira cúpula com o líder norte-coreano
O ditador norte-coreano Kim Jong-un deu prazo “até o fim do ano” para que os EUA voltem à mesa de negociações para o desmantelamento do programa de produção de armas nucleares de seu país, segundo a agência de notícias estatal KCNA. Para isso, no entanto, ele exige uma mudança de posição dos americanos quanto à retirada das sanções econômicas impostas à Coreia do Norte, motivo do colapso das conversas na última reunião de cúpula de Kim com o presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro em Hanói, Vietnã.
"O que é preciso é que os EUA parem com sua maneira de calcular (as condições e o cronograma para suspender as sanções) e vir com novos cálculos", afirmou Kim em discurso nesta sexta-feira, de acordo com a KCNA, televisão da Coreia do Norte.
A fala de Kim parece ter sido uma resposta ao anúncio de Trump na véspera de que estaria disposto a realizar uma terceira cúpula com o líder norte-coreano. Trump e Kim se reuniram duas vezes, em Hanói, em fevereiro, e em Cingapura, em junho, mas não conseguiram chegar a um acordo para suspender as sanções em troca de a Coreia do Norte abandonar seus programas nucleares e de mísseis.
"Isso poderia acontecer. Uma terceira cúpula poderia acontecer. E é passo a passo. Não é um processo rápido. Eu nunca disse que seria. É passo a passo", disse Trump.
Ainda nesta sexta-feira, Kim promoveu uma das maiores mudanças na estrutura de poder em Pyongyang em anos, nomeando um novo chefe de Estado nominal — considerado o “novo rosto do regime” —, Choe Ryong-hae; um novo presidente do Gabinete, Kim Jae-ryong; e se concedendo um novo título, em movimento que está sendo visto como um indício da consolidação de seu poder.
Segundo a KCNA, Kim foi reeleito presidente da Comissão de Assuntos do Estado durante a primeira sessão da nova legislatura de Pyongyang — que não goza de poder de fato e segue os ditames do regime da Coreia do Norte. Pela primeira vez, porém, a mídia estatal se referiu ao líder como “representante supremo do povo coreano”. O título fora aprovado em decreto de fevereiro, segundo a Associated Press, mas ainda não havia sido usado em público.
Source: Último Segundo - iG
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Vice defende comentários contraditórios de Trump sobre WikiLeaks
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, defendeu nesta sexta-feira (12) o que alguns dizem ser uma posição curiosa por parte de seu chefe, Donald Trump, sobre a prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
Os repetidos elogios ao WikiLeaks por parte de Trump não foram "um endosso", disse Pence à CNN.
Os republicanos celebraram a captura de Assange, que estava asilado na embaixada do Equador em Londres há quase sete anos, até que a polícia britânica o deteve na quinta-feira.
A primeira reação de Trump foi desdenhosa, ao declarar apenas aos repórteres: "Não sei nada sobre o WikiLeaks. Não tenho nada a ver com isso".
O comentário despertou curiosidade porque, durante sua campanha presidencial em 2016, Trump inúmeras vezes elogiou e encorajou o site de vazamento de informações confidenciais.
"Eu amo o WikiLeaks", afirmou ele, empolgado, em um comício, depois que a plataforma vazou documentos que prejudicaram bastante sua adversária democrata Hillary Clinton, mesmo sendo do conhecimento público que o WikiLeaks trabalhava em coordenação com a Inteligência russa.
Pence declarou à CNN que Trump simplesmente apoiou a exposição de informações durante a eleição, não a organização WikiLeaks em si.
"Eu acho que o presidente, como vocês e a mídia, sempre acolhe bem as informações", declarou Pence.
"Mas isso não era de forma alguma um endosso a uma organização que agora entendemos estar envolvida na disseminação de informações classificadas como sigilosas pelos Estados Unidos da América", acrescentou.
Outros republicanos se mostraram menos satisfeitos com a posição de Trump sobre o caso Assange, que enfrenta a possibilidade de uma extradição para os Estados Unidos.
"É preciso conversar com o presidente sobre seus comentários", observou o presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Richard Burr.
Source: Yahoo! Notícias
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Senadores dos EUA propõem lei contra algoritmos preconceituosos nas empresas de tecnologia A proposta ressalta o crescente interesse de Washington em regulamentar as grandes companhias do setor.
Parlamentares norte-americanos propuseram na quarta-feira (10) uma lei que exigiria que grandes empresas de tecnologia detectassem e eliminassem quaisquer algoritmos e processos de inteligência artificial que gerassem viés e discriminação.
A proposta ressalta o crescente interesse de Washington na regulamentação do Vale do Silício e vem depois de o Departamento de Habitação e Urbanismo americano acusar o Facebook por discriminação em anúncios de moradia. Intitulado 'Algorithmic Accountability Act', a proposta daria novos poderes à Comissão Federal de Comércio (FTC) e forçaria as empresas a estudarem se preconceitos raciais e de gênero são criados por suas tecnologias. As regras se aplicariam a empresas com faturamento anual acima de US$ 50 milhões, às que compram e vendem informações de consumidores e às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários.
"Os computadores estão cada vez mais envolvidos nas decisões importantes que afetam a vida dos americanos — se alguém pode ou não comprar uma casa, conseguir um emprego ou até mesmo ir para a cadeia", disse o senador democrata Ron Wyden em um comunicado de imprensa anunciando o projeto.
"Mas, em vez de eliminar o preconceito, com frequência esses algoritmos confiam em suposições tendenciosas ou dados que podem reforçar a discriminação contra mulheres e pessoas de cor", afirmou.
O comunicado à imprensa citou como exemplo uma reportagem informando que a Amazon havia descartado um mecanismo de recrutamento automatizado que era preconceituoso contra mulheres, além da acusação do Departamento de Habitação e Urbanismo contra o Facebook.
O senador Cory Booker e a deputada Yvette Clarke, ambos democratas, juntaram-se a Wyden para apresentar o projeto de lei, que pode enfrentar uma batalha difícil no Senado, controlado pelos republicanos.
A Associação da Internet, que tem Amazon, Facebook, Google e outras grandes empresas de tecnologia como membros, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Source: G1 Mundo
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Moradores começam a voltar a área atingida por desastre nuclear em Fukushima
Oito anos após o incidente que contaminou diversas comunidades, o Japão permitiu, nesta quarta, que os residentes começassem a voltar para casa
Oito anos depois de um vazamento nuclear no complexo de Fukushima forçar o esvaziamento de comunidades vizinhas, as autoridades do Japão permitiram pela primeira vez, nesta quarta-feira, o retorno de moradores a bairros próximos ao foco do incidente. Cerca de 40% da cidade de Okuma, a oeste da usina danificada por terremoto e tsunami em 2011, foi declarada segura para habitação permanente.
Um processo de descontaminação conduzido pelo governo japonês favoreceu a redução dos níveis de radiação nuclear no território de Fukushima. Relatos da mídia local apontam, no entanto, que apenas 367 pessoas se registraram como residentes. Segundo a rede Kyodo News, as pessoas podem fazer visitas durante o dia para arrumar as casas, mas só 48 habitantes de 21 lares oficializaram o desejo de pernoitar no local.
Uma pesquisa indicou que mais da metade dos 10.341 habitantes originais de Okuma não querem voltar. A cidade luta para se reconstruir após a tragédia que deixou mais de 15 mil mortos no Japão.
Apenas 3,5% das pessoas que habitavam a cidade viviam no bairro agora liberado para habitação. O prefeito Toshitsuna Watanabe garante, porém, que é só o começo.
"Este é grande marco para a cidade", ressaltou Watanabe, em comunicado. "Mas este não é objetivo, mas um começo em direção à retirada da ordem de evacuação para a cidade inteira".
A maior parte de Okuma ainda está fechada para residentes, dados os índices de radiação. As autoridades acreditam que a abertura da prefeitura e o investimento em infraestrutura estimulem mais os residentes a voltarem para casa.
Em março de 2011, um forte terremoto e uma subsequente tsunami destruíram a usina elétrica de Fukushima Dai-ichi, cujas instalações cortam os municípios de Okuma e Futuba, na costa do Oceano Pacífico. O incidente fez a indústria liberar material radioativo, no maior desastre nuclear desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
Mais de 160 mil pessoas foram retiradas de suas casas como resultado do incidente em Fukushima. Desde então, a área restrita foi gradativamente reduzida. Cerca de 340 quilômetros quadrados ainda são considerados inseguros demais para viver.
Source: Último Segundo - IG
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Estátuas gigantes de dinossauros em 'casa dos Flintstones' causam batalha judicial na Califórnia
Procuradores de cidade californiana exigem retirada dos bichos, que, segundo eles, causam poluição visual e foram colocados sem autorização. A dona da casa, uma idosa de 84 anos, ignorou ordens de retiradas e vai até o fim para manter os 'enfeites'.
Uma idosa de 84 anos trava na Justiça dos Estados Unidos uma batalha para deixar estátuas de dinossauros e outros animais pré-históricos, além de uma girafa, no quintal da "casa dos Flintstones", propriedade que mantém em Hillsborough, na Califórnia, desde 2017.
Procuradores locais processaram a filantropista Florence Fang por considerar que os dinossauros e os cogumelos do quintal – visíveis para quem trafega em uma rodovia próxima – fogem do padrão das casas da pacata Hillsborough, na periferia chique de San Francisco.
A casa diferentona foi construída em 1976, e a senhora Fang a arrematou há quase dois anos por US$ 2,8 milhões – equivalente a quase R$ 10 mi. De lá para cá, a idosa vem reformando a propriedade e instalando enfeites para ficar o mais parecido possível com a casa da série "Os Flintstones".
Segundo a agência Associated Press, a idosa não passou pelo procedimento de autorização para colocar o tiranossauro rex, o triceratops e outros animais pré-históricos como o mamute.
A advogada de Fang, Angela Alioto, disse à AP que "autoridades esnobes" querem tirar da idosa o direito dela de desfrutar do próprio jardim – e, inclusive, plantar uma árvore gigante para tapar a vista dos dinossaurões. "O que há de errado com essas pessoas?", indagou.
"A senhora Fang faz as pessoas sorrirem, ela alegra os outros. Quem não ama o Dino, que age como um cachorro?", disse a advogada Alioto, em referência ao simpático dinossauro roxo da família Flintstone, que dá as boas-vindas na entrada da casa."
O que dizem as autoridades de Hillsborough?
Os procuradores afirmam que o problema não é nem com o Dino, nem com o tiranossauro rex nem com o tricerátops.
"Ela pode construir um projeto com personagens ou com estátuas do Rodin, não importa. Ela ainda precisa passar por procedimentos legais como todo mundo", afirmou o procurador Mark Hudak à AP.
O procurador Hudak defendeu que as leis de Hillsborough garantem que nenhuma casa deve destoar da outra. "Então, seus vizinhos não vão ter de olhar para o que você gostaria de ter e vice-versa", completou.
De fato, a propriedade da idosa destoa da vizinhança. As demais casas apresentam arquitetura mais sóbria, com jardins amplos sem muitos enfeites esdrúxulos.
A batalha judicial chamou atenção da imprensa norte-americana. Milhares de pessoas assinaram uma petição online para impedir a retirada das mascotes pré-históricas.
Milionária, a senhora Fang está disposta a levar o caso até o fim. Ela ignorou três ordens para interromper as obras e ainda deixou passar uma outra determinação judicial para retirar as estátuas do quintal – a idosa chegou a pagar multa de US$ 200, mas manteve os dinossauros e o mamute mesmo assim.
Source: G1 Mundo
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Parlamento britânico proíbe que Brexit aconteça sem acordo
Acordo aprovado por apenas um voto de diferença deve fazer com que Theresa May peça mais um adiamento de saída para a União Europeia
O Parlamento do Reino Unido decidiu nesta quarta-feira (3) que o Brexit não poderá acontecer sem um acordo. A decisão se deu por apenas um voto de diferença – foram 313 votos à favor e 312 contra. A proposta ainda precisa ser votada pela Câmara dos Lordes, onde deve ser ratificada.
Com a aprovação, a primeira-ministra Theresa May deve ser obrigada a pedir para a União Europeia uma nova extensão de prazo para o Brexit, alternativa que já foi defendida pela própria May. Para honrar o combinado atual, os britânicos devem apresentar uma proposta de acordo até o dia 12 de abril, o que é improvável de acontecer, uma vez que diversas sugestões já foram rejeitadas.
Os europeus, no entanto, podem não aceitar o novo pedido. Na ocasião do primeiro adiamento – a data original da saída era 29 de março –, o bloco exigiu como contraparte a apresentação de um projeto concreto de acordo. Neste cenário, sem a apresentação do mesmo, o Reino Unido poderia sair sem fazer um acordo, justamente o que foi bloqueado pelo Parlamento nesta quarta.
Também na sessão de ontem da Câmara dos Comuns, os representantes tentaram votar uma medida que permitiria a Theresa May negociar o acordo de saída direto com a União Europeia, sem a necessidade da chancela do Parlamento. O projeto, porém, sofreu uma derrota acachapante, por 180 votos de diferença.
A relação entre a primeira-ministra e os parlamentares está desgastada e alguns chegam a pedir a renúncia de May. Ela afirmou que sairá do poder após a resolução da novela que se tornou o processo de deixar o grupo.
O Brexit vem sendo negociado desde 2016, quando um referendo popular decidiu pela saída da União Europeia. Deixar o grupo abruptamente, no entanto, traria inúmeras complicações econômicas e sociais, já que romperia com a atual integração.
Source: Último Segundo - iG
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Nova Zelândia aprova em primeira votação projeto de lei para restringir armas no país
A votação teve apoio de 119 dos 120 congressistas, tanto liberais quanto conservadores. Essa foi a primeira de três votações pelas quais o texto precisa passar antes de virar lei.
O Parlamento da Nova Zelândia aprovou, nesta terça-feira (2), um projeto de lei para restringir a posse de armas no país. A votação teve apoio de 119 dos 120 congressistas, tanto liberais quanto conservadores. Essa foi a primeira de três votações pelas quais o texto precisa passar antes de virar lei.
A medida quer proibir os cartuchos de alta capacidade e os tipos de armamento semiautomático, de estilo militar, usados no massacre do mês passado em duas mesquitas, na cidade de Christchurch, quando 50 pessoas morreram. No dia 20 de março, a premiê neozelandesa, Jacinda Ardern, anunciou que a venda desse tipo de arma seria proibida no país a partir de 11 de abril.
Na terça (2), o superintendente da polícia da Nova Zelândia, Mike McIlraith, demonstrou no tribunal e na frente de políticos como é fácil manipular algumas armas para torná-las mais poderosas, detalhou o jornal local "New Zealand Herald".
Já o ministro responsável pela polícia da Nova Zelândia, Stuart Nash, afirmou que há pessoas demais com acesso a armas perigosas, e que os parlamentares foram motivados pela necessidade de garantir a segurança pública.
"Nós também fomos motivados pela memória de 50 homens, mulheres e crianças que foram tirados de seus entes queridos no dia 15 de março", declarou Nash. "A memória deles é nossa responsabilidade. Nós nunca mais queremos ver um ataque como esse em nosso país de novo. Somos compelidos a agir rapidamente".
Oposição
O conservador David Seymour, único a votar contra o projeto de lei, afirmou que a medida foi precipitada. "Fazer isso nove dias antes que os congressistas saiam para o feriado da páscoa parece mais um teatro político que segurança pública", afirmou.
Mais de 14 mil pessoas, afirma a Associated Press, assinaram uma petição entregue ao Parlamento que diz que as mudanças legislativas são "injustas" para cidadãos que obedecem à lei e que estão sendo motivadas por emoções.
Em 2016, a polícia da Nova Zelândia estimou que 1,2 milhão de armas legais estavam em posse de civis — o equivalente a uma arma para cada quatro pessoas no país, segundo reportagem da BBC. A idade mínima para possuir uma arma legalmente no país é 16 anos — ou 18, no caso de armas semiautomáticas de estilo militar. Qualquer um acima dessas idades e que seja considerado capaz pela polícia pode possuir uma arma de fogo.
Source: G1 Mundo
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China pede à UE que garanta livre concorrência para as suas empresas
O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, pediu hoje aos países da União Europeia (UE) que garantam livre concorrência para as empresas chinesas, e denunciou tentativas de "afundar" grupos como a Huawei por motivos de segurança.
“A China espera que todos os países criem um ambiente de competição livre e justa para as empresas de outros países", afirmou Wang, numa conferência de imprensa conjunta, com a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, após um encontro, em Bruxelas.
Numa referência às limitações impostas pelos Estados Unidos à Huawei, Wang insistiu que Pequim se "opõe a acusações arbitrárias com motivações políticas para tentar afundar uma empresa estrangeira".
"Acreditamos que tais práticas são anormais, imorais e não têm o apoio de outros países", advertiu.
Wang participa em Bruxelas no Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.
Na semana passada, o chefe da diplomacia chinesa tinha já avisado que as ações dos EUA contra a Huawei, a maior fabricante do mundo de equipamentos de telecomunicações, não representam "um caso judicial em absoluto", mas antes um movimento político deliberado para "derrubar" a empresa.
A Huawei anunciou, entretanto, que moveu uma ação contra o governo norte-americano, devido à restrição dos seus produtos.
"Esperamos e acreditamos que os países da UE e outros terão independência quando se trata de fazer suas próprias escolhas e farão o seu próprio julgamento", disse Wang.
Mogherini afirmou que a aceitação de empresas específicas nos respetivos mercados "por razões de segurança", é uma decisão de "competência nacional".
Questionada sobre se recebeu garantias do homólogo chinês de que Pequim vai rever a lei que obriga as suas empresas a cooperarem com os serviços de inteligência, Mogherini afirmou que "o que discutimos é a necessidade do ciberespaço ser regulado e padrões internacionais serem aplicados para torná-lo mais seguro e aberto".
"E também na economia real e digital, a necessidade de as condições serem iguais para todos, na Europa e na China", afirmou.
A fabricante chinesa Huawei é acusada de 13 crimes por procuradores norte-americanos, incluindo fraude bancária e espionagem industrial.
O Congresso dos EUA proíbe ainda agências governamentais de comprarem produtos da Huawei, ao abrigo da Lei de Autorização de Defesa Nacional, por considerar que a empresa serve a espionagem chinesa.
Os EUA têm ainda pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei na construção de infraestruturas para redes de Quinta Geração (5G), a Internet do futuro.
As redes sem fio 5G destinam-se a conectar carros autónomos, fábricas automatizadas, equipamento médico e centrais elétricas, pelo que vários governos passaram a olhar para as redes de telecomunicações como ativos estratégicos para a segurança nacional.
A empresa tem rejeitado alegações sobre a segurança da sua tecnologia 5G, insistindo que não tem "portas traseiras" para aceder e controlar qualquer dispositivo, sem o conhecimento do utilizador.
Source: Mundo ao Minuto
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Número de mortos em inundações na Indonésia passa de 70
Mais de 4 mil estão desalojados depois de fortes chuvas que atingiram a província de Papua, no leste do país, no sábado.
Pelo menos 79 pessoas morreram nas inundações provocadas pelas fortes chuvas que atingiram a província indonésia de Papua, no leste da Indonésia, de acordo com um novo balanço anunciado nesta segunda-feira (18) pela agência de gerenciamento de desastres. Mais de 70 pessoas ficaram feridas, e mais de 4 mil estão desabrigadas.
Entre as vítimas, um bebê de cinco meses resgatado dos escombros foi entregue ao pai, depois que o resto da família morreu na tragédia. "O balanço de mortos ainda pode aumentar porque 43 pessoas estão desaparecidas", afirmou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.
O governo decretou estado de emergência durante 14 dias, indicou o chefe da polícia Victor Dean Mackbon.
As enchentes são comuns durante a estação chuvosa na Indonésia, de outubro a abril.
Em janeiro, pelo menos 70 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra no sul da ilha de Celebes.
Nas últimas semanas, centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas nas proximidades do rio Citarum, na província de Java Ocidental, devido a inundações.
A província indonésia de Papua está localizada a oeste da ilha da Nova Guiné, a outra metade é compartilhada pela Papua Nova Guiné, uma antiga colônia australiana que se tornou independente. É uma das regiões mais pobres da Indonésia e palco de confrontos esporádicos entre rebeldes separatistas e o exército.
Source: G1 News
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O presidente americano Donald Trump declarou que ficará 'muito, muito decepcionado' com Kim Jong-un caso a informação de reconstrução de base de mísseis seja confirmada.
A Coreia do Norte pode estar preparando o disparo de um míssil ou foguete - afirmou a rádio pública americana NPR, apoiando-se em imagens de satélite de um complexo situado perto de Pyongyang.
A NPR obteve o material da empresa DigitalGlobe. Nas imagens, aparece o complexo de Sanumdong. Elas foram tiradas antes da cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Hanói, no final de fevereiro.
Em uma imagem de 22 de fevereiro, veem-se veículos e caminhões no local, assim como vagões e gruas, acrescentou a NPR.
"Comparando tudo, parece muito com o que os norte-coreanos fazem quando constroem um foguete", disse à NPR Jeffrey Lewis, especialista do Instituto de Estudos Internacionais de Middlebury, em Monterrey.
Em julho de 2018, o jornal "The Washington Post" afirmava que as agências americanas de Inteligência haviam detectado, com imagens de satélite, a construção de "um, talvez dois", novos mísseis nesse complexo de pesquisa de Sanumdong.
Na quinta-feira, com base em novas imagens, especialistas americanos informaram que o sítio de Sohae (ou Tongchang-ri), que inclui uma plataforma de lançamento e uma instalação para testes de motores de foguetes, foi rapidamente reconstruído e que, agora, "havia voltado a seu estado operacional normal".
Seu desmantelamento foi uma das poucas promessas concretas feitas aos Estados Unidos por Kim nos últimos meses.
Na quarta-feira, quando especialistas dos think tanks Center for Strategic and International Studies e 38 North relataram que a reconstrução havia recomeçado, o presidente Donald Trump declarou que ficará "muito, muito decepcionado" com Kim Jong-un, se essas informações se confirmarem. (Taken from G1 Mundo)
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